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O seu salão de beleza é lucrativo?

O seu salão de beleza é lucrativo?

Desde o início das minhas postagens sobre Finanças, o objetivo sempre foi fornecer os passos para uma gestão financeira organizada, com isso, oferecer subsídios para que o empresário possa entender seu negócio.

Após a primeira fase da implantação dos controles financeiros básicos, estes, irão nos fornecer dados para a elaboração do DRE, importante frisar para os nossos seguidores que a utilização desta ferramenta é fundamental para todo tipo de negócio. Através dele conseguimos “diagnosticar” a saúde de uma empresa.

Vamos entender a situação financeira do salão da Ana, com foco na estrutura do DRE:

  1. Receita Bruta/ faturamento: É o preço de venda pelo serviço prestado, vejamos:

Então, somando tudo isso, a receita Bruta do salão foi de R$ 27.860,00

  1. Custos Variáveis: são todos os custos que surgem em função das minhas vendas, ou seja, quanto mais serviços o salão presta, mais insumos e materiais associados àquele serviço ele gasta. Ex.: materiais consumidos na prestação dos serviços, mão de obra dos profissionais terceirizados, perdas e impostos sobre o faturamento (nesse caso é importante lembrar que os salões também revendem produtos, cada um deles é tratado de forma diferente, por isso, recomendamos buscar informações sobre esse assunto). Então, no caso do salão da Ana somou: R$ 520,00 de insumos, R$ 1.671,60 de impostos, R$ 448,60 de cartão e R$ 13.930,00 dos profissionais terceirizados somando R$ 16.570,20
  2. Margem de Contribuição: é a diferença entre as Receitas e os Custos Variáveis, nesse caso, sobrou o valor de R$ 11.289,80, esse valor é a margem que irá contribuir para cobrir os custos fixos do salão. Se ela for positiva indica que a operação é lucrativa e se for um número negativo, o(a) gestor(a) deverá rever a sua operação para reverter esse quadro de prejuízo.
  3. Custo Fixo: são aqueles custos que não dependem do que a empresa vende, ou seja, são valores para necessários para “tocar” a empresa. Só lembrando, na dúvida em definir se o custo é fixo ou variável, fica aqui a dica: classifique como fixo. Ah, o valor total do custo fixo, nesse caso da Ana, somou R$ 4.835,00.
  4. Resultado final: é a diferença entre a Margem de Contribuição e o Custo Fixo que resultou num valor de R$ 6.454,80. Então para sabermos o seu lucro a conta é feita assim: (R$ 6.454,80 / R$ 27.860,00) x 100 = 23,17% no mês em análise.

Agora chegamos no ponto crucial, se olharmos para a última coluna, a do percentual, concluímos que:

- do total do serviços prestados pelo salão da Ana, praticamente 59,48% não lhe pertencem, estes, vão para fornecedores, operadoras de cartão, mão de obra terceirizada (incluindo a Ana) e para o Governo. A sua margem 40,52%.

- a estratégia adotada pela Ana foi fundamental para o seu sucesso, pois, estabeleceu um percentual (%) de ganho pelos seus serviços, de forma igualitária aos demais colaboradores terceirizados. Também definiu uma retirada de valor fixo a título de pro labore e, levou muito a sério os seus controles de caixa.

- em razão do custo fixo ser bem controlado o seu lucro é bem interessante para o ramo que atua.

Cabe aqui um lembrete: se Ana não levasse tudo organizado poderia ter um custo fixo alto e incorrer num lucro muito baixo e até mesmo num prejuízo.   

Vejam o quanto é importante esta ferramenta além de diagnosticar a situação financeira do salão podemos avaliar a nossa receita e também definir Metas de Trabalho para toda a equipe.

Obs.: Na postagem anterior o imposto de sobre o faturamento não foi incluído, razão pela qual, no quadro acima ele aparece e o lucro real da Ana ficou em 23,17%.

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