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Novas realidades, novas necessidades!

Novas realidades, novas necessidades!

 

Olá Leitor! Do fundo do meu coração eu não gostaria de estar escrevendo sobre este assunto. Ao longo destes anos que atuo como consultora empresarial, já fiz centenas de análises SWOT (Forças, Fraquezas, Ameaças e Oportunidades) junto aos empresários. Sempre colocamos nas “ameaças” as crises, mas, nunca imaginei algo na proporção que estamos vivendo.

 

Diante deste cenário de incertezas causadas pela pandemia do novo corona vírus onde não sabemos quando as atividades irão retomar, um estudo da Bain & Company aponta que os setores afetados drasticamente são os de Academias, Cinemas e Teatros, Hotéis, Eventos, Restaurantes e Viagens e Turismo, que tiveram forte queda com a chegada da pandemia e que devem ter perspectivas de recuperação bem mais lenta. Eu gostaria que este estudo estivesse equivocado, mas sabemos que a tendência é que segmentos que dependem de concentração de pessoas, a retomada às atividades provavelmente acontecerá mais tarde e consequentemente, enfrentem desafios de longo prazo.

 

Neste momento, muitos restaurantes estão recorrendo ao delivery como alternativa para manter pelo menos parte das operações. Muitas empresas que antes não atuavam no delivery, estão buscando esta possibilidade, estão aprendendo e dedicando-se exaustivamente. Mas, sabemos que a operação não é tão simples e as taxas impostas pelas plataformas sobre os valores dos pedidos é um tanto quanto significativa (para não dizer, alta).

 

De fato, o delivery está crescendo, mas segundo Cristiano Melles Presidente da Associação Nacional de Restaurantes (ANR) o setor fatura cerca de R$ 400 bilhões por ano, empregando 6 milhões de pessoas, mas as receitas com os serviços de entrega não chegam nem a 4% deste total. O delivery pode ajudar, mas não resolve o problema.

 

Esta semana, conversei com muitos empresários do setor e todos estão bastante preocupados em manter os empregos e esperam medidas do poder público para ajudá-los nisto.

 

Bom, já falamos de vários efeitos negativos desta pandemia e as angústias que nos afligem. Bora pensar agora, o que muda nos nossos negócios, o que está ao nosso alcance e o que podemos fazer para minimizar os efeitos desta crise?

 

O primeiro ponto que acho importante destacar é: Você se enxerga como um empreendedor? Você se dedica a assuntos relacionados à gestão financeira e administrativa? Se a resposta foi NÃO, então comece a olhar o seu negócio como um negócio.

 

Com qual tipo de empreendedor você se identifica neste momento? O empreendedor alarmista, que está desesperado, mas que não toma nenhuma ação. O empreendedor otimista, que acha que tudo vai passar, que vai ficar tudo bem e quando as coisas voltarem, tudo volta a ser como antes. Ou o empreendedor que entende que as coisas irão mudar, que ainda não sabe como, mas, que está se preparando para a nova realidade (espero que tenha se identificado com este).

 

O mundo vai mudar e o nosso cliente também! O mercado como era antes, a forma que as pessoas consumiam e compravam não será mais a mesma. Uma análise de quem é o meu cliente, o que ele vai precisar neste momento, quais são seus desejos e o que muda nos seus hábitos de consumo se torna essencial neste momento.

 

Mas como podemos entender todas as mudanças no comportamento, nos hábitos e nas prioridades dos consumidores?

Na minha opinião, a melhor forma é tentar entender a mente do cliente e para isto é necessário fazer perguntas para alguns dos seus melhores clientes. Vou listar algumas perguntas que acredito que possam te ajudar:

- O que você tem feito de diferente nesta quarentena que antes você não fazia?

- O que tem tirado seu sono ultimamente?

- Que hábito/comportamento você irá mudar por conta do corona virus?

- O que você mais sente falta em relação ao nosso produto/serviço?

- Você tentou algo para substituir nosso produto/serviço? Como foi esta experiência?

- Na sua opinião, o que podemos adequar/mudar para atender as suas novas necessidades?

 

Após mapear as novas necessidades, os novos comportamentos e hábitos de consumo, busque entender como outras empresas tem resolvido dores semelhantes, liste o que hoje é importante para seu negócio e ajuste o seu produto ou o seu cliente. Pode ser que você identifique que para se adaptar e garantir a sobrevivência do seu negócio, talvez precise mexer na estrutura do seu negócio ou encontrar lacunas no mercado.  Lembre-se: O seu produto ou o seu serviço não te definem! Se for necessário mudar, mude! Não fique apegado ao seu passado.

 

A demanda ainda existe, o cliente ainda quer comprar nossos produtos/serviços e agora é o momento de alinhar estas novas necessidades com as oportunidades para continuar entregando experiências incríveis para nossos clientes, seja dentro de suas casas ou dentro do nosso estabelecimento. Vamos inovar, vamos encantar nossos clientes, vamos construir estratégias de diferenciação para estabelecer conexões emocionais com nossos clientes.

 

 Mão à obra? Vamos construir nossos planos de contingência ou adaptar nossos planos já existentes!

 

E te faço um convite. Compartilhe conosco nos comentários, como seu negócio está se adaptando para sobreviver à corona crise.

 

Abraços!

https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/03/30/delivery-nao-resolve-crise-da-covid-19-diz-representante-de-restaurantes.htm

https://l.instagram.com/?u=https%3A%2F%2Fwww.google.com.br%2Famp%2Fs%2Feconomia.estadao.com.br%2Fnoticias%2Fgeral%2Csetores-economicos-terao-recuperacao-desigual%2C70003260430.amp&e=ATNkFxoEZ_-yuzr8Ar645uhKygXgQ0gUhBEolStxEFCD1dvjZM3o4trn2NMriTBW8fJxZ_nsAG4aOKpRYikKJygdBnlCA3KR&s=1

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