[ editar artigo]

Os 5 sentidos da experiência sensorial gastronômica

Os 5 sentidos da experiência sensorial gastronômica

Eu já disse por aqui que comer é um dos grandes prazeres da vida! E tenho bons motivos para afirmar isso... Pão quente com manteiga derretida na casa da vó, seu prato preferido feito pela própria mãe, aquela comida sensacional que te lembra uma viagem inesquecível, um bom jantar com os amigos e até mesmo aquela comida simples, mas que quando a fome aperta, ela se torna a melhor do mundo!

Não é mesmo?!

A comida não está ligada somente ao gosto e ao paladar. Tem muitos outros fatores que influenciam na preparação de um prato delicioso! Por isso, comer poder estar relacionado a ter uma boa experiência sensorial durante o momento da refeição.

Durante a refeição, nossos cinco sentidos são acionados, gerando assim uma experiência sensorial. Nossos cinco sentidos são: visão, olfato, paladar, audição e tato. E são eles que permitem apreciar das mais diversas formas essa experiência sensorial gastronômica.

Por isso, eu gostaria de compartilhar com vocês algumas características de cada um dos cinco sentidos que podem influenciar a maneira que experimentamos os alimentos:

 

  • Visão

Você já ouvir a frase “comer com os olhos”?

De certo modo, essa frase tem um fundo de verdade. As vezes, só de ver uma comida nós já começamos a salivar de fome ou até mesmo sentir repulsa por alguma comida que não nos agrada.

Através da cor, do tramanho, do formato, brilho, opacidade, consistência, espessura, grau de efervescência, integridade, defeitos, granulometria e outras características se referem a textura do alimento. E são essas características visuais que despertam e estimulam nosso paladar, assim como, induzem o consumidor a ansiar por sabores correspondentes a expectativa visual.

Portanto, a apresentação do prato é fundamental para despertar o desejo de comer, principalmente, quando são feitos para crianças. A aparência determina as expectativas sobre o alimento e a expectativa muda a forma como percebemos a comida.

 

  • Olfato

De acordo com especialistas, o ser humano é capaz de perceber mais de 10 mil odores diferentes.

Por este motivo, o aroma configura uma parte muito importante da experiência sensorial gastronômica. Vou te dar um exemplo:

Você já ficou gripado e quase não sentiu o gosto da comida?

Pois é! E é por este motivo em que quando estamos gripados e com o nariz entupido, geralmente temos dificuldade para sentir alguns cheiros. E a dificuldade em sentir o cheiro da comida pode afetar a percepção no gosto deste alimento. O aroma e o gosto estão interligados e é por isso que o cheiro tem grande participação no gosto! Grande parte do que dizemos que é “gosto” é, na verdade, aroma.

Experimente tapar o nariz e coloque algum alimento na boca, você sentirá gostos como: doce, salgados, ácido e azedo. Mas, pode ter dificuldades para perceber se o alimento é cítrico, herbal, frutado ou floral, por exemplo.

 

  • Paladar

Este é o sentido que permite sentir o gosto dos alimentos, através de papilas gustativas que temos na boca.


“Quando colocamos comida na boca e mastigamos, misturamos o alimento com a saliva, que começa a dissolvê-lo. As papilas gustativas, em contato com as moléculas dessas substâncias, enviam, por meio de neurônios, os estímulos até o cérebro, que interpretará as sensações causadas pelos diferentes gostos”.

Doce, amargo, salgados e ácido, são sabores que percebemos no paladar. Porém, cada pessoa pode sentir cada um desses gostos em uma intensidade diferentes. Portanto, algumas pessoas podem ser mais sensíveis ao doce, enquanto outras podem ser mais sensíveis ao salgado.

 

  • Audição

É através da audição que se produz as informações durante a mordida, mastigação ou também durante a manipulação do alimento. A audição afeta a percepção do gosto e este fator é chamado de fator “croc”.

O croc da maçã, por exemplo, acompanhar o efeito do sabor. Neste caso, se a maçã não fizer ruído na hora da mastigação, passa a percepção de alimento estragado.

“Nossa memória sensorial nos ensinou que, se não estiverem com a textura padrão e se não fizerem ruídos, alguns alimentos estarão velhos, impróprios para consumo”.

Você consegue imaginar comer amendoim ou torresmo, sem aquele barulhinho? Garanto que não será tão gostoso quanto aquele que faz o barulho típico.

 

  • Tato

Por fim, temos o sentido do tato, ou toque, percebidos na pele ou em tecidos mais profundos. É por meio deste sentido que podemos avaliar o peso, a pressão, textura, consistência e a temperatura quente ou fria de um alimento. Imagina ter que comer uma feijoada GE-LA-DA? Não dá, né?!

Ao cortar o alimento e mastiga-lo, sinta sua textura e temperatura. Cada alimento tem sua própria textura que permite avaliar a qualidade e o frescor de cada um desses alimentos.

Com o sentido do tato, é possível diferenciar o calor de um café feito na hora, o cerveja que estava na geladeira e até mesmo distinguir a fluidez de uma sopa e a dureza de uma goiaba que ainda não está completamente madura.

 

Agora que você já sabe o impacto que os cinco sentidos possuem na experiência sensorial gastronômica, você pode preparar novos pratos ainda mais saborosos para o seu negócio. Imagine as infinitas possibilidades que podem ser criadas ao misturar os sentidos e os mais variados tipos de alimento...


Conta aqui pra mim, quando você vai comer algo, qual dos 5 sentidos te chama mais atenção?

Bares e Restaurantes

Comunidade Sebrae
Michael Douglas Camilo
Michael Douglas Camilo Seguir

Consultor do SEBRAE/PR; Fascinado por empreendedorismo e inovação; Head da Comunidade Sebrae de Bares e Restaurantes; Vítima do Marketing Digital dos Hambúrgueres; Freguês fiel do conforto do Delivery; Interesse pessoal em fotografia, viagens e frio!

Ler conteúdo completo
Indicados para você