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Perspectivas de crescimento para o biogás na retomada da economia

Perspectivas de crescimento para o biogás na retomada da economia

O  biogás tem tudo para ser um dos grandes impulsionadores na recuperação e retomada do país no pós-pandemia. A fonte energética possui amplo potencial de geração de renda e empregos de uma forma sustentável ao longo dos próximos anos.

Segundo o relatório apresentado pela Agência Internacional de Energia (IEA) em parceria com a Associação Brasileira de Biogás  (Abiogás), existe uma  alta disponibilidade de matérias-primas sustentáveis, cujo potencial técnico para a produção de biogás é enorme e, ao mesmo tempo, inexplorado.

O estudo tomou como base o ano de 2018, em que a produção de biogás foi de 35 milhões de toneladas equivalentes (Mtoe), que ultrapassou o potencial calculado pela IEA de 570 Mtoe de biogás. 

A análise mostrou que o aproveitamento total deste potencial poderia suprir 20% da demanda atual de gás mundial. Além disso, o potencial para a produção do biogás em todo o mundo deve crescer em torno de 40% até 2040. Entre os insumos utilizados estão: resíduos da agricultura, dejetos de animais, resíduos sólidos urbanos, águas residuais e resíduos florestais. 

Desafios da nova economia

Um dos  grandes desafios do setor energético é colocar toda a produção no mercado, aproveitando o que já é produzido. Atualmente, existe a tecnologia para o uso do biogás como combustível em veículos pesados. Por exemplo, a Scania e alguns modelos chineses já oferecem essa tecnologia.

 Além disso, o biogás contribui para o aumento da nota de eficiência da usina por meio da emissão de um número maior de Créditos de Descarbonização (CBios),  aumentando a receita advinda do programa RenovaBio.

Por exemplo, em São Paulo, o biogás (gerando energia elétrica) tem capacidade de produzir 32 mil GW/h, um potencial equivalente a 80% da usina Belo Monte ou atender mais de 16 milhões de residências no Brasil. No entanto, o que preocupa é o aproveitamento deste potencial. 

Em 2019, a geração de energia elétrica a partir do biogás na agroindústria foi de apenas 18,5 GW/h. O Brasil produz 18 GW/h, mas tem capacidade para 32 mil GW/h. 

Uma das soluções para o setor é a produção in loco. Por exemplo, a região Centro-Oeste tem potencial para ser uma grande produtora de gás. Além disso, existe uma infraestrutura preparada para atender a produção e programas em operação visando o estímulo do uso pelas indústrias e consumidores.

A região conta com uma rede de distribuição de 1.100 km, podendo ser conectada rapidamente a algo em torno de 50 a 60 usinas com potencial de produção — viabilizando o consumo em larga escala.

Eficiência energética

Também precisamos destacar que esses projetos contribuem para uma maior eficiência das usinas, principalmente, em relação às paradas de produção. Para isso, as empresas devem se adaptar à nova realidade para serem competitivas. 

Além disso, o investimento em tecnologia vem para habilitar essa transformação de forma sustentável, uma vez que a energia renovável é um diferencial. Países como Alemanha, China e Estados Unidos têm buscado iniciativas alternativas para a produção energética. A grande vantagem é que no Brasil, temos um portfólio único diversificado em relação ao resto do mundo.

 

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