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6 Etapas para negociar durante a crise

6 Etapas para negociar durante a crise

 

Da escola particular ao aluguel, da parcela vencida à parcela vincenda.

Os efeitos econômicos da pandemia do coronavírus vem afetando os negócios, empregos e, de forma geral, toda a economia, sendo o momento oportuno para rever valores e prazos dos compromissos assumidos.

 

Conheça as 6 etapas para planejar e negociar seus contratos durante a crise:

1- Organize sua proposta com honestidade

Faça um balanço financeiro que demonstre os impactos sofridos por seu negócio, com objetividade, mesmo que simplificado, onde fique claro a redução no faturamento e esteja compatível com o percentual de desconto a ser proposto.

2- Ligue para o credor e explique a situação

Seja direto, certamente o credor já espera esta solicitação e já deve ter pensado a respeito. Não cobre nenhuma resposta imediata, para que não haja decisão impensada "no calor" do momento. Explique a situação, diga que irá formalizar a proposta e peça uma resposta em um ou dois dias. 

3- Formalize sua oferta por escrito

Após conversar diretamente com o credor, formalize sua proposta por escrito, através de e-mail ou notificação com aviso de recebimento, apresentando ainda o demonstrativo da situação financeira. Não se esqueça de traçar todos detalhes, como redução, data de pagamento, multa em caso de descumprimento (o que dará mais segurança ao credor), etc. Inclua ainda um prazo de validade para esta oferta, pois a situação em determinada data pode não ser a mesma após algumas semanas. Se precisar de ajuda, peça para um advogado de confiança ajudar a elaborar a proposta. 

4- Esteja aberto para ouvir uma contraproposta

A crise econômica advinda da pandemia atinge praticamente todos os segmentos empresariais e é natural que os mais diversos empreendimentos ou profissionais sintam seus efeitos em maior ou menor grau. Sendo assim, caso o credor tenha uma contraproposta, escute, peça para que também formalize por escrito e estude sua viabilidade ao seu negócio. 

5- Formalizem o acordo

Caso cheguem num consenso, formalizem o acordo e suas condições por escrito através de adendo. Este requisito é muito importante para que não surjam ainda maiores discussões posteriormente, pois mesmo que ambos estejam de boa-fé, é natural que omissões ou falhas na comunicação acabem criando debates sobre o que foi negociado. 

 

Não havendo acordo entre as partes, ainda é possível discutir as cláusulas contratuais judicialmente, em vista de princípios gerais de Direito Civil, como a Teoria da Imprevisão ou o advento de caso fortuito ou força maior.

Neste momento, é essencial que busque um advogado de confiança e verifique a possibilidade e oportunidade de demandar judicialmente, a fim de buscar uma rescisão contratual sem multa, o parcelamento da dívida, sua suspensão ou redução proporcional.  

 

Por fim, ressaltamos que ainda não há lei específica tratando sobre as consequências da pandemia sobre os contratos civis, desta forma, recomendamos que busque negociar sempre com bastante honestidade e considerando as consequências econômicas da crise para toda a sociedade, trazendo sempre o bom senso em primeiro lugar.  

✔ Dica extra:

Entenda os reflexos da pandemia especificamente sobre os contratos de aluguel.

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André Tolentino
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Como advogado, palestrante e articulista, busco ressaltar os pontos de convergência entre patrão e empregado, como meio de colaborar com o desenvolvimento sustentável e humanista. Insta @andretolentinoadv

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