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6 Passos para Construir Resiliência durante a Pandemia

6 Passos para Construir Resiliência durante a Pandemia

Ansiedade. Noites mal dormidas. Estresse. Sensação de nunca mais conseguir andar tranquilamente pela rua. Impaciência.

Atire o primeiro frasquinho de álcool em gel aquele que não está com o humor oscilando nesta pandemia!

A boa notícia é que a ciência vem demonstrando que pessoas com uma característica específica têm capacidade para enfrentar muito melhor este momento desafiador e, por consequência, o futuro. Sim, é a tal da RESILIÊNCIA, essa sujeita da qual ouvimos muito falar, mas não compreendemos assim tão profundamente.

É possível, e relativamente pouco complicado, nos tornarmos indivíduos mais resilientes. E, com base em evidências científicas, traçamos aqui um caminho para isso, que vai depender da maneira como você se conecta às outras pessoas e a si mesmo. 

6  PASSOS PARA CRIAR RESILIÊNCIA

  1. Não se cobre

É importante entendermos que nos sentirmos tristes ou exaustos é absolutamente normal em tempos como os atuais. Seres humanos são sociáveis por natureza – em épocas de desafios como a que vivemos– , essa necessidade de conexão é ainda maior.

Com a exigência de isolamento social, estamos contrariando nossos próprios instintos. Natural nos sentirmos desconfortáveis.

Portanto, compreender nossos sentimentos e impressões é essencial. Faz parte nos permitir pensar sobre nossas tristezas, revoltas e frustrações e, claro, sobre nossas expectativas e desejos porque, é sempre bom lembrar, em algum momento isso tudo vai passar.

 2. Encontre amigos e parentes

Nossa rede social é uma importantíssima “sala de descompressão”. E não é porque não devemos nos aglomerar que isso não pode ser feito. Não é o momento (ainda) de marcar um churrasco com a turma toda, mas os aplicativos de videoconferência dão boa conta do recado, e já até nos acostumamos a eles, não?

Cerque-se (mesmo que virtualmente) das pessoas que mais fazem bem a você. E veja o que elas são capazes de ensinar, como formas diferentes de enxergar determinadas situações. Além disso, os amigos em quem você mais confia e seus familiares vão ser as pessoas que vão apoiá-lo nos momentos mais difíceis.

3. Cultive otimismo e gargalhadas

Atitudes como cultivar o pensamento positivo e o otimismo fazem maravilhas para nossa mente, mesmo que, a princípio, tenhamos que nos forçar a isso.

O importante, é encontrarmos motivos para nos sentirmos felizes e gratos diariamente. Pode ser o simples fato de conseguir assistir à série preferida na TV ou ter um bate-papo agradável com alguém, isso, afinal, não é motivo suficiente?

Outra atitude importante: rir. Rir muito. A risada tem o poder de diminuir os hormônios que provocam estresse, de turbinar nosso sistema imunológico, melhorar o humor e reduzir a dor. E há mais benefícios: o humor nos conecta a outras pessoas e nos mantém concentrado e alerta, além de ajudar a liberar a raiva e perdoar mais cedo.

4. Doe, principalmente, seu tempo

A pandemia afetou muito os rendimentos das famílias brasileiras. Quem perdeu o emprego ou o sustento não tem como colocar comida no prato de seus filhos. E quem tem condições pode, e deve, doar alimentos, cestas básicas ou dinheiro para ONGs.

Mas muita gente associa a doação a recursos financeiros. E há ainda algo tão valioso quanto (ou talvez mais) que podemos fazer: doar nosso tempo. O benefício volta para a gente. Há evidências científicas de que, quando ajudamos outras pessoas, ficamos mais felizes.

Atitudes altruístas também aumentam nossas redes de conexão e de suporte e nos encorajam a sermos mais ativos. Além disso, comportamentos generosos nos dão mais senso de propósito e significado em nossas vidas.

5. Mexa-se

Sabemos os vários benefícios que a atividade física regular faz para a saúde, como aliviar o estresse e trazer sensação de prazer e bem-estar, bastam poucos minutos por dia para sentirmos diferença.

 Se a atividade física for em contato com a natureza, ainda melhor. Sim, ainda vivemos tempos estranhos e não devemos nos aglomerar em praias ou parques. Mas é possível frequentar locais sem colocar nossa saúde em risco.

Vários estudos mostram que nosso cérebro funciona melhor quando estamos em conexão com a natureza.

Outra atividade que produz inúmeros benefícios físicos e mentais é a meditação. Ela relaxa, baixa nossa pressão arterial e nossa frequência cardíaca e respiratória, além de, reduzir os hormônios do estresse. Tente uma meditação guiada, encontrada aos montes na internet, ou treinos de ioga, e exercícios de respiração profunda.

6. Aprenda a transformar limões em limonadas

Mesmo quem se considera um tanto pessimista (e, neste momento, somos vários) pode treinar o cérebro para criar novas sinapses. Sim, é possível aprender a habilidade de transformar limões em limonada.

Force-se a ver as vantagens de um acontecimento em vez de enxergar as desvantagens. Por exemplo: se você anda cansado de trabalhar em casa, pense que tem motivos para ficar feliz porque tem um trabalho. Se está exausto de ouvir as crianças gritarem pelo corredor, alegre-se por elas estarem saudáveis e divertindo-se.

Tente, diariamente, reconhecer um acontecimento positivo em sua vida. Escreva-o em um caderno, e leia toda vez que sentir necessidade de reforçar que há, sim, motivos para você ser grato.

Outras atitudes que nos ajudam a ser mais positivos é estabelecermos para nós mesmos metas possíveis. Assim, somos capazes de avaliar nosso progresso.

Sem esquecer, claro, de praticar pequenos gestos de bondade com as pessoas, quaisquer que sejam elas, dar um simples “bom dia” para quem cruzar seu caminho tem um poderoso efeito. Como dizia o poeta (ou o profeta), gentileza gera gentileza.

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