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A Empresa Brasileira

A Empresa Brasileira

Muitas previsões circulam sobre a gestão das empresas durante e pós a pandemia. Mas uma certeza existe. Os gestores devem ter e desenvolver as habilidades necessárias à obtenção e a manutenção da competitividade, do empresário e da empresa, em qualquer lugar, em qualquer tempo.

Para quem gosta de história econômica, tivemos no século XX a empresa nacional no  Brasil “fechado”. Era um peculiar capitalismo brasileiro, um capitalismo sem capital, voltado para si próprio. Empresas utilizando tecnologia relativamente simples e enfrentando competição limitada. E ainda com a facilidade da correção mensal de preços, os quais eram tabelados.

O gestor precisava ter um conhecimento sobre gestão básica. A competitividade era decorrente de fatores externos à empresa mas, altamente vulneráveis. Um modelo de gestão muito simples.

E, chegaram os novos ventos para a empresa brasileira. O do Brasil “aberto”. A aceleração da economia informal acirrando a concorrência, maior pressão social, as redes sociais e mais recentemente a invasão das importações de produtos antes fabricados no país.

Essa nova realidade empresarial exige do gestor um conhecimento mais sofisticado sobre gestão. Um modelo de competitividade decorrente de fatores internos à empresa. Necessidade de desenvolver o tal de planejamento e a gestão estratégica. A empresa deve criar seu desenvolvimento. Tudo líquido e altamente perecível. Passa a predominar a informação e o conhecimento.

E surge um termo: a Gestão Resiliente ou a flexibilidade. A capacidade para adaptar-se a mudanças. Que resiste às adversidades.

Decorrente das mudanças, antes e pós pandemia, muitas empresas ficaram, ficam e ficarão pelo caminho: bancos, têxteis, frigoríficos, brinquedos, transporte aéreo e rodoviário, serviços ... porque não entendem que a empresa precisa ser resiliente, e, que na percepção formal ou informal do consumidor, há um novo contexto social, financeiro, econômico e mercadológico.

Parece que os governos tem cada vez menos a dar ou oferecer à empresa nacional. Os preços são regulados pelo mercado, não há subsídios e proteções. A empresa que tem atraso tecnológico e mercadológico, despreparo gerencial e não faz a gestão do conhecimento (refere-se à criação, identificação, integração, recuperação, compartilhamento e utilização do conhecimento dentro da empresa) fica pelo caminho - e o empresário também.

E assim se cumpre o velho ditado: o Brasil não é para amadores!

O Brasil nos últimos cem anos - pouco tempo na linha do desenvolvimento econômico - teve cinco Constituições, sete moedas, inflação entre 5% e 2.500% ao ano, uma moratória internacional, uma renúncia e um impeachment presidencial, um congelamento de ativos financeiros, vários lockdowns, entre outras "cositas mas", com consequências nefastas para as empresas e para o consumidor.

E por enquanto, as empresas com a fiscalização aumentando, a tributação cada vez maior, o câmbio livre, a pandemia e os lockdowns...

E ainda assim, o Brasil está na ponta das dez melhores economias do mundo...Não vai ser dessa vez que fracassa!

↳ Quais as variáveis que as empresas brasileiras devem enfrentar para aumentar sua competitividade?

↳ O câmbio livre ou o atraso tecnológico, o marketing digital ou o atraso nas estruturas comerciais, o comércio eletrônico ou a qualidade de atendimento ao consumidor, o Facebook ou o Instagram, a espionagem global ou a invasão dos produtos chineses, a geração X ou a geração Y, o tratamento eficaz ou a vacina?

↳ Então nos perguntamos: há alguma chance das coisas voltarem a ser como eram antes da peste? Ou seja, o Governo protegendo as empresas, a taxa de câmbio ser estável, sem concorrência externa, etc.

A resposta é N Ã O!

↳ Qual a solução para sobreviver e crescer? Ser Competitivo!

↳ E como se consegue isso? Como estruturar a empresa para ter agilidade virtual e competência real?

SIMPLES: a empresa deve identificar os problemas que atrapalham a sua competitividade e tentar eliminá-los ou pelo menos minimizá-los.

E que problemas são esses?

a) De natureza Estratégica ou inadequação na utilização ou na escolha dos recursos disponíveis.

b) Problemas de Recursos, decorrentes de uma insuficiência qualitativa e/ou quantitativa dos recursos disponíveis para a execução das operações. São os financeiros e de capital, o capital humano, os organizacionais (organização e métodos), os técnicos (máquinas, equipamentos, processos industriais, instalações).

E depois, planejar com visão estratégica.

Citando o autor Rhandy di Stefano, que disse:

Planejar é decidir, antecipadamente, qual é e como será sua vitória.

SUCESSO PARA TODOS NÓS!

Continua...

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JOSE JOAQUIN CACERES
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 Economista  Consultor de Negócios Internacionais  Consultor em Finanças Corporativas  Ministrante de Cursos de Capacitação Empresarial  Palestrante sobre Planejamento e Gestão Financeira  Professor universitário: ensino presencial e EAD

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