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A força do empreendedorismo no Paraná

A força do empreendedorismo no Paraná

Vontade de tocar o próprio negócio ou mesmo por necessidade: vários são os motivos que fazem os brasileiros empreenderem. E aqui no Paraná não é diferente. Segundo uma pesquisa desenvolvida pela Junta Comercial do Paraná (Jucepar), só no primeiro bimestre deste ano, 7.910 empresas foram criadas no estado. O número representa um aumento de mais de 25% em comparação ao mesmo período do ano passado, em que foram criadas 6.284 empresas.

 

Se cresceu o empreendedorismo no Paraná, aumentaram também o número de MEIs. Este é, muitas vezes, o primeiro passo de quem quer empreender. No fim do ano passado, a Lei que criou a figura jurídica do Microempreendedor Individual completou dez anos. De lá pra cá, os números foram bastante positivos. Hoje já são mais de 479 mil MEIs, segundo o Sebrae. Isso mostra que estamos estamos na frente quando o assunto é coragem e vontade de empreender.

 

E por que aumentou?

A decisão de se tornar um empreendedor pode estar ligada a diferentes motivos. O desemprego, por exemplo, tem sido uma das grandes causas que acabam encorajando o brasileiro a abrir o próprio negócio. Hoje no Brasil temos mais de 13,4 milhões de desempregados, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Só o Paraná fechou o primeiro trimestre deste ano com 536 mil trabalhadores desempregados - o que influenciou o aumento do empreendedorismo no Paraná.

 

A escolha pela opção - ou pela falta dela - de investir no próprio negócio também é conhecida como o empreendedorismo por necessidade. Para essas pessoas, pode-se dizer que a criação de um negócio próprio já estava nos planos, mas a necessidade acelerou o processo. A busca por alternativas criativas acontece principalmente pela ausência de uma renda, o que acaba sendo o “empurrão” que faltava para dar o primeiro passo. Apesar de ser uma iniciativa positiva, esse processo muitas vezes apresenta algumas falhas, justamente devido a essa aceleração, que pode acabar atropelando o planejamento do negócio.

 

O que também contribuiu para o aumento dos números foi o novo perfil de empreendedor. Você sabia que os jovens estão cada vez mais abrindo o próprio negócio? Eles são a maioria nas pesquisas de novos empreendedores. Muitos deles podem ser considerados empreendedores por oportunidade.

 

Como o próprio nome já diz, o empreendedorismo por oportunidade, nasce com base em análises do mercado e atento às necessidade e demandas do consumidor. Esse tipo de empreendedor consegue identificar as oportunidades e possui um conhecimento prévio sobre a área. Ele abandona o emprego se necessário, se dedica à ideia e investe no que acredita ser uma oportunidade de crescimento.

 

Empreendedorismo no Paraná em destaque

Essa maré boa também chega aqui no estado. Segundo um estudo do Sebrae, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE), o Paraná é o quarto estado com maior índice de formalização de empresas no Brasil, somando 39% do total. Ao contrário de outras regiões, onde grande parte das empresas ainda ficam na informalidade, o empreendedorismo no Paraná mostra que está um passo à frente.

 

O Paraná também conta com três das melhores cidades do Brasil para empreender, segundo o Índice de Cidades Empreendedoras divulgado pela Endeavor. O estudo analisou 32 municípios brasileiros. No ranking estão Curitiba (4º), Maringá (8º) e Londrina (13ª). E o que isso significa? Isso mostra que o empreendedorismo no Paraná não está acomodado. Está pronto para dar a cara a tapa em novos desafios.

 

O exemplo que vem do campo

Um dos melhores e mais bem-sucedidos exemplos de sucesso e de empreendedorismo no Paraná vem do agronegócio. As cooperativas do estado são responsáveis por 40% do cooperativismo brasileiro e fecharam 2018 com um faturamento de R$ 83,5 bilhões, segundo a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). Elas representam cerca de 20% do PIB do estado - não é à toa que onze cooperativas paranaenses estão entre as 50 melhores empresas do agronegócio de acordo com a Forbes Brasil.

 

Além de ser um grande exemplo de empreendedorismo no Paraná, os números também refletem na geração de empregos. As cooperativas do estado contam com 1,8 milhão de cooperados que geram mais de 93 mil empregos diretos, de acordo com a Ocepar. Se formos analisar, esse número cresceu muito. Há dez anos, eram cerca de 500 mil cooperados e 52 mil funcionários.

 

Oportunidade

Engana-se quem pensa que as cooperativas não vão além da comercialização de produtos. As cooperativas têm uma missão muito maior - senão a mais importante. Elas também possibilitam a inclusão dos produtores, independente do tamanho ou sistema de produção. Além de agregar valor à produção dos cooperados, as cooperativas auxiliam na agricultura familiar, estimulando as famílias a manterem seus índices de produtividade e negócios no campo. Dessa forma, os agricultores familiares conseguem dedicar suas vidas à principal demanda da sociedade: a alimentação - demanda que deve aumentar cerca de 56% até o ano de 2050.

 

As cooperativas também são importantes para o empreendedorismo no Paraná quando o assunto é sucessão familiar. Por meio do apoio delas, que viabilizam os negócios familiares, tornou-se cada vez mais comum as novas gerações irem para a cidade se especializar e voltarem para tocar os negócios da família.

 

Assim, os jovens veem uma oportunidade de empreender e de melhorar a produtividade - e consequentemente o desempenho - da propriedade. Esse movimento também se deve à maior busca pela especialização e preparo por parte desses futuros administradores do próprio negócio. Percebe-se um movimento natural pela procura do auxílio especializado e do foco na profissionalização da gestão.

 

Essa gestão também é facilitada por uma palavra que tem bastante afinidade com os jovens, a tecnologia. Por isso podemos afirmar que o incentivo à sucessão familiar no meio rural se deve muito à tecnologia. A modernização de ferramentas tem se mostrado uma forte aliada das novas gerações. Sistemas de gestão que controlam dados e variáveis, automatização de processos, o uso de drones, inteligência artificial aplicada à produção vegetal e animal, armazenamento e cruzamento de informações em tempo real, são alguns dos exemplos que têm sido aplicados no campo e que tem atraído os jovens. Isso tudo mostra como o olhar dos jovens tem mudado para a transformação dos novos negócios. Mas, mesmo assim, sem dúvidas, ainda temos um grande caminho pela frente.

 

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