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A internet das coisas e a democratização da saúde

A internet das coisas e a democratização da saúde

Em poucos minutos é possível obter resultados de exames de sangue graças à internet e à inteligência artificial. Esse é o propósito da Hi Techonology, uma empresa de tecnologia voltada à área médica, criadora do Hilab, que pretende humanizar a saúde. O CEO, Marcus Figueiredo, foi palestrante no Summit Sebrae PR 2019 e contou como as empresas podem democratizar seus serviços e produtos, escalar e formar um projeto inovador que faça diferença na vida das pessoas.

Atualmente, temos demora no sistema de saúde público, valores onerosos no sistema privado e uma brecha na agilidade de resultados. No Brasil, são feitos hoje dois milhões de exames por ano e 25% da população tem plano de saúde, sendo que 50% dos exames são pagos pelos planos e o restante pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Cerca de 75% do dinheiro gasto com exames são pagos pelos planos e atendem 25% da população.

Sendo assim, muitas pessoas deixam de ter conhecimento sobre a presença de alguma doença porque não têm condições econômicas para realizar exames. É o que Figueiredo nos conta. Além disso, aproximadamente 94% dos dados obtidos pelos médicos nos prontuários vem de resultados de exames, que também influenciam em 70% das decisões médicas e 37% dos parâmetros dos protocolos médicos. 

Foi assim que foi criado o Hilab, um laboratório que oferece serviços de exames laboratoriais remotos, utilizando as metodologias de imunocromatografia e colorimetria. Trata-se de um dispositivo portátil com acesso à internet que oferece diagnóstico rápido. O aparelho fura o dedo do paciente, coleta uma amostra de sangue no dispositivo e envia, via internet, dados para a equipe de biomédicos. Esses analisam as informações e realizam o laudo digitalizado, com o mesmo valor de diagnóstico que em um laboratório convencional e segurança de dados na nuvem, graças a internet das coisas e inteligência artificial.  A automação no laboratório está permitindo que resultados consigam ser obtidos entre 10 e 15 minutos. Dessa forma, cresce a qualidade da experiência do usuário.

O equipamento é encontrado em farmácias, drogarias e clínicas médicas de vários Estados do país, são fornecidos gratuitamente para o estabelecimentos e só é feito o pagamento pelos exames, com o intuito de fazer com que o consumidor possa encontrar com facilidade a solução, sendo que os planos são customizados de acordo com a necessidade do estabelecimento. A partir do aumento de investidores no projeto e da crescente distribuição, foi possível ainda produzir mais equipamentos, baratear custos e permitir maior acesso das pessoas ao produto.

O modelo de negócio mais barato, que economiza em logística por exemplo, é repassado ao cliente final. Assim, as pessoas encontram uma solução mais popular para o seu bolso e rápida, com o intuito de democratizar a saúde no Brasil.

Para o empreendedor, se diferenciar em design e conectividade de dados na área de saúde foi o grande desafio que, quando conquistado, definiu a viabilidade da operação. Por isso, segundo ele, quando o produto é bom e a ideia é inovadora, a sobrevivência do empreendimento vai acontecer e o cliente irá aderir. Entretanto, para gerar valor ao negócio, o propósito é determinante. Além disso, Figueiredo ainda diz que é preponderante continuar desenvolvendo soluções e melhorias para poder cada vez mais encontrar novidades para a população, principalmente em saúde. 

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Sou jornalista e conteudista!

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