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A Juventude é tida como demérito no mundo corporativo tradicional?

A Juventude é tida como demérito no mundo corporativo tradicional?

Nos dias atuais, nós jovens, vivemos um “pré-conceito” no mercado de trabalho, onde nossas qualificações são de certa forma, “irrelevantes” caso a nossa aparência não seja adequada ou mesmo, não siga o padrão.

Quem nunca passou por isso? Ou conhece alguém que passou?

Vou citar alguns exemplos que deixará claro esse posicionamento:

Uma situação hipotética: Existem dois advogados, um jovem e um sênior, em momentos distintos pegassem ações trabalhistas semelhantes, mesmo problema, mesmo cliente e o resultado fosse o mesmo para os dois, um acordo com as mesmas cláusulas. O cliente iria elogiar o trabalho do Sênior, mas do jovem iria achar que poderia ter sido melhor, ou que se tivesse mais experiência teria sido ainda melhor. Infelizmente, o mercado de trabalho é cheio desses julgamentos.

Outros exemplos podem se dar com médicos, motoristas, consultores e diversas outras profissões. Mas ser jovem é só a ponta do emaranhando de dificuldades que temos, pois, pense só, uma mulher jovem, buscando seu espaço – independentemente da área - e em seu currículo diversas especializações, MBA, pós etc.

Querendo ou não, a nossa sociedade, ainda possui enraizada em sua formação o machismo, pois, ainda há quem pense que alguns trabalhos só seriam bem executados se fosse um homem à frente da operação. Pensamento retrógrado em pleno século XXI

É evidente que o mercado corporativo, há um crescimento exponencial de mulheres líderes nas empresas, a frente de grandes cargos (CEO, gerente, diretor entre diversos outros cargos), porém, até alcançarem esses cargos, tiveram que trabalhar e se esforçar o dobro, para que pudessem ser notadas e reconhecidas.

Mas essa visão sistêmica que o mercado tem sobre nós jovens, só nós podemos mudar, e para isso, temos que ser proativos, assertivos, diretos e com uma boa comunicação. Precisamos ter personalidade e atitude para mostrarmos nosso potencial, tomando frente de problemas, trazendo soluções, sendo participativos, buscar o nosso espaço e deixar subentendido que nessa empresa possui um jovem capacitado e pronto para contribuir e somar com o crescimento da empresa.

Iremos ouvir muitos comentários de mal gosto, muitos nãos, mas não podemos parar na primeira barreira que nos impõem, pois só depende de nós mesmos, mostrarmos o nosso valor, e deixar claro que temos potencial sim de somarmos com a empresa.

Que somos mais muito mais do que um rosto ou a idade em um RG. Somos jovens e mesmo assim, capazes.

 

Queria agradecer a Ana Rizzi, minha mentora, em que me apoiou e me incentivou a escrever esse post, aos insights do André Spínola que através de um bate papo sobre o tema exposto nessa publicação.

Essa talk aconteceu dentro do projeto de mentorias que visa o desenvolvimento profissional e pessoal dos estagiários do escritório do SEBRAE/PR, idealizado pela Ana Rizzi.

E agradecer a todos os gestores que participaram e puderam nos passar um pouca da vivência e experiência em cada tema escolhido.

OBRIGADO.

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