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A LGPD como diferencial propulsor das Startups

A LGPD como diferencial propulsor das Startups

 

“Os donos dos dados são os donos do futuro”, esta é uma famosa frase dita por Yuval Harari, nos alertando sobre a importância de proteger o novo petróleo do século XXI, os dados.

Não é exagero dizer que os dados, são uma fonte de riqueza econômica equiparada ao petróleo. Podem ser utilizados para analisar comportamento dos clientes, suas preferências, tendências de mercado e ditar comportamentos sociais. O local onde os dados “brilham” no cenário empresarial é em empresas prestadoras de serviços.

Graças a LGPD (Lei de Proteção de Dados), as Startups podem refinar seus produtos e mostrar para seus clientes o zelo com a sua privacidade e autodeterminação informativa. 

A implementação da cultura de proteção de dados, além de evitar riscos na gestão dos dados, gera um sentimento de confiança entre o cliente e a empresa, criando assim um vínculo muito mais valioso, trazendo uma imagem de transparência e respeito, sendo que para uma Startup em início de operação pode significar o sucesso. 

Os princípios da LGPD (Transparência, segurança, prevenção) por exemplo, servem como um mapa, que guia os responsáveis pelos dados, para evitar riscos e diminuir os danos no caso de incidentes de segurança e vazamento de dados. 

Assim, na prática, a LGPD explica o que deve ser feito nessas situações.

Nesses casos, temos que enxergar o problema através dos olhos da segurança da informação, que traz uma solidez sistemática, oferecendo padrões e facilitando o trabalho na hora de identificar e remediar o problema.

Ponderando o princípio da Transparência, e a ideia de confiança que a empresa almeja passar aos clientes, um programa de proteção de dados deve conter gestão de riscos em uma maneira preventiva e gestão de crise em uma maneira remediada.

Em seu artigo 48, a LGPD descreve qual o protocolo a ser seguido, com base no Data Breach Notification, inspirado no sistema europeu de proteção de dados. Sendo eles:

  • Identificar e relatar os dados pessoais dos clientes, afetados pelo incidente;

  • Os riscos que surgiram com o vazamento dos dados e suas dimensões;

  • Se houver demora, explicar aos cliente a razão da resposta não ser imediata;

  • Quais as ações tomadas para minimizar e reverter o dano.

Considerando o exemplo, há diversas maneiras as quais a Startup pode usar a LGPD a seu favor, seja em um diferencial do mercado, através de programas de governança de dados, seja refinando seu produto por meio de realocação de dados ou, como um extintor para apagar os piores incêndios.

 

Texto escrito em parceria com  Maria Heloísa Chiaverini de Melo.

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