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A Pandemia que criou uma das melhores universidades do mundo

A Pandemia que criou uma das melhores universidades do mundo

Nesse momento em que estamos vivendo, vale destacar uma história de pandemia que houve perda, mas que trouxe oportunidades, visão e empatia, que fizeram toda diferença em nosso meio empreendedor.

 

A história secreta da Universidade Standford.

No século 19, ela era a mulher mais rica dos Estados Unidos, o seu marido era senador e também o governador da Califórnia, onde residiam na baía de São Francisco em Palo Alto!

Madame Stanford, a primeira-dama da Califórnia, era bela, rica e magra. Tinha tudo que dava felicidade. E ela também tinha um filho único de nome, Leland.

Leland era o poema de felicidade dos Stanford. Possuía olhos verdes, que pareciam duas esmeraldas. E nas vezes que a mamãe estava com ele, ela lhe dizia — Eu gostaria de arrancar para fazer um lindo colar e pendurá-lo em meu peito. Leland sorria!

Os pais Stanford amavam o filho, porém, amavam como hoje está na moda. Sem saber que amar é conviver.

Mas, madame Stanford era a primeira-dama, tinha compromissos sociais, obrigações políticas, a sua presença nas reuniões de frivolidade a afastavam de casa. Entretanto, ela dizia as amigas — Para meu filho Leland, não falta nada. Ele tem uma babá francesa! Ele tem uma babá alemã, e uma americana. Logo, na visão dela, o filho tinha tudo. Afinal, ela amava-o ao seu modo.

Leland sempre tentava aproveitar ao máximo a presença dos pais quando isso ocorria, que era uma vez por semana para conversar com o filho. Ele ficava deslumbrado! Era assim a felicidade e a vida de Leland.

Um tempo depois, houve o falecimento de uma tia de Madame Stanford. Era uma tia do lado menos favorecido da família, de um bairro pobre de São Francisco.

Um jornalista social da época descobriu esse parentesco da renomada família Stanford. Então, resolveu publicar na primeira página do jornal: Morre uma tia de Madame Stanford. Madame está de luto.

Quando leu a matéria, madame Stanford acabou por ser revoltar e pensou: Logo na primavera, quando abre a ópera de São Francisco, porque não no inverno!

E Madame Stanford contra gosto, teve que ficar em casa de luto. No segundo dia foi falar com seu marido Sr. Stanford, sobre o que fazer dentro de casa, pois não tinha nada para se distrair. O marido que a amava disse: — Meu bem, brinque com o seu filho, Leland.

Então ela se dirigiu para a ala esquerda do grande palácio onde se encontrava o quarto do filho. Quando entrou, ele estava tocando um instrumento que é dos mais antecessores dos pianos, uma música triste.

Madame sentou-se no tapete. E olhou para Leland e viu o brilho dos olhos verdes de seu filho. Que quando a viu, ficara muito feliz com esta visita surpresa. Leland continuou a tocar, mas madame falou:

— Que música bela e triste. Você sabe a letra?

— Sim, mamãe! Respondeu Leland. A minha babá alemã me ensinou a cantá-la.

A Madame Stanford pediu:

— Cante-a para mim, meu filho!

Leland cantou a música no mais lindo francês. Ao terminar de tocar, Madame estava muito emocionada. Então voltou a perguntar:

— Leland, o que significa esta música?

Leland respondeu:

— Mamãe, é a história de um pescador da Normandia. Diariamente um casal levava o seu filhinho até a beira do mar, o pai entrava na barca pela manhã e ia pescar. Ao cair da tarde, a mãe levava o menino até a beira do mar para receber o pai. Isso diariamente!

Mas, um dia, o pai não retornou. A mãe ficou olhando o mar, a noite inteira. E no dia seguinte, e assim, por alguns dias e o pai também não voltou. Até que a mãe disse: — Filho, eu vou buscar o seu pai. As sereias roubaram-no de mim. Espera por mim, filho!

E assim, aquela mãe entrou no mar, e nunca mais voltou também.

E o seu filho estaria lá até hoje, esperando e olhando o mar!

Madame Stanford — é realmente uma história triste. Você gosta dessa música?

— Sim, mamãe! Respondeu Leland

— Por que meu filho? Madame questionou-o.

— É que o menino parece comigo, mamãe! Leland sentenciou

Madame Stanford assustada, indagou-o:

— Como? Você é filho do governador da Califórnia. Você é o meu filho! Então, você está numa praia deserta?

— Sim, mamãe, é assim que eu me sinto! Papai nunca tem tempo para mim e a mamãe vai atrás dele no oceano da vida, e nunca volta! E então, eu estou aqui sempre a espera.

Madame Stanford sentencia — Oh, meu filho. Perdoa-me! Eu não havia percebido isso. Vamos brincar agora?

E madame Stanford se pôs a correr com o filho e descobriu o que é amar pela convivência. Aquela semana foi maravilhosa para os dois. Leland gargalhava, e até madame Stanford subia nas árvores do jardim.

De repente, Leland perguntou a mãe — Mamãe, por que a senhora está em casa esta semana?

— Oh meu filho, são imposições sociais. Isso porque uma tia nossa morreu. E, quando há a morte de um parente, nós temos que ficar em casa.

E Leland questiona a mãe — Por quanto tempo, mamãe?

Madame respondeu — Por uma semana, Leland.

Leland espantado solta a pergunta — Mamãe, e quantas tias ainda nós temos?

Enquanto isso, uma das amigas da Madame Stanford que sentia a falta dela nos eventos sociais, foi buscá-la para que Madame pudesse praticar a caridade. Em São Francisco havia um orfanato e, talvez com essa oportunidade, os jornais poderiam noticiar: Madame Stanford está tão triste, para achar alegria, ela foi praticar uma ação de caridade junto aos órfãos.

Então, a amiga disse a madame — Prepare os doces e amanhã, domingo, vá ao orfanato. Ali os repórteres e fotógrafos estarão esperando por você. Todos poderão ver a sua grandeza, e assim foi. No domingo de manhã, Madame Stanford preparou-se e mandou preparar o que era de melhor para levar ao orfanato. Diante de sua carruagem de luxo, sentou-se com dois empregados, mas olhou a escada e viu que Leland chegara.

Ele nunca havia passeado de carruagem.

Leland estava lindo, vestindo um veludo azul. E madame indaga-o — Deseja ir comigo?

Leland correu e entrou na carruagem. Ao sentar-se ao lado da mãe, perguntou-lhe:

Para onde iremos, mamãe?

Ela respondeu — Vamos a um orfanato.

Leland ainda em dúvida — Mamãe, mas o que é um orfanato?

— Você não sabe o que é um orfanato, Leland?

— Não, mamãe! Ele responde carinhosamente.

E ela inicia — Leland, orfanato é um lugar de órfãos.

— Mamãe, mas o que são órfãos? Leland questiona imbatível.

— Mas você não sabe mesmo, Leland?

— Não, mamãe! Leland diz.

— Órfão! Órfão? Deixe-me pensar um pouco Leland -- madame Stanford tenta lembrar o conceito. Lembrei Leland, órfãos são esses meninos que vivem nas ruas da cidade. Os que não tem pais e nem mães.

Nesse instante, de forma assustada, Leland interrompe a mãe — Mas, mamãe, aqui em São Francisco existe crianças que não tem pai e nem mãe? E nem pães?

— Sim, meu filho, existem muitos! Responde Madame.

Leland questiona — Mas mamãe, papai não é o governador?

Madame sentencia — Leland, isso é coisa de política.

— Mas, mamãe - Leland continuou - não tem pães? Lá em casa sobra pães todos os dias.

— Leland, isso é problema de Deus.

Pouco tempo depois, a carruagem chega a porta do orfanato. Os órfãos saíram. Todos eram magros, maltratados, dentes para fora da boca, despenteados, desnutridos, sujos, igual aqueles apresentados na história de Charles Dickens.

E, então, quando Leland os viu gritou sorrindo para madame Stanford — Mamãe! Mas são crianças!

Leland pegou então uma bandeja das mãos de um dos empregados, e começou a dar comida aos órfãos. Conversando e perguntando o nome de cada um.

De repente, madame Stanford chama o filho ao canto e diz — Leland, meu filho, esses são o mais baixo nível da nossa sociedade. Eu não te quero envolvido com eles.

Leland sentencia — eles são crianças como eu. Eu nunca brinco com criança.

Madame Stanford, decidida fala — Leland, já terminamos a nossa obra de caridade.

Ela sorriu a todos e agradeceu. Pegou o filho e a carruagem, bateu a porta e todos voltaram para o palácio em Palo Alto.

Enquanto a carruagem partia, Leland gritou pela janela aos órfãos — Eu voltarei!

No mesmo instante, madame Stanford diz ao filho com dedo rígido — Você não voltará aqui nunca mais, Leland!

Leland indagou a mãe — Mas, mamãe? Eles são órfãos.

Madame responde — Você é o filho único do governador da Califórnia.

Como se não tivesse prestado atenção no que sua mãe havia dito, Leland continuou — Mamãe, a senhora reparou nas paredes lá do orfanato? Paredes danificadas e sujas, eu queria dar um presente aos órfãos. A senhora se lembra dos 1.000 dólares que meu padrinho me deu devido o Natal?

— É lógico que eu me lembro, Leland. Diz Madame.

Então mamãe, eu queria dar os meus 1.000 dólares para as crianças órfãs.

Madame tenta convencer ao filho — Leland, esse dinheiro é seu. O seu pai colocou numa caderneta de poupança para que você ganhe juros no futuro.

— Mas mamãe, o que são 1.000 dólares? Leland indagou e já olhando o colar da mãe — esse seu colar custou 600 mil dólares.

Madame insiste — Não é essa a questão, Leland. O seu dinheiro está em depósito, e eu não te darei.

Ao chegarem até o palácio da família Stanford, Leland correu até o seu quarto puxando a mãe pelas mãos. Na janela do quarto, Leland pergunta de forma eufórica — Mamãe, qual é a direção em que está o orfanato?

— Ali, meu filho, naquela direção. Responde madame.

— Então é lá. Que estão os meus irmãos, os órfãos?

Assustada, madame responde — Não diga isso, meu filho. Você é filho único! Você não tem irmão.

No dia seguinte Leland fala com a mãe para retornar ao orfanato, mas de forma clara, ela responde — Nunca mais, Leland! Eu me arrependo de ter-te levado até lá.

No terceiro dia Leland pede outra vez. E madame sempre a dizer, não!

No quarto dia, Leland adoeceu. Estava com febre. O médico da família foi chamado

O médico percebeu que se tratava de algum transtorno de natureza emocional. E disse a madame Stanford — Há apenas duas soluções possíveis, madame. Leva-lo ao orfanato ou tirá-lo dos Estados Unidos!

— Eu escolho a segunda opção! Madame diz sem pensar um instante.

Anualmente Madame faz uma viagem pelo mundo, agora ela irá antecipá-la e levara Leland junto.

No dia em que estavam no transatlântico de luxo que saia de São Francisco com direção a Barcelona, Leland estando no convés do navio pergunta a sua mãe — Mamãe, de qual lado está o orfanato?

— Naquela direção, meu filho!! Madame responde apontando na direção de São Francisco.

Leland diz em sussurro — Então é lá que eles estão, não é mamãe? Os meus irmãos órfãos, não é?

Madame sentencia — Leland, retire esse pensamento absurdo de sua mente.

Já instalados na cidade de Catalunha na Espanha, Leland pergunta a mãe — Mamãe, de que lado fica os Estados Unidos?

Madame responde — Naquela direção, meu filho.

Leland diz em voz baixa — Então é lá!!!

Madame e o filho foram passear em Madrid e Barcelona. Passaram pelos Alpes suíços e foram para Paris.

Não importasse o lugar, Leland sempre pergunta — em qual direção ficava o orfanato?

E a mãe sempre de forma pronta respondia — É ali! Está naquela direção!

Ou está do outro lado, e assim sucessivamente.

Já era agosto, passaram por Roma, mas Leland acabou pegando a febre amarela. O que na época era uma pandemia.

Os médicos olharam para aquela criança pálida e que tremia muito.

Depois dos exames, eles disseram a madame Stanford — Madame, o seu filho irá morrer!

Madame já chorando diz — Isso não pode acontecer! Ele é o meu filho. Ele é o filho do senador Stanford!

De repente, ela grita com os médicos — Quem é a pessoa que pode salvar o meu filho?

Eles responderam — A maior autoridade no mundo hoje é o médico da rainha Vitória.

Ela, sem perder tempo, mandou busca-lo e disse que pagava qualquer coisa. — Meu filho não pode morrer!

Durante essa espera, Leland suava e sofria com a febre.

De repente, Leland pede para a mãe leva-lo até a janela. As janelas foram abertas. O vento batia forte, e mesmo assim, Leland perguntou a mãe — Mamãe, de que lado está São Francisco?

— Oh, meu filho! A madame diz: São Francisco está naquela direção. A madame já sabendo da urgência, complementa ao filho e diz — Fica bem meu filho, para que você consiga ir lá visitar os seus irmãos.

Leland, entretanto, responde — Mamãe, eu estou tão cansado. Me leve até a cama.

Já na sua cama, Leland parecia estar delirando. Mas olhou firme para a sua mãe, e perguntou — Mamãe, quando eu morrer, você será uma mãe que não tem filhos. Certo? Então, eu quero te pedir algo!

Mamãe, seja a mãe dos filhos que não tem mães!

De repente, madame interrompe-o — Leland, você não precisa morrer, eu consigo ser sua mãe e deles também.

Como se delirando, Leland fala — Veja mamãe. Veja! Eles estão chegando!

Leland começa a dizer o nome exato de alguns dos órfãos que conheceu lá no orfanato em São Francisco. —Todos eles estão me chamando. Eu já vou, mamãe.

— Não, não vá Leland! Madame grita assustada e desmaia.

Leland dá um último suspiro, e silencia morto!

Quando madame despertou, Leland já estava morto e estava com os seus lindos olhos verdes abertos.

O filho foi preparado para retornar para ser sepultado em São Francisco. Ao chegarem, toda cidade aguardava pelo seu luto.

Até que enfim ela havia então compreendido o amor, na convivência com o seu filho.

Leland então foi colocado na carruagem, madame diz sem ter dúvida, diz para seguir diretamente ao orfanato!

Ao chegar no Orfanato, com muito choro e tristeza, madame Stanford abre a porta da carruagem e grita olhando para o caixão que transportava o filho — Aqui estão os seus irmãos, os órfãos, Leland!

Perdoa-me, Leland.

Perdoa-me, meu filho.

Na lápide de Leland foi escrito: Aqui dorme os olhos verdes do meu filho.

Naquele mesmo ano, Madame Stanford deu 20 mil dólares ao orfanato.

No ano seguinte, ela construiu dois orfanatos.

No ano posterior, o senador Stanford morreu de angústia.

Madame Stanford percebeu que os seus órfãos precisavam de pães e mães, mas não somente isso, mas precisavam de educação.

Qual decisão ela tomou?

Madame Stanford vendeu tudo o que tinha: tapetes, peças de ouro, coleções, prataria, etc., e mandou construir a Universidade Stanford. A qual é considerada entre as 10 melhores do mundo na atualidade.

E, o que madame Stanford fez com os 1.000 dólares da poupança do seu filho Leland?

Esses 1.000 dólares ela não deu, pois não era dela, eram do seu filho. Ela reservou para a criação de uma fundação que visa educar toda criança órfã que tenha olhos de verdes como os do filho Leland.

Concluímos que em meio a dor, tristeza e perdas podemos olhar para aqueles que ficaram, com amor, empatia e fazer algo bom por todos. Podemos tirar de tudo isso, esperança para aqueles que irão construir uma vida e que enfrentarão muitas crises, mas com a certeza de que é possível ver um mundo de oportunidades.

Heverton Anunciação

www.heverton.com.br

Texto baseado nas pesquisas de Divaldo Franco.

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O Cara do CRM é como é conhecido o Heverton. Isso após vários livros, projetos no Brasil e Exterior, além de palestras e treinamentos.

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