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[Conteúdo com vídeo] A realidade do empreendedorismo cultural no Brasil

[Conteúdo com vídeo] A realidade do empreendedorismo cultural no Brasil

O empreendedorismo cultural que une sensibilidade à economia criativa tem conquistado cada vez mais espaço no Brasil. Diferentemente da comercialização de produtos físicos, este tipo de empreendedorismo trabalha com o capital humano, ou seja, com a sensibilidade.

Todas as mobilizações e organizações que têm a cultura como foco de desenvolvimento e inovação se encaixam nesse tipo de empreendimento. De uma maneira  geral, podemos dizer que a principal moeda do empreendedorismo cultural são as experiências simbólicas que surgem com a iniciativa. Ou seja, o capital gerado por um movimento cultural ocorre tanto pela expectativa do público para que ele aconteça quanto das sensações causadas depois do seu término.

Soluções inovadoras por meio da cultura

No Brasil, a grande parte dos empreendimentos surgiu por conta dos desafios enfrentados no dia a dia. Dessa forma, muitos empreendedores encontram nas dificuldades sociais, oportunidades para o desenvolvimento de sua capacidade criativa e diversificação na forma como encaram esses desafios.

De acordo com pesquisas realizadas pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade Produtiva (IBQP), o país está no topo do ranking do Global Entrepreneurship Monitor (GEM). Isso significa que os brasileiros se destacam quando o assunto é abrir o próprio negócio.

Diante dessa realidade, o empreendedorismo cultural proporciona acesso às manifestações de ideias, podendo unir pessoas a fim de vivenciar algo novo e gerar boas oportunidades. 

Os projetos realizados nessa área têm como finalidade a contribuição social por meio de empreendimentos. Para que isso possa ser feito de forma eficaz, é preciso planejar ações visando os aspectos econômicos, filosóficos, potenciais e casuais. Nos aspectos econômicos se encaixam os recursos físicos, financeiros e tecnológicos. Já os aspectos filosóficos definem quais são as verdadeiras razões do projeto. Enquanto que os aspectos potenciais determinam a equipe que irá realizar o projeto. O aspecto casual reconhece para quem esse projeto será realizado, uma vez que os empreendimentos culturais visam o desenvolvimento humano.

Características de um empreendedor cultural

A essência do empreendedorismo cultural é a busca de oportunidades e a preocupação em desenvolver produtos e serviços culturais. Para que os negócios se desenvolvam e se tornem bem-sucedidos é importante ter algumas características, como disciplina, iniciativa, responsabilidade, proatividade diante de dificuldades, criatividade, organização, capacidade de lidar com aspectos financeiros e liderar equipes. Além disso, é fundamental estar atento ao cenário cultural onde se pretende exercer seu negócio e possuir conhecimento sobre as políticas culturais e leis de incentivo.

Desafios enfrentados pelo empreendedorismo cultural

Visando a geração de lucros e a melhoria da qualidade de vida da população, o empreendedorismo cultural enfrenta alguns desafios, como a forma de atração e captação de recursos.

Muitos projetos contam com a ajuda de financiamento coletivo e projetos que viabilizem a economia local. Pode-se dizer que uma das grandes dificuldades de conseguir um financiamento é por causa da condição imaterial do negócio. Uma das formas que os empreendedores que trabalham com cultura encontram para se manter nesse meio é sustentar vários projetos ao mesmo tempo e por meio deles construir uma rede de contatos.

Além disso, para se adequar ao mercado, o empreendedor cultural deve encontrar um equilíbrio entre o que produz e o que é consumível. Isso significa que é preciso entender o que o mercado busca e traçar estratégias que façam parte desse cenário. Muitas vezes é preciso se libertar da associação “romântica” que a ideologia traz  a fim de pensar no retorno financeiro, por exemplo. Porém, isso não quer dizer que os sonhos devam ser deixados de lado! Ou seja, como o capital do empreendedorismo cultural é proveniente de doações e investimentos diretos, o negócio deve gerar impacto de forma inovadora e ao mesmo tempo possuir uma performance e sustentabilidade financeira. Atrair o público-alvo também é essencial para mapear o negócio a fim de mensurar por meio de indicadores o real impacto desses investimentos.

A sustentabilidade por meio do empreendedorismo cultural

Como o comportamento do consumidor está cada vez mais objetivando a sustentabilidade, há uma exigência cada vez maior para que as empresas produzam e desenvolvam produtos e serviços que gerem valores e, não somente, lucro. É preciso que os empreendedores estejam comprometidos com seus consumidores e com a sustentabilidade a fim de gerar benefícios sociais, culturais e ambientais a toda sociedade.

O empreendedorismo cultural visa desenvolver as atividades culturais em equilíbrio com os recursos disponíveis, gerando empregos e promovendo o bem-estar e qualidade de vida às pessoas envolvidas. Além disso, os projetos culturais  têm por finalidade a transformação social a partir de negócios locais, preservação e incentivo às práticas culturais.

Arranjo produtivo do empreendedorismo cultural

Os empreendimentos culturais devem ter como base o contexto local onde se desenvolvem a fim de planejar experiências  e soluções criativas.

Procurar iniciativas locais, fornecedores e prestadores de serviço regionais pode viabilizar recursos físicos e humanos para eventuais reduções de custos que articulam toda a cadeia de negócios culturais. 

Além da criatividade e emoção envolvidas nos projetos, é preciso planejar e organizar os negócios culturais para a viabilização do empreendimento. Assim, o papel dos empreendedores culturais se torna essencial na disseminação de valores e princípios que visam o desenvolvimento sustentável da economia brasileira.

 

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