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Ansiedade: entre o que cabe e o que levo em mim

Ansiedade: entre o que cabe e o que levo em mim

Um dos sentimentos mais recorrentes nas conversas e nos silêncios em todos os ambientes, principalmente no ambiente de negócios, mas que poucos sabem como descrever. Nesse artigo, convido a Psicóloga Larissa de Oliveira para “trazer uma luz” sobre esse tema fundamental para o desenvolvimento humano.

Muitos de nós já vivenciamos momentos de grande ansiedade, sobretudo, diante do desconhecido, da novidade, daquilo que nos escapa.

Atualmente, todos nós em algum grau, estamos sentindo na pele (alguns literalmente) os efeitos da ansiedade por conta da grande novidade que se espalhou pelo mundo a partir de 2019.

A ansiedade é completamente “compreensível” em situações como a atual e como tantas outras que enfrentamos em nossa vida particular e cotidiana (afinal, é no ordinário onde ela acontece). É importante estar atento quando os sintomas ansiosos ultrapassam as fronteiras do tolerável e do adaptável.

Já em 1895, Freud, inicia os estudos sobre ansiedade sob o nome “neurose de ansiedade”, ele a classificava em duas partes, sendo uma descrita como um sentimento difuso entre desejo e medo, e a outra parte um sentimento aterrorizante.

Com o passar dos anos os estudos e a compreensão dessa reação do corpo frente ao estresse foi ampliado.

Hoje as síndromes ansiosas também são divididas em dois grandes grupos, sendo elas:

Ansiedade Generalizada (constante e permanente)

Para a realização do diagnóstico o indivíduo deve apresentar os sintomas ansiosos em boa parte do seu dia por pelo menos seis meses. Verifica-se também o grau de sofrimento, clinicamente significativo, e os prejuízos à vida social e ocupacional do indivíduo, provocados pelos sintomas ansiosos.

🚩 Entre os sintomas mais frequentes estão a insônia, dificuldade em relaxar, angústia constante, irritabilidade aumentada e dificuldade em concentrar-se.

Mas além desses sintomas, que classificamos como psicológicos, a pessoa ansiosa também poderá apresentar sintomas físicos, sendo assim, coexistiram sintomas psicológicos e físicos, que poderão inclusive se “retroalimentar”. Entre os sintomas físicos mais comuns estão a cefaleia, dores musculares, dores ou queimação no estômago, taquicardia, tontura, formigamento e sudorese fria.

Quadros em que há crises de ansiedade abruptas

Podendo ser mais ou menos intensas (crises de pânico, que podem ocorrer de modo repetitivo, o Transtorno do Pânico), as crises de Pânico, a ansiedade se apresenta de forma intensa, ocorrendo importante descarga do sistema nervoso autônomo.

Os dois quadros ansiosos trazem prejuízos severos em todos os âmbitos da vida. É importante entender que há tratamento, e que vários fatores deverão ser avaliados de forma global. Diversos fatores impactam na vida da pessoa ansiosa, e esses podem ser mais ou menos prejudiciais no aparecimento dos sintomas, e alguns outros irão ajudar a aliviá-los. Entre eles, alimentação adequada as necessidades nutricionais do individuo, atividade física moderada, atividades que gerem prazer desde leitura à uma prática artística.

Em alguns casos o tratamento medicamentoso será importantíssimo, e em todos os casos a psicoterapia. É por meio desse processo de descoberta que, terapeuta e paciente/cliente poderão compreender os desencadeadores das crises ou dos sintomas constantes, e traçar a rota de tratamento.

Em geral o paciente/cliente, percebe os pensamentos que envolvem os sintomas ansiosos de forma disfuncional, o que falamos em senso comum “muito maiores do que são”, entre outros vários aspectos, o terapeuta cognitivo comportamental conduz o paciente/cliente na identificação e classificação desses pensamentos disfuncionais, para modifica-los, sendo possível uma reflexão mais objetiva da situação. Em geral, quando a correção da interpretação errônea é feita, o humor tende a melhorar, o comportamento passa a ser mais funcional e as reações fisiológicas de desconforto, como consequência, tendem a diminuir.

É muito importante que a pessoa ansiosa seja capaz de avaliar suas crenças nucleares, suas crenças intermediárias que estão no campo das regras, atitudes e seus pressupostos. Essas crenças são construídas ao longo da vida, desde os primeiros estágios de desenvolvimento.

A excelente notícia que assim como aprendemos e construímos crenças disfuncionais ao longo da vida, elas podem ser desaprendidas, e outras crenças baseadas na realidade e funcionais desenvolvidas e fortalecidas durante o tratamento.

Com esse conhecimento mais amplo, a identificação dos pensamentos automáticos disfuncionais poderá passar pelo processo de racionalização. Que como já dito, é fundamental para a mudança comportamental frente os sintomas ansiosos.

As síndromes ansiosas são tratáveis e o sofrimento pode ser muito diminuído por meio de ajustes na rotina diária, psicoterapia e a intervenção medicamentosa quando necessária.

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Diógenes Nascimento
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