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Ator Principal ou Coadjuvante?

Ator Principal ou Coadjuvante?

Antes de qualquer crítica, deixo claro que estou usando termos do cinema como analogia, não pretendo ser fiel a definição ou descrição de cada uma das atividades que dão nome a este texto.


Muitas vezes quando assistimos os nossos filmes preferidos pouco prestamos atenção aos papéis secundários ou coadjuvante. Nossos olhos, ouvidos e atenção estão focando no ator/atriz principal, principalmente se formos fãs deles. Mas será que toda a trama teria o mesmo impacto se não existisse quem segura o enredo?

Ouvindo o relato de um gestor sobre um erro operacional de sua equipe e sua forma em resolver a situação, apresentei a ele minha ideia de gestor e equipe e vou agora dividir com vocês.

Inicialmente, relatou que por diversas vezes chamou a equipe e orientou sobre o mesmo tipo de erro e fez suas considerações esperando que, os mesmos, não voltasse a ocorrer.  Fato que não aconteceu e agora iria aplicar advertências e descontos dos prejuízos.

Confesso que para o ocorrido caberiam tais ações, mas, verifiquei que esta atitude iria apenas colocar um curativo em ferimento que precisava de ponto, ou seja, remediar sem encontrar a causa raiz.

Sugeri que fizesse uma reunião, novamente com a equipe, mas que desta vez fosse o ator coadjuvante na resolução destes problemas ou em outras palavras, deixasse que os responsáveis pela execução do processo analisassem e entendessem os reais motivos para incorrerem no mesmo erro e elaborassem o plano de ação para correção definitiva. Parece óbvio, não é? Não, não é! 

Como gestores estamos acostumados e, algumas vezes, somos cobrados e nos cobramos, de ter todas as respostas e todas as soluções. E caímos na armadilha fantasiosa que isto irá nos tornar melhor. Estamos enganados!

O que nos tornará melhores é o fato de assumirmos que não precisamos saber tudo, nem estarmos sempre em evidência para sermos assertivos e construirmos carreiras sólidas e de sucesso, mas sim, sabermos o momento de atuarmos como atores principais e coadjuvantes.

O tempo certo de falar e escutar. A cena certa para protagonizar ou apoiar o elenco principal.

Em resumo: envolver a equipe na solução dos problemas, quando possível (e no caso acima era fundamental que acontecesse), faz toda a diferença no comprometimento, eficácia, correção e sucesso da operação.

Ser o coadjuvante representava, ao gestor, ser o responsável por segurar a cena e fazer a passagem de bastão, aquele que auxiliaria na estruturação e organização da análise e elaboração do plano de ação dos executores da atividade.

Aqueles que realmente aparecem em cena.

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