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Black Friday 2019 fecha com grande faturamento e deixa lições

Black Friday 2019 fecha com grande faturamento e deixa lições

Assim como em outras edições, a Black Friday 2019 movimentou muito o comércio brasileiro, seja por meio de compras físicas ou online. A data já faz parte do calendário nacional e compete diretamente com as vendas geradas no Natal. Mas tudo foi positivo?

Para analisar o desempenho das diversas marcas no período, primeiro é necessário separar os diversos fatores que podem influenciar o sucesso ou fracasso: rumos da economia, tecnologia, variedade de produtos, logística, etc

O primeiro dos fatores que é necessário analisar é o desempenho econômico do país e a crise na geração de empregos. Isso faz com que o poder financeiro e o interesse de compra sejam reduzidos. 

Contudo, com um volume menor de vendas em 2019, os empresários foram obrigados a oferecer melhores descontos para recuperar o faturamento. O resultado disso, apenas no universo online, foi a emissão de mais de 5 milhões de pedido e uma receita estimada em R$ 3,2 milhões entre quinta e sexta-feira.

Com o sucesso na relação boas ofertas e interesse do consumidor, a Black Friday online deixa algumas sinalizações para as próximas edições. O avanço da tecnologia já foi percebido este ano com as primeiras marcas aplicando soluções de chatbots para agilizar o atendimento, o uso do WhatsApp para negócios e também maior exploração das vendas por voz.

Isso mesmo que você leu, vendas originadas por consultas por voz. Assistentes virtuais já fazem parte da rotina de muitos brasileiros e as lojas começam a usar a inteligência artificial para compreender o que o consumidor deseja e apresentar sugestões em frações de segundos.

O próprio uso de atendimento integrado ao chatbot alivia a pressão sobre o SAC e amplia a capacidade de produção. Porém, nem tudo são flores.

Não foi difícil encontrar um site com lentidão ou mesmo indisponível durante a Black Friday. O excesso de tráfego não foi muito bem absorvido por servidores e milhares de consumidores usaram suas redes sociais para reforçar a insatisfação.

Alguns mais irritados levaram suas reclamações ao serviço de Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) ou usaram a plataforma Reclame Aqui para exigir uma satisfação ou cumprimento de determinada oferta.

Outro problema relatado, tanto em lojas físicas como virtuais foi a escassez de produtos em oferta. Os itens anunciados com descontos magníficos acabaram em extrema rapidez, gerando diversas reclamações.

Foi muito comum ver certas “guerras” em lojas e supermercados com consumidores lutando para aproveitar uma oferta especial.

Se houve dificuldade no uso de plataformas e também na escassez de produtos, o mesmo não pode ser dito sobre o processo de entrega. A rede Mercado Livre se comprometeu a entregar os pedidos em 2 dias úteis nas grandes regiões metropolitanas do país.

A rede B2W (dona dos ecommerces Shoptime, Submarino e Americanas), o grupo ViaVarejo (dono do Extra, Ponto Frio e Casas Bahia), o site Magazine Luiza e diversos outros varejistas receberam vários elogios por causa da agilidade nas entregas.

Inclusive, eu aproveitei a data para fazer uma compra na Amazon francesa. Para minha surpresa, a compra foi entregue em menos de duas semanas. Certamente voltarei a fazer novos pedidos lá.

Lições que ficam para 2020

Assim como fica o questionamento sobre quais serão as tecnologias que estarão em alta na Black Friday 2020, alguns outros pontos devem ser resolvidos pelas equipes de marketing e tecnologia para que o consumidor tenha uma experiência ainda melhor e efetive mais pedidos.

Aqui posso destacar que o uso de ferramentas de interação deve ser ainda mais comum. Com isso, o treinamento e monitoramento de uma solução eficiente de atendimento automatizado deve ser realidade para os gestores. Ter agilidade na demanda do cliente é um dos fatores que levam a fidelização.

utro ponto que deve ser levantado é o fluxo de visitas e o escalonamento das soluções. Cada minuto indisponível representa perda de dinheiro. Se o consumidor não comprar em uma determinada loja, ele vai para outra.

Mesmo assim, toda edição da Black Friday encontramos grandes varejistas cometendo o mesmo erro e sites fora do ar por causa do excesso de visitas. Escalonamento de servidores e armazenamento na nuvem são temas cada vez mais comum, inclusive para pequenos e médios lojistas.

Por fim, lojistas e fabricantes poderiam buscar uma solução, mesmo que amplie o prazo de entrega, que permitisse uma oferta de maior volume de itens. Existe um trabalho forte das equipes de marketing para gerar demanda, mas esta acaba sendo frustrada quando o consumidor tem problema em encontrar cada produto.

Por isso, essa poderia ser uma boa solução para gerar vendas e agradar consumidores durante grandes eventos como Dia das Mães, dos Pais, Namorados, Black Friday ou Natal. Fica a dica!

Agora que passou a euforia da data, aproveite para fazer um balanço sobre os sucessos e falhas da sua operação, compare com o desempenho dos grandes varejistas e concorrentes e veja o que pode ser absorvido para melhorar os seus resultados em 2020. Boas vendas!

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