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"Cê tá" perseguindo ou fugindo?

Quem é você na fila do pão?

Dia desses me dei conta que sempre estive (estive leia-se: estou) em perseguição e NÃO, eu não sou policial ou qualquer coisa do tipo, entretanto cheguei a essa conclusão refletindo sobre minha caminhada profissional, se me permite, queria dividir uma pequena reflexão que escrevi num momento de muita inspiração ao som de Alok - Don’t cry for me.

 A primeira perseguição que protagonizei eu tinha 7 anos, estava retornando da escola pra casa (no mesmo trajeto de sempre) e como uma bela louca por papelaria - TODO DIA - eu passava na papelaria pra dar uma olhadinha nas mesmas coisas sempre, contudo, naquele dia algo chamou minha atenção de um jeito diferente - uma mochila de rodinhas - a bicha era cor de rosa, não me lembro o desenho, mas lembro-me de ver um rosa meio “bebê” todo brilhoso bem na entrada da papelaria, eu só conseguia pensar - MEEEEEU DEUSS! Eu preciso dessa mochila.

Fui pra casa toda faceira, animadíssima, cheguei pro meu pai e disse - Pai, eu quero aquela mochila! (Eu praticamente impus a ele) Meu pai olhou pra mim e disse que não tinha dinheiro, na época 41,00 reais. Era tão comum não ter grana naquela época que aquilo não me surpreendeu. Mas, eu estava decidida a iniciar a minha primeira perseguição e lá fui eu pro meu quarto refletir em como faria aquilo. 

Depois de algumas horas eu já tinha o plano perfeito - preciso levantar essa grana toda - voltei pro meu pai e disse que tinha uma proposta (empreendedora que só) disse a ele que se pudesse comprar uns ingredientes eu acreditava que a mãe poderia fazer coxinhas pra eu vender no bairro, pasmem - PRA ISSO O HOME TINHA DINHEIRO. 

Pra não me delongar muito e voltar pra ideia central - eu acabei conseguindo mais uns “investidores anjos”, minha madrinha Joana e meu tio Lodomir deram de presente a caixa de isopor e um pochete "xick di duer" pra eu carregar a grana que conquistava!

Em menos de um mês consegui o dinheiro e passei de vendedora a fornecedora de salgados pro barzinho que tinha no bairro. 

Antes de falar com o pai eu falei com a minha Coach/Mentora da época - MINHA MÃE - e ela olhou pra mim e disse - se você acredita que consegue, o que de pior pode acontecer? 

Uai, sem mochila eu já estava mesmo, o pior cenário seria ter que comer as coxinhas divinas que mamãe fazia.

Alguns anos mais tarde meu pai me “meteu em outra confusão”, mas essa é uma história pra outro momento, desde então eu percebi/constatei/cheguei a conclusão/chorei de orgulho/sorri pra caramba ao descobrir que vivo em perseguição - seja transformar a vida de alguém através do autoconhecimento, seja tornar um sonho realidade, seja conquistar aquela meta ousada traçada no fim do ano, ou seja, simplesmente, (como se fosse fácil) perder uns quilinhos.

Todo dia a gente tem a oportunidade de perseguir ou fugir, eu decidi escrever aqui, porque ontem eu acordei pronta pra fugir e não tive coragem, eu até queria, mas em meu peito algo gritava, a verdade é que os clientes “gritavam” e que bom, minha causa envolve gente, seria estranho se não houvessem “gritos”.

Talvez você esteja vivendo isso hoje ou não, talvez assim como eu você já tenha superado esse dia e parabéns pra gente viu?!

E se me perguntarem quem sou eu na fila do pão?

E se te perguntarem quem é você na fila do pão?

#souaquelaquepersegue 

Mood da vida: estou em perseguição.

com carinho, 

Patricia Almeida

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