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Como funciona a terceirização completa das compras?

Como funciona a terceirização completa das compras?

A terceirização completa das compras ou, como é conhecido por muitos, o outsourcing, é uma boa opção para empresas que buscam um aumento da economia, redução de custos e prazos e também a melhoria na performance da área de compras. Em 2017, o Governo Federal sancionou a Lei 13.429, também conhecida como a Lei da Terceirização, que garante absoluta segurança jurídica, trabalhista e fiscal para atividades de terceirização de compras de qualquer empresa. Essa lei intensificou ainda mais a terceirização da área de compras, que já era uma tendência de mercado antes mesmo da sanção dessa lei, e que trouxe mais segurança jurídica para as empresas contratantes, além de uma significativa redução de custos e evidentes ganhos de escala.

A sobrevivência empresarial

O cenário atual do mundo dos negócios é caracterizado por transformações e mudanças rápidas, que têm imposto cada vez mais compreensão e discernimento para tomada de decisões assertivas. Assim, a sobrevivência das empresas neste contexto mostra a necessidade cada vez maior na busca pelo aumento dos processos de produção e logística e pela diminuição dos custos gerais e totais. A otimização e o aumento da eficiência de todo o fluxo de materiais produzidos pela empresa e na cadeia de suprimentos também merecem destaque.

A logística é outro ponto que também merece destaque. A estratégia traçada, o uso efetivo dos recursos de comunicação e marketing e tecnologias da informação são o motor de impulsionamento na busca de melhorias de lucratividade na área da logística.

Uma das ferramentas de auxílio às empresas na corrida pela vantagem competitiva é a terceirização que tem sido uma estratégia muito utilizada nos mais diversos setores organizacionais.

Fases da terceirização

De acordo com alguns estudiosos, a terceirização como nova forma de tecnologia de produção e gestão, surgiu na Segunda Guerra, com a indústria armamentista. Nessa fase, o objetivo era aumentar a capacidade produtiva de insumos básicos como componentes, embalagens, ferramentas, etc. Já no Brasil, a prática da terceirização veio junto com as indústrias automobilísticas, que não passavam de “meras” montadoras, adquirindo insumos de diversos parceiros e revendedores. Foi no final da década de 80 que inúmeras empresas brasileiras começaram a contratar terceiros para a realização serviços de alimentação, digitação, manutenção, limpeza, vigilância, etc.

Outra fase diz respeito ao comércio eletrônico, uma vez que as lojas virtuais vendiam livros, CDs e DVDs. Essa fase foi marcada pela desconfiança por parte dos clientes. Após esse período, foi a fase dos eletroeletrônicos. DVDs players, computadores, notebooks, televisores, celulares e, até mesmo eletrodomésticos, passaram a ganhar destaque, principalmente pelos preços baixos no mercado online comparados ao varejo físico.

Logo em seguida, foi a vez do consumo de moda online, que antes era considerado improvável por muitos, se tornou um dos maiores mercados. Hoje, a tendência que ganhou espaço foi a contratação de serviços. Ingressos para shows, filmes e entretenimento, eventos esportivos, cinema e, é claro, pedidos de comida.

A central de compras

Com o mercado cada dia mais globalizado, crescem também as estratégias adotadas por empresas para se manterem competitivas e expandirem seu negócio. Atualmente, as empresas têm que mostrar um diferencial que as deixem mais atraentes perante o mercado e competitivas em seus segmentos. Nesse contexto, o setor de compras era visto como um departamento no qual as atividades eram repetitivas e burocráticas, mas que se tratado como um setor estratégico pode ampliar o desempenho da empresa de maneira integrada.

As vantagens da centralização das atividades de compras dependem das aptidões com que o profissional responsável pelo trabalho usa mais eficazmente o poder de compra da empresa. Para assegurar um fluxo de informações eficaz, juntamente com o trabalho dos fornecedores, eliminando custos desnecessários e, possibilitar o atendimento dos objetivos empresariais, a consolidação das exigências, o desenvolvimento das fontes, a racionalização dos estoques e a simplificação dos procedimentos são fundamentais.

As empresas que se dedicam a manter seus custos baixos e utilizam uma central de compras como estratégia, provavelmente, estão criando uma vantagem competitiva, visto que vários consumidores valorizam tal prática.

As centrais de compras podem ser usadas como estratégias por um grupo de comerciantes que se unem a fim de efetuar compras de matéria-prima ou mercadorias em maior quantidade e com melhores preços. A central de compras é muito utilizada por empresas de pequeno porte que buscam o benefício da barganha. Dessa forma, a central de compras funciona como uma distribuidora de produtos com grandes chances de sucesso, pois podem conseguir parceria com empresas que utilizam o mesmo material. O objetivo principal da terceirização é obter dos fornecedores condições de negociação equivalentes aos das empresas que compram quantidades maiores.

A estratégia de compra se baseia em uma perspectiva global de mercado, com fontes de fornecimento reduzidas ou até mesmo únicas, em harmonia com o fornecedor, sempre orientando a contínua melhoria da qualidade e com bom custo. Por meio dessa estratégia, a central de compras garante uma negociação mais vantajosa para as pequenas e médias empresas.

O ato de comprar

O ato de comprar envolve a determinação do que, de quanto e de quando comprar, além do estudo dos fornecedores e verificação de sua capacidade técnica, promoção de concorrência, seleção do fornecedor e fechamento do pedido.  Depois dessas etapas iniciais e mediante autorização do contrato, é feito o acompanhamento ativo durante o período que decorre entre o pedido e a entrega. O próximo passo é o encerramento do processo com o recebimento do material, devido ao controle de qualidade e da quantidade do produto.

A central de compras é o setor que racionaliza os custos e ainda tem potencial para melhorar as condições dos empresários, pois desenvolve um tipo de solidariedade entre o setor e as forças políticas, fazendo valer os direitos dos cidadãos-empreendedores. Tais direitos correspondem a integração comercial. A integração comercial torna-se uma ferramenta de estratégia, pois concentra mais energia em atividades como prazos mais longos, negociação de relacionamentos e redução dos custos totais, o que faz com os gastos com rotinas de pedido e reposição de estoques sejam menores.

Assim, as centrais de compras são viáveis a diversas atividades empresariais, e o seu maior benefício é que as pequenas empresas conseguem viver nesse mercado competitivo, o que facilita seu crescimento e força frente à concorrência, agregando valor aos seus produtos.

As empresas que utilizam abordagens que visam vantagens competitivas na administração de compras tendem a colocar em prática ideias baseadas na integração estratégica de compras. À medida em que outras empresas repetem essas abordagens, o interesse dos clientes é estimulado e o ato de comprar se torna cada vez mais atual.

A centralização total de compras traz a vantagem da consolidação econômica obtida pela consolidação dos pedidos, que por sua vez, melhora o poder de negociação da área de compras, o que facilita o relacionamento com os fornecedores, evitando grandes diferenças de preços entre a empresa e a concorrência. A melhora na administração de estoques, o envolvimento menor no número de funcionários com as compras, a uniformização dos procedimentos, padrões e especificidades também são vantagens trazidas pela central de compras.

E como a tecnologia pode ajudar na hora da compra?

De uns tempos para cá, a tecnologia tem possibilitado que diversos aplicativos forneça mais praticidade e conforto no ato de comprar. Um bom exemplo dessa prática são os aplicativos de delivery que, ao oferecerem mais facilidade na hora de fazer pedidos de comida em sua casa ou trabalho, se tornaram uma obrigação para restaurantes e bares. Tais aplicativos são conhecidos como aplicativos de delivery marketplace, que são os aplicativos que são baixados em seu celular e lá tem acesso a pratos de diversos bares e restaurantes da região em que mora, podendo, assim, escolher qual é a melhor opção para o seu pedido.

iFood, Uber Eats e Rappi são exemplos desses tipos de aplicativos que fazem sucesso entre os usuários. Por meio deles, é possível ver toda a gama de estabelecimentos do gênero alimentício, cardápios, fazer os pedidos e receber a encomenda no local desejado.

Quais as vantagens do delivery do tipo marketplace?

Estar presente nos aplicativos de marketplace não é necessário investir muito dinheiro. Para isso, basta entrar em contato com a empresa responsável pela administração, solicitar a inclusão e pagar comissão pelos pedidos feitos por meio do próprio aplicativo.

Como esses aplicativos são extremamente populares, eles possuem uma grande base de usuários, o que possibilita que o seu negócio, assim que passe a fazer parte deles, comece a ser visto pelos clientes e receba pedidos de imediato.

Outra vantagem de estar em um aplicativo do tipo marketplace é a possibilidade de adquirir novos clientes, justamente, pelo motivo desses aplicativos possuírem uma grande base de dados.

Mas como sabemos, outros tipos de comércio também já são adeptos dos aplicativos do tipo marketplace, como farmácias, mercados e lojas de conveniência. Mas, recentemente, essa prática atraiu a atenção da rede de shopping centers Multiplan (MULT3).

 “Shopping Delivery”

A Multiplan é uma das maiores redes de shopping centers do país. Possui 19 unidades em operação em grandes mercados consumidores do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Alagoas, somando mais de 2 milhões de m² construídos.

A Multiplan também atua na área de incorporação imobiliária, com investimentos em empreendimentos residenciais e comerciais. É pioneira no desenvolvimento de projetos multiuso.

No mês de abril, a Multiplan comunicou em nota a associação com a Delivery Center, na qual lojas da rede de shopping centers passarão a atuar também como centrais de entrega de e-commerce, marketplaces e outros canais digitais. Com essa operação, a Delivery Center terá acesso à rede de usuários dos shoppings e aos lojistas estabelecidos nos empreendimentos Multiplan.

No acordo, estão previstas a exclusividade na operação e a instalação de centrais de entrega nos 18 shoppings que, atualmente, são administrados pela Companhia. Outra novidade é o investimento de R$12 milhões, por meio do qual, a Multiplan passará a deter uma participação de 18,79% no capital social da Delivery Center.

A transação possibilitará ainda que as marcas passem a usar suas filiais como centro de distribuição para suas próprias operações de e-commerce ou via marketplaces, por meio do Delivery Center. Espera-se que essa mudança traga mais agilidade e menor custo aos varejistas visando otimizar os estoques das lojas e tornar possível a entrega expressa.

 

 

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