[ editar artigo]

{Conteúdo com vídeo} Carnaval: o empreendedorismo do pertencimento

{Conteúdo com vídeo} Carnaval: o empreendedorismo do pertencimento

Nos próximos dias, veremos mais uma edição daquele que podemos chamar de o maior evento do Brasil: o Carnaval. Em Curitiba, embora mais modesto que em outras localidades do país, o Carnaval também movimenta pessoas, profissionais e empreendedores. A região possui nove escolas de samba que desfilam no Carnaval da capital, entre elas: Mocidade Azul, Acadêmicos da Realeza, Imperatriz da Liberdade, Leões da Mocidade, Enamorados do Samba, Internautas, Império Real de Colombo, Unidos de Pinhais e Embaixadores da Alegria.

Na continuação do nosso projeto de empreendedorismo na produção de eventos não poderíamos deixar essa grande festa de fora e conversamos com a diretora de Carnaval da escola Mocidade Azul de Curitiba, Marcia Barbosa. Ela contou o funcionamento de uma escola de samba, como é feita a administração do barracão, falou sobre o comportamento das pessoas envolvidas e de tudo o que esse show gera de negócios e profissões, além de movimentar dinheiro em torno do envolvimento de um sonho único.

Desfilar na avenida é apenas uma pequena parte do projeto que dura todos os meses do ano. É certo que grande parte das pessoas que se envolvem na produção do Carnaval é voluntária. Entretanto, não é apenas a escola que arrecada dinheiro para conseguir realizar todo o evento de desfile, carros alegóricos, fantasias e enredo.

Para fazer o grande dia, são realizados outros tantos eventos menores para reunir a verba necessária. São cerca de 10 ocasiões, entre festas e ensaios, além da venda de camisetas e o bar, que juntos complementam a renda para pagar as despesas do Carnaval. Cada um desses momentos envolve planejamento, logística, segurança, alimentação, marketing, locação de equipamentos, estrutura, organização e o tema principal desse momento. A prioridade é por fornecedores locais e o envolvimento da comunidade, pois o Carnaval é o momento de união, realização conjunta, comemoração e representatividade.

Marcia Barbosa me contou que cada um tem a sua importância no sistema e que fazer algo em que toda a sua família possa estar envolvida é sonhar o sonho junto, é pertencer a algo maior que apenas uma raça ou cor, é doar um pouco de si. O Carnaval para essas pessoas é um sentido na vida, é saúde, é diversão e é amizade. É passar o sonho de geração em geração. É promover felicidade para todos, através inclusive das escolinhas de passistas de crianças e adultos.

A escola de samba funciona como uma empresa. Possui presidente e diretoria (dividida em diretoria executiva e diretoria de carnaval), contabilidade, departamentos específicos para cada demanda (acessórios, decoração, aderecistas, instrutores, etc.) e fornecedores, além de ter um CNPJ e pagar impostos. O presidente de cada escola faz parte de uma liga representada junto ao Fundo Municipal à Cultura.

A dica de Márcia para qualquer empreendedor de eventos é equilibrar bem a questão do comercial ao emocional, pois as pessoas que estão em um evento requerem atenção e sentem-se parte daquele momento quando recebem um atendimento especial.
 

E você, vai brincar ou trabalhar no Carnaval? O que importa mesmo é aproveitar a oportunidade para fazer bons negócios na data ou apenas se divertir para o restante do ano que está apenas começando! 

Comunidade Sebrae
Suzane Marie
Suzane Marie Seguir

Sou jornalista, MEI e gerente de comunidades da Comunidade Sebrae!

Ler matéria completa
Indicados para você