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[Conteúdo com vídeo] Como buscar a inovação, mesmo em empresas conservadoras

[Conteúdo com vídeo] Como buscar a inovação, mesmo em empresas conservadoras

Por muito tempo, inovação era um diferencial para as empresas. Hoje, é um pré-requisito para aquelas que desejam sobreviver à forte concorrência e aos cenários em constante transformação - independentemente do setor.

Empreendimentos mais novos, criados já neste contexto, tendem a assumir mais facilmente a mentalidade da inovação. Entre os mais antigos, contudo, pode haver uma tendência conservadora mais presente, em que há menor tolerância ao risco e maior apreço por mudanças pequenas e graduais.

Um case interessante (embora não estejamos falando de uma empresa conservadora) que pode inspirar empreendedores dessa linha é o da Sabin Medicina Diagnóstica. Fundado em 1984 pelas bioquímicas Sandra Costa e Janete Vaz, o laboratório começou com apenas três funcionários - hoje tem unidades espalhadas por 12 estados do Brasil.

"Se a gente esperar passar uma crise para ser empreendedor, é muito difícil, pois o Brasil está sempre vivendo momentos cíclicos”, aponta Sandra, em entrevista concedida durante o Summit Sebrae 2019.” [...] o importante é a gente acreditar no negócio, enxergar oportunidades em cada dificuldade. Esse foi o diferencial que a gente sempre encontrou, [...] sempre foi uma característica muito forte"

Inovar sempre

Sandra explica que foram inovando em cada situação, não necessariamente de maneira disruptiva, mas complementar. Cresceram devagar, a princípio, mas de maneira contínua. No centro desse processo, está o foco no cliente - o que serviu de norte para as transformações.

“Eu acredito que é isso [a inovação] que faz com que a gente enxergue que as coisas estão mudando, [que] o comportamento do cliente está mudando. As empresas também têm que acompanhar tudo isso, e a inovação tem que ter 100% dos colaboradores envolvidos”, complementa.

Isso é outra prática da empresa: todo o quadro de colaboradores participa, de alguma maneira, do processo de inovação. Isso ajuda a aumentar as chances de sucesso das mudanças e diminuir os riscos, uma vez que envolve a vivência e a expertise de profissionais de todos os setores do empreendimento.

Já há 13 anos o Sabin segue entre as 10 melhores empresas para se trabalhar no Brasil - um ranking anual feito pela revista VOCÊ S/A; e figura também entre as melhores empresas para se trabalhar na América Latina. Entre os pontos de destaque está o ambiente organizacional favorável à diversidade e à equidade entre os colaboradores.

Uma prática que pode ajudar empresas mais conservadoras a inovar é a de investir em um clima interno positivo, que ajude os funcionários a se desenvolver e crescer junto com a empresa.

Seja qual for o perfil do seu empreendimento (arrojado, moderado, conservador), uma coisa é certa: sem uma abertura para inovação, a tendência é que ele fique estagnado e seja ultrapassado pelos concorrentes que são capazes de adaptar suas práticas às mudanças tecnológicas e comportamentais de seu setor de atuação.

É preciso tomar um certo cuidado, porém, para não embarcar em novidades simplesmente “porque os outros estão fazendo”: é importante entender se aquela inovação (um novo canal de atendimento, uma nova identidade visual, um novo catálogo de produtos ou serviços) faz sentido para o seu negócio, e se você será capaz de mantê-la de maneira coerente.

A prudência é importante, mas não pode levar à estagnação.

Comunidade Sebrae
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