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COVID-19: 9 dicas para alimentação fora do lar.

COVID-19: 9 dicas para alimentação fora do lar.

Por Sebrae-SP  | AFLAlimentaçãoCoronavírus   

Fonte Original: https://sebraeseunegocio.com.br/artigo/covid-19-9-dicas-para-restaurantes/

Os impactos causados pela crise do coronavírus, o covid-19, têm sido intensos para o segmento AFL – Alimentação Fora do Lar. Com a recomendação das autoridades sanitárias para que as pessoas evitem circular, há um significativo contingente de pessoas trabalhando em casa – o home office – e isso se reflete diretamente no movimento dos restaurantes, especialmente os que têm como público principal os trabalhadores da região.

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Outros estabelecimentos como bares, lanchonetes, padarias, hamburguerias e pizzarias, também estão vendo o movimento – e o faturamento – despencar. Muitos estabelecimentos têm tentando contornar a situação reforçando o serviço de entrega, o que é uma boa alternativa, mas precisa ser bem estruturada para evitar possíveis problemas que possam prejudicar os negócios.

Diante de um cenário desconhecido, o Sebrae-SP preparou dicas gerais e algumas específicas para você que possui uma operação de foodservice evitar uma crise mais severa no seu caixa.

Temos que lembrar que o consumidor está em estado de alerta e com medo, portanto busque aplicar as nossas dicas, elas promoverão experiências positivas na jornada do seu cliente e trarão a sensação de confiança na compra de seus produtos e serviços.

Reforce as boas práticas de fabricação e manipulação de alimentos

A busca pela adequação às regulações sanitárias no Brasil não é novidade para o empreendedor do foodservice. Contudo sabemos que falhas existem e que muitos estabelecimentos sequer, têm o manual de Boas Práticas de Fabricação e Manipulação de Alimentos e os POPs – Procedimentos Operacionais Padronizados implementados.

Os principais motivos que levam os negócios a não cumprirem em sua totalidade as BPFs são: a falta recursos financeiros para manutenção preventiva do ambiente e dos equipamentos de uso comum e de proteção individual, e o material humano, ou seja, o colaborador.

Quando o colaborador não é treinado, capacitado e monitorado para as BPFs cometerá erros dentro dos processos exigidos por Lei, podendo vir a ser um agente de contaminação. Sendo assim, a compreensão das legislações sanitárias vigentes, sejam elas Municipais, Estaduais e Federais, é mais do que obrigatória, sobretudo nesse instante do COVID-19.

Por isso, recomendamos que o empresário redobre a atenção para proteger seus clientes, seus colaboradores, a ele mesmo e toda a comunidade envolvida. Para além dessas questões, se possível, a contratação de um profissional de saúde regulamentado em conselho – Nutricionista e Engº de Alimentos – para a execução e monitoramento dessas atividades.

Reanálise os processos de sanitização de utensílios, mãos, objetos e superfícies – Álcool 70%/70° – sempre!

Álcool 70%/70° e sabonete antisséptico já são itens obrigatórios para a assepsia das mãos nos estabelecimentos do foodservice – reforce a comunicação aos seus colaboradores e clientes com cartazes informativos nos banheiros e nas pias de lavagem de mãos. Não deixe faltar material!

Talheres, pratos e copos normalmente são lavados em máquinas e em temperaturas altas, após isso, normalmente ocorre o que chamamos de “polimento” ou sanitização com álcool 70%/70° e pano descartável.

Em tempos de COVID-19 a utilização de luvas descartáveis para esse processo reforça a segurança! Mas não adianta fazer tudo isso e dispor os talheres em local desprotegido, expostos ou com sujidades ou utilizar panos de prato de algodão.

Se o seu negócio for um buffet reveja esses processos urgentemente! Compre mais pinças de serviço e retire os utensílios a cada tempo de uso a lavagem e sanitização. Lembrem-se que os clientes que não lavam as mãos também são vetores de contaminação.

Realize a sanitização das mesas e superfícies sempre que houver giro de clientes, principalmente se você trabalha com jogos americanos não descartáveis. O mesmo procedimento vale para os cardápios, comandas, máquinas de cartão e todo equipamento de manipulação constante. Para proteger o seu colaborador, disponibilize luvas e máscaras descartáveis.

Reforce e aumente a frequência da limpeza dos banheiros e vestiários

Não é incomum encontrarmos banheiros sujos e com lixeiras transbordando de papéis usados. Esteja mais atento à manutenção de limpeza desses espaços, deverá haver um funcionário designado para tal função e o mesmo deverá utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas de borracha, botas, uniforme apropriado, dentre outros.

Lixeiras com acionamento por pedal já são itens obrigatórios, contudo reveja a capacidade das mesmas para que o ambiente não fique contaminado.

Caso seja possível e houver caixa na sua empresa para investir, adquira equipamentos acionados por sensores:  tais como descargas, papeleiras e saboneteiras.

Não esqueça dos cartazes informativos ao seu cliente, comunicando os cuidados que sua empresa tem com ele e solicitando o bom uso dos recursos que estão disponíveis.

Atenção ao caixa

As PMEs devem ficar atentas ao seu caixa, negociando e renegociando prazos com seus fornecedores para que ganhem fôlego nesse período de aperto financeiro. Também devem ficar atentas às linhas de financiamento colocadas pelo Governo Federal e Estadual para empresas com dificuldades financeiras devido à pandemia.

Compre com responsabilidade!

Repense o seu cardápio e reveja sua operação. Após isso, faça um bom planejamento de compras, com bastante responsabilidade, em tempos de crise ou carência de abastecimento, compras desnecessárias normalmente desencadeiam em desperdício de insumos, em falta de bom senso para com a coletividade e em impactos financeiros ao seu fluxo de caixa.

Reduza o número de assentos disponíveis aos clientes

Respeite as regras das autoridades sanitárias e de Governo, retire as cadeiras e se possível também as mesas respeitando o espaçamento e distância de 2 metros.

Se necessário, estipule um número máximo de clientes e preveja atendimentos com reservas em horários programados, destinando sempre os mesmos profissionais de atendimento para os mesmos clientes, evitando que esses colaboradores dialoguem com muitos clientes ao mesmo tempo.

Trabalhe com sistemas de reservas em horários específicos, aprimore as tecnologias existentes para buscar atender melhor e manter o fluxo de clientes

Reduza o cardápio de alimentos crus

O consumidor está desconfiado de comer alimentos crus, sendo assim avalie realmente se será necessário trabalhar com todo o mix de ofertas que o seu negócio oferece aos seus clientes. Portanto recomendamos uma análise da redução do seu cardápio afim de evitar desperdícios.

Promova informações sobre o COVID-19 à sua equipe

Convoque os colaboradores para uma reunião de esclarecimentos sobre o COVID-19. Muitas fake news estão sendo disseminadas. Respeite as distâncias, tire dúvidas e esclareça como serão as novas condutas de atendimento.

Treine e capacite a equipe de atendimento e de entregas de Delivery, lembrando sempre que no caso do COVID-19 temos que redobrar a atenção com as mãos, boca e nariz (tosses e espirros), que são os principais veículos de contaminação do vírus.

Informe a todos, as novas condutas por comunicação visual

Implemente comunicações visuais nas praças de atendimento e banheiros sobre as condutas que todos devem ter, sejam clientes ou colaboradores – No caso de buffets por exemplo, solicite que todos lavem as mãos e usem o álcool gel antes de se servirem e quando se servirem o façam em silêncio. Não esquecer que os protetores salivares são itens obrigatórios nessas operações. Pode divulgar também pelas redes sociais da sua empresa.

Reveja os canais de venda e seus processos

  • WhatsApp Business, para encomendas prévias de refeições com retirada no restaurante.
  • Implementação de entrega/Delivery, sem esquecer que o entregador é também um possível agente contaminante.
  • Adesão aos aplicativos existentes no mercado.
  • Implementação de operação omnichannel própria.

 

Live do Sebrae/SP sobre o tema: https://youtu.be/0dQmG4ViRWg

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Mayra Viana
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Analista técnica do núcleo de Alimentos e Bebidas da Unidade de Competitividade do Sebrae Nacional. Doutoranda em Administração pelo PPGA/UNB, com ênfase em comportamento do consumidor. Pesquisadora do grupo de pesquisa Conscient da UNB.

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