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Dicas para empreender na Gastronomia

Dicas para empreender na Gastronomia

Restaurantes, padarias, lanchonetes, bares, fast foods, delivery, praças de alimentação, barracas de cachorro-quente e caldo de cana, hotéis, hospitais, feiras livres, marmitas, vilas gastronômicas, fabricação com ponto de venda e/ou distribuição em estabelecimentos. Como você pode ver, esses são apenas alguns modelos de negócios que elencamos para fazer um panorama da alimentação e das operações que podem envolver esse universo da gastronomia, que permeia a inovação, administração, gestão, dotes culinários e muito trabalho.

A atividade da alimentação passou a ter mais visibilidade de acordo com as melhorias nos hábitos de consumo de alimentos em busca de melhores condições de saúde e expectativa de vida. Cresceu também a quantidade de pessoas que elaboram o próprio alimento para consumo, com intuito de economizar e garantir qualidade à mesa.

Com todo esse cenário, aliado a uma economia frágil dos últimos anos, o mercado gastronômico vive dias de oportunidades e de muito desafios. Oportunidades porque a sociedade está aberta às inovações, mas desafios devido à concorrência e à perpetuação do negócio.

A ação “Gastronomia Empreendedora” do Clube Sebrae, nesse mês de dezembro, quer dar dicas, mostrar cases e revelar algumas questões pertinentes aos amantes do empreendedorismo na alimentação. Nessa nossa imersão no saboroso mundo dos alimentos, destacamos algumas lições, fornecidas pelos chefs de cozinha, para os novos profissionais do segmento, com o intuito de despertar o desejo de “comer e empreender”.

Inovação

Uma grande ideia pode ser, em qualquer segmento, aderente. Isso porque a sociedade nunca esteve tão aberta ao novo e às mudanças. Essa transformação da era digital abre portas em todos os segmentos de mercado, inclusive na alimentação. Por isso que a criatividade no momento de empreender nesse setor é vista com bons olhos e também faz parte da sobrevivência do negócio. Entretanto, não basta ter uma boa ideia, é preciso avaliar o nicho de mercado. Antes de arriscar, faça pesquisas para viabilizar o negócio ou o produto, e acima de tudo, defina seu público e perceba se ele realmente sustenta a sua operação. Acima de tudo, antes de ser desruptivo, é necessário fazer o básico bem feito.

Experiência

Para conquistar êxito e reconhecimento, é preciso trabalhar muito, de preferência trabalhar muitos anos e para os outros. Assim, o cozinheiro terá bagagem, técnica e qualidade para alçar voos e empreender mais tarde, se for o caso. Para criar e inovar é preciso, muitas vezes, ter referências e essa noção se conquista ao atuar como funcionário. Durante esse período também será possível adquirir noções de administração, gerenciamento de equipe, liderança, criação e referências de onde buscar matéria-prima.

Gestão

Cozinhar não é apenas mexer panelas. Para todo empreendimento é necessário ter visão empreendedora e administrativa, participando de todos os processos da operação, desde a elaboração do cardápio até divulgação do negócio. Esse traquejo se conquista com o quesito acima: experiência, e nada melhor que adquirir bagagem com a vivência e mentoria de alguém com mais sabedoria. Portanto, se aventurar como primeiro emprego num negócio próprio pode ser arriscado num primeiro momento. Mesmo depois de criar esse conhecimento, é preciso ser resiliente para aprender com os erros e persistir na busca do sucesso. Na questão operacional, além de cozinhar bem, é preciso gerir escala de produção, limpeza, comunicação, equipe, formatos e até localização, seja de forma física ou on-line.

Qualidade

Segurança alimentar, procedência dos alimentos e manipulação são algumas das questões que devem ser respeitadas na cozinha. Essa dica é unânime e muito citada em todas as consultas que fizemos aos chefs de cozinha de sucesso da nossa região de Curitiba. Sem qualidade, tanto do fornecedor da matéria-prima, quanto da confecção do alimento, o negócio estará bastante vulnerável. Entretanto, a qualidade não necessariamente está aliada ao preço. É possível encontrar matéria-prima em ótimas condições com valores honestos. Na sequência, será preciso atentar para o atendimento e experiência do cliente que vai balizar a fidelidade do seu público.

Amor pela profissão

Fazer o que ama ou amar o que se faz? Independentemente do que vem antes, o ponto de convergência está na paixão pelo negócio. Esse é o segredo de quem tem sucesso no setor de alimentação, pois quando se faz algo com ardor e devoção, você faz o seu melhor sempre, seja por afinidade, dom ou porque são suas raízes.

Comunidade Sebrae
Suzane Marie
Suzane Marie Seguir

Sou jornalista, MEI e gerente de comunidades da Comunidade Sebrae!

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