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Em movimento para servir

Em movimento para servir

As palavras de ordem são rapidez e praticidade. Com o intuito de atender e servir pessoas e empresas foi criada a Loggi, uma empresa de tecnologia que vem reinventando a logística com a missão de conectar o Brasil.

Em uma descontraída palestra no Summit Sebrae PR 2019, o cofundador e Head de Produto da Loggi, Arthur Debert, mostrou que a verdadeira vocação um dia bate à porta. Depois de fazer faculdade de economia e cinema, e atuar com fotografia, encontrou mais sentido no ambiente da internet, pois considerava que com a web era possível mudar as coisas mais rapidamente. Foi assim que a engenharia de softwares entrou na vida do jovem economista inquieto, deslumbrado com as startups e com a tecnologia.

Entre 2001 e 2013, Debert estudou e se preparou para entender e alcançar o talento técnico, que precisaria para alavancar empresas por meio da tecnologia. Foi quando conheceu, por intermédio de um amigo, o francês Fabien Mendez, seu atual sócio que buscava exatamente alguém como Debert para viabilizar seu projeto. Levaram três anos para contratar a primeira pessoa de logística e hoje a Loggi é a mais nova empresa unicórnio do Brasil, sendo avaliada em US$ 1 bilhão.

Da tecnologia, a Loggi passou a trabalhar a logística do futuro, mediante um market place de serviços de motoboy. Hoje, já possuem vans para entregas, mas miram remessas sendo feitas por transporte marítimo, a pé e até aviões.

Mas o que consideram realmente preponderante para o sucesso da empresa foi a boa relação com os clientes. E isso é uma atitude que qualquer empreendedor pode executar na sua empresa sem investimento. Entretanto, segundo Debert, não adianta focar apenas no cliente, é muito necessário concentrar-se no produto, já que no caso da Loggi a solução vem em primeiro lugar. Em tecnologia, muitos bugs vão ocorrer. Nessas situações, é necessário pensar naquilo que realmente fará diferença para cravar as entregas. O que não comprometer, de imediato, não deve ser levado tão em conta.  


Além disso, no caso da Loggi, onde existem muitos fatores que podem afetar o bom desempenho do trabalho, tal como: previsão do tempo, trânsito, crises, etc., é necessário ser resiliente. Assim como em muitas organizações, a Loggi passou por reorganização e o próprio Arthur Debert precisou mudar sua atuação na operação. De um tímido programador, tornou-se o gestor de palestras e o cara que conversa de forma comunicativa com seu público.

Essa, portanto, é uma das grandes lições do case. Nem tudo está planejado e nem tudo deve ser seguido à risca. Um outro jovem empreendedor do segmento cervejeiro me contou que o plano de negócios prevê a elaboração de um planejamento a longo prazo, revisto e visto constantemente. E que as reuniões entre os gestores, seus heads e as equipes são tratadas a cada 15 dias para que todo erro possa ser arrumado e que as lições do dia a dia possam ser absorvidas o quanto antes.

Agir rápido em todos os sentidos é uma ação que pode mudar o curso e o destino de grandes organizações. E mesmo se você não for tão grande e tiver a vantagem de receber o feedback do seu cliente pessoalmente, aja com proatividade, empatia e com o propósito de servir.

Afinal, pela web ou por terra, todos entregamos soluções para servir e facilitar o desenvolvimento de algo ainda maior.     

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Suzane Marie
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Sou jornalista e conteudista!

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