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Em tempos de crise, rede social é alimento ou armadilha?

Em tempos de crise, rede social é alimento ou armadilha?

Você é daqueles que também se sente incomodado com essa overdose de informações? Sente impotência ao identificar uma fake news? Ou até mesmo se sente imobilizado, sem saber pra onde ir no meio de tanta informação? Pois bem, estamos no mesmo barco!

A medida que a pandemia da Covid-19 se espalhou pelo mundo, as plataformas pareciam até certo ponto, prontas para lidar com isso. No entanto, o dilúvio de informações equivocadas, teorias de conspiração e falsas curas milagrosas afetaram a internet na mesma proporção que a pandemia se espalhou.

Segundo AFP David Rand, especialista em ciências cognitivas e do cérebro do MIT. "Sempre existe uma disparidade entre o que as pessoas pensam ser verdade e o que estão dispostas a compartilhar" 

Isso quer dizer que, mesmo que não saibamos a real fonte, compartilhamos o que está em destaque, apenas pela sede de notícias e muitas vezes para não “estar por fora” da grande maioria desbravadora de informações.

Para termos uma ideia da seriedade de postarmos notícias falsas, No Irã ao menos 27 pessoas morreram intoxicadas após beber álcool adulterado. Segundo comunicado da Irna, agência oficial iraniana as vítimas acreditaram em notícias falsas que diziam que bebidas alcoólicas auxiliam na cura do novo coronavírus. As informações são do portal francês RTL.

E o que as redes tem feito para arcar com o compromisso de combater a desinformação?

Facebook: o Facebook anunciou que dará à Organização Mundial da Saúde (OMS) acesso vitalício e gratuito à plataforma Facebook Ads, usada para veicular anúncios publicitários de vários tipos. A ideia é que, com essa ferramenta em mãos, a OMS, que atua como um braço da Organização das Nações Unidas (ONU) possa desbaratinar campanhas de desinformação sobre o vírus. Em um post assinado pelo CEO, Mark Zuckerberg, o Facebook diz, ainda, que considera estender o mesmo benefício, em caráter de parceria, para outras organizações de combate à epidemia do COVID-2019: “O nosso foco é assegurar que todos tenham acesso a informações precisas e críveis”, escreveu Zuckerberg. “Isso é algo crítico em qualquer emergência, mas especialmente importante quando há precauções que você possa tomar para reduzir o risco de infecção”.

WhatsApp: O WhatsApp disponibilizou, na última quarta-feira (18), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o UNICEF e o PNUD, um site para ajudar os usuários contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Disponível para todos os usuários do aplicativo através do endereço https://whatsapp.com/coronavirus, o hub de informações, como é chamado oficialmente, fornece dicas de saúde, além de orientações sobre como utilizar o WhatsApp da melhor forma durante o período de quarentena e evitar a disseminação de fake news em relação à pandemia do coronavírus.

Youtube: O YouTube tem mais de dois bilhões de usuários, quase um terço da internet. A empresa, que faz parte do grupo Google, afirma estar comprometida com o combate a desinformação e diz remover vídeos que promovam fake news sobre a doença. “No YouTube, temos políticas claras que proíbem vídeos que promovem métodos sem fundamento científico para prevenir o coronavírus em vez da busca por tratamento médico. Assim, removemos rapidamente vídeos que violam essas políticas quando sinalizados para nós”, afirma a empresa.

Twitter: A cada 45 milissegundos uma pessoa comenta, no Twitter, algo relacionado a Covid-19. A hashtag #coronavirus já é a segunda mais utilizada em 2020. Diante disso, a empresa divulgou no início de março em seu blog que irá ampliar as informações oficiais de saúde. Por exemplo, quando alguém pesquisar na plataforma sobre a Covid-19 encontrará, com facilidade, informações dos órgãos oficiais, como do Ministério da Saúde de cada país e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, divulgou uma nota dando orientações às empresas e marcas de como lidar com atual situação emergencial.

O Ministério da Saúde está tomando providências para combater as fakes news relacionadas ao coronavírus. No site, o órgão reúne as informações falsas que estão sendo disseminadas pela população brasileira, além de informar sobre como se prevenir e sobre as últimas notícias do caso. Também desenvolveu um aplicativo chamado ‘Coronavírus – SUS’ para consulta de informações dos postos de saúde próximos ao usuário, notícias sobre a doença e dicas sobre o que fazer em determinadas situações.

Ao meu ver, todos somos responsáveis e temos obrigação de no mínimo fazer essa pergunta antes do click do encaminhamento: Por que não investigar sobre a veracidade da informação que quero transmitir?

Como temos agido para combater ou a menos não propagar informações enganosas nas redes? Temos feito a nossa parte em pelo menos filtrar os compartilhamentos ou simplesmente disseminamos e compartilhamos tudo pela sede de nos mantermos informados?

Vale a reflexão!

Um abraço, Luana Rossa Cunha.

 

Textos de referências:

Artigo:  Como as redes sociais estão lidando com as notícias falsas? Revista Super Interessante.

Artigo: Como lidar com a overdose de informações na Internet? Site Ecommerce na prática. https://ecommercenapratica.com/

Artigo: Coronavírus, a nova frente das redes sociais contra a desinformação. Jornal Estado de Minas Internacional.

 

 

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