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[Entrevista] Proteja sua empresa com uma verdadeira fortaleza digital

[Entrevista] Proteja sua empresa com uma verdadeira fortaleza digital

A nova Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD está aí e preocupa bastante os empreendedores, principalmente os pequenos e médios, que não sabem muito bem o que é e que cuidados precisam ter, além de entenderem o que isso vai mudar nos negócios deles. Entretanto, a proteção digital da empresa não se resume apenas a LGPD, mas diversas outras ações que podem blindar a organização de invasões e perdas.

Para auxiliar a resolver um pouco dessas dúvidas sobre a lei, mas também sobre questões gerais de segurança da internet, operações, sistemas, contratação de sistemas online de gestão ou de outras plataformas e ferramentas que o empresário usa na sua operação de marketing e gestão de clientes, além de abordar como a lei vai afetar o dia a dia das organizações e que coisas boas ela pode trazer para o empreendedor nas resoluções para o planejamento de 2020, entrevistamos Zoltan Schwab, diretor de Marketing e Vendas da VHSYS - Sistemas de Gestão.

Quais as ações que as empresas, inclusive o pequeno empreendedor, devem tomar para conseguir maior proteção dos seus sistemas, dados e informação? Esses recursos e ferramentas são facilmente contratados? Que profissionais podem ajudar? 

Pensar na segurança é o primeiro grande ponto que o empreendedor deve se preocupar quando se fala em ferramentas digitais ou trabalhar com internet. Até mesmo antes de pensar na LGPD que, por motivos financeiros e técnicos, pode parecer uma coisa muito distante do pequeno empreendedor, é algo que deve sempre ser foco de atenção. Mas também precisa atentar para questões mais básicas, como por exemplo utilizar sistemas ou sites que tenham atualização constante, proteção, integração com sistemas que geram essa proteção, selos de autenticação e banco de dados confiável. Esses são pontos de alerta que o empresário deve verificar, além de conversar com os vendedores para entender como funciona e pesquisar na internet referências de outros clientes. Outra questão é o empreendedor sempre trabalhar com backups de segurança online ou físicos numa máquina no próprio estabelecimento.

É muito comum que o pequeno empreendedor tenha que dividir contas e acessos com alguns dos funcionários. Sugere-se então que ele faça essa divisão de acessos muito bem estruturada para que a informação essencial do negócio não corra em mãos erradas, e que consiga dividir as funcionalidade e ferramentas de um site entre a equipe sem ter a preocupação de que as informações mais sigilosas vão para funcionários que não deveriam saber. 

Pensando no pequeno e microempresário, que normalmente não tem uma estrutura física e de pessoas, um ponto que faz toda a diferença é ter um fornecedor para pesquisar essas ferramentas, seja confiável, e que o empreendedor possa consultar, pensando em fluxo de notas fiscais e gestão financeira, contábil e que não vai deixá-lo na mão. Aqui na Vhsys, salvamos as informações do cliente no servidor da Amazon, que deve ser hoje o maior servidor do mundo, em qualidade e rapidez para  entregar uma informação, com segurança e garantia nas instabilidades.  
 

Como as empresas podem se proteger e formar uma fortaleza digital? O que você acha que não é recomendado que as empresas façam na questão de segurança digital?

A premissa básica é que o empreendedor tem que mapear os dados e como utiliza no seu dia a dia. Deve estruturar os sistemas que usa para saber o que é crucial acompanhar. Tendo essa visão do processo e do que realmente precisa, é importante ter algum profissional com conhecimento mais técnico de tecnologia ou de prestação de serviço contábil, que tenha acesso a alguma ferramenta que auxilie o empreendedor, para que consiga ter essa proteção de dados, essa fortaleza digital, sem que o empreendedor tenha que pessoalmente se preocupar com esses detalhes. A orientação, portanto, é que o empreendedor busque um software e uma empresa de central de hardware com segurança, que não perderá os dados e que não caia nos compartilhamentos de informações de dados. É importante também definir algumas políticas internas de trabalho na empresa, o tipo de captação de dados dos clientes, para quem será distribuído na empresa, além de treinar a equipe sobre esses dados. 

Essa questão tem relação apenas a lei geral de proteção de dados ou vai além?
A lei sim é um balizador atual e a diretriz que todos precisam seguir a partir desse ano, mas é importante que cada negócio entenda suas particularidades e os dados que usam de forma estratégica, ética e transparente. De certa forma isso vai valorizar o negócio, devido à segurança que a empresa oferece para seus clientes para que eles se sintam confortáveis em compartilhar dados com a empresa. Isso garante ainda que o relacionamento saudável entre as empresas esteja bem alinhado.     
 

Além da questão de segurança, a fortaleza digital pode também ser vista como um recurso de marketing e vendas? Como é a sua visão dessa questão?

Depois que as empresas tomaram as atitudes necessárias na questão de segurança, a dúvida do empreendedor é saber se isso também o ajuda em vendas e marketing. A resposta é positiva, já que a transparência é muito bem vista pelo cliente. Toda a segurança de dados que a empresa garante para o usuário, que mostra que o serviço é legal e estável, gera confiança. A consequência dessa atitude é indicação e argumento de vendas, principalmente se a empresa é do ramo de plataforma online e e-commerce, que atua diretamente com dados pessoais e financeiros. A influência negativa da lei de proteção de dados para o marketing é que o setor não poderá mais enviar mensagens e fazer ligações para aquele tipo de cliente que não permite esse contato. Por outro lado, a parcela de usuários que permite o contato, provavelmente está mais propensa a fechar negócio e aceitar promoções. Por isso, afeta sim as ações de marketing devido ao bloqueio, mas também permite um trabalho mais assertivo nas estratégias de vendas e divulgação de produtos.     
  

Quais os desafios das empresas fornecedoras, como a VHSYS, na questão de proteção digital empresarial?

Mencionamos bastante a questão do empreendedor buscar fornecedores, ferramentas e softwares que garantam segurança de dados. Para nós, que somos fornecedores, a gente enxerga que todo o fornecedor que armazena dados de clientes com uma esteira de informações grande, é importante que haja uma preocupação com a Lei de Proteção de Dados. O grande desafio está em conseguir dimensionar para os fornecedores e reforçar a segurança do sistema, dos servidores e ferramentas que trabalham com os dados. Por isso, é fundamental evitar ataques e problemas de performance para consultar os dados. 
 

Como você vê o futuro corporativo devido a crescente demanda de informações e segurança?

Os dados e informações do consumidor e do cliente já estão na internet. A grande questão que muda é a inteligência dos dados. A lei vem para bloquear ações malignas, também ajuda a organizar melhor os dados, catalogar melhor e manter informações atualizadas. A tendência inclusive é que melhore até mesmo o recebimento de spams. A adaptação é contínua e esperamos que haja adequações das empresas aos poucos, e que inclusive tenha atualizações da lei, já que o mundo digital é dinâmico. A adaptação dos custos também irá ocorrer aos poucos, já que haverá investimentos com sistema de gestão e profissionais, por meio das empresas e empreendedores, mas tende a ser positiva devido à obtenção de informações mais qualificadas e consumidor mais satisfeito. Entretanto, é importante lembrar que a empresa que não de adequar poderá ser fiscalizada e multada.   
 

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