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Filtro Bolha: Ferramentas de busca e a seleção de conteúdos

Filtro Bolha: Ferramentas de busca e a seleção de conteúdos

Os mecanismos de busca disponíveis no Google, Yahoo, Facebook, entre outros que filtram o conteúdo a ser disponibilizado estão causando impactos à sociedade. Eles utilizam algoritmos que selecionam informações de acordo com o perfil de cada usuário, como seu histórico de pesquisa, sua localização geográfica, sua idade, tudo se torna subsídio para que as ferramentas de busca façam uma “peneira” de conteúdo e retornem com um resultado do que elas classificam que combina mais com o seu perfil. 

Podemos dizer que foi criada uma barreira algorítmica, pois o algoritmo entrega ao usuário informações perfeitamente personalizadas. No entanto, o que está em jogo não é tanto a questão "homem versus máquina", mas sim a disputa "decisão informada versus obediência influenciada". A Internet nos mostra o que ela acha que queremos ver, mas não necessariamente o que precisamos ver.

Quanto mais os "sistemas" souberem sobre você em comparação ao que você sabe sobre eles, há mais riscos de suas escolhas se tornarem apenas uma série de reações, a "cutucadas" invisíveis. No entanto, quanto mais informações relevantes tivermos, melhor equipados estamos para tomar decisões. Isso é um dos princípios fundamentais da Tecnologia da Informação quando vista como uma força positiva.

O filtro bolha pode comprometer o equilíbrio dessa informação, pois a cada clicada, aumentará a segregação cultural e informativa, ou seja, o empobrecimento do debate público. Precisamos que a Internet nos introduza a novas ideias, novas pessoas e diferentes perspectivas.

Os filtros sempre existiram nas formas com as quais consumimos informação, seja na escolha de um livro ou de um determinado canal de TV, por exemplo. Mas para que haja uma democracia funcional, deve existir um bom fluxo informacional.

Por isso, é preciso encontrar um ponto de equilíbrio com a Internet. Por exemplo, não devemos ser os causadores do filtro bolha, eliminando quem pensa diferente das timelines das redes sociais ou quem não busca informações de fontes diferentes.

Em meio ao fluxo de informação, os algoritmos que suportam os filtros deveriam ser desenvolvidos com um senso maior de responsabilidade social, mostrando quais informações eles possuem sobre o público e como são usados, sendo que, o que poderia ser levado em conta é a necessidade de as pessoas estarem expostas a diferentes pontos de vista e, que ao final do dia, cabe a cada um escolher o que consumir - sem necessariamente estar preso ao filtro bolha.

Vantagens e desvantagens do filtro bolha para empresas


Há vantagens e desvantagens para as empresas, pois com as redes sociais, seja na venda de um produto ou até mesmo na consolidação de uma marca, o cliente bem atendido quanto o mal atendido possuem um canal para propagar a notícia e afetar centenas de pessoas.

Por exemplo, ao comprar um livro em uma loja, o cliente fornece seus dados à livraria para que possa ser realizado um cadastro e ganhar pontos para trocar por descontos. Dessa maneira, ela já é capaz de identificar o cliente e saber dos seus hábitos de consumo.

Tendo conhecimento dos interesses dos clientes e os separando em grupos, é possível utilizar técnicas similares à disseminação seletiva da informação para enviar avisos de mercadorias que possam interessar o cliente e, com isso, garantir o aumento do lucro. Com essa personalização, as empresas objetivam além do lucro, o aumento da fidelidade dos usuários.

Para que esses objetivos sejam atingidos, é importante deixar claro que é o cliente quem controla o sistema e não o contrário. Isso aumenta a credibilidade da empresa e/ou marca e a chance de que os consumidores a recomendem para outras pessoas são maiores.

Por outro lado, o filtro bolha pode causar desvantagens às empresas menores, uma vez que ele faz com que assuntos que tenham mais relação com o histórico de pesquisa do usuário tenha um ranking melhor do que algo que ele não costuma visualizar. Essa continuidade de modelo de pesquisa pode estagnar em um  ponto onde tudo o que é apresentado ao usuário é “mais do mesmo” e que outras empresas fiquem escondidas, diminuindo assim, a visibilidade de marcas menores - mesmo que sejam boas podem não conseguir sobreviver ao mercado competitivo.

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