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Pesquisa Geração Z: Os anseios de uma nova geração

Pesquisa Geração Z: Os anseios de uma nova geração

 

O Proxxima 2019  apresentou alguns dos principais dados da pesquisa Líderes do Futuro, no palco principal do ProXXIma, que aconteceu em São Paulo em maio de 2019. O projeto foi idealizado pela publicitária Cíntia Gonçalves, sócia da agência AlmapBBDO em conjunto com consultor de histórias de comportamento Diego Selistre e a participação de Danilca Galdini, diretora de pesquisa da Cia de Talentos. 

A nova geração Z (pessoas nascidas entre 1994 e 2010) tem uma nova forma comportamental e intelectual em relação ao mercado de trabalho e hábitos de consumo. Isso faz com que as empresas precisem repensar seus posicionamentos em relação a essa nova geração e como eles irão consumir produtos e serviços e até como eles se vêem no mercado de trabalho. 

Em 1995, quando telefones celulares e tijolos tinham quase o mesmo tamanho, nasciam os primeiros membros da geração Z. Hoje, esses jovens, que desconhecem um mundo sem internet, já representam parte expressiva da força de trabalho. Como consequência, hoje eles mudam as dinâmicas de trabalho dentro das empresas e criam novas demandas organizacionais.

Como esse objetivo, a pesquisa mostrou que é essencial que o mercado não baseie as suas análises sobre a geração Z a partir dos estereótipos. Para isso, a pesquisa  apresenta alguns dados  que contrariam o dito senso comum. Muitos pensam que a maioria dos jovens  preferem se comunicar pelas redes sociais no lugar de uma conversa pessoal.

Engana-se quem diz que os jovens da geração Z só pensam em interagir pelo celuilar e pelas redes sociais. Quando questionados sobre qual a melhor forma de comunicação no ambiente de trabalho, mais da metade (53%) desses jovens disse que prefere o contato pessoal. Já o e-mail é preferido por 19% ; mensagens de texto por 10%, redes sociais por 8% e telefone por 6%. 

O estudo também mostra que essa geração irá buscar seu lugar ao sol com muita dedicação. O estudo mostra que  77%  do publico Z vai ter que se esforçar mais do que seus pais para atingir o sucesso. Ainda assim, eles querem trabalhar em empresas que consigam entregar algo de valor para a sociedade. Sob o aspecto do que mais esperam que as  empresas entreguem para si, chama a atenção o alto índice daqueles que mencionam a mentoria (34%) como aspecto essencial. Um outro estereótipo quebrado pela pesquisa diz respeito ao senso comum que aponta que a maior parte dos jovens quer trabalhar em uma startup. Apesar de acreditarem neste modelo de negócios, 79% diz querer trabalhar em empresas conceituadas e de renome.  

Outro aspecto destacado por essa geração é dinheiro (28%). A justificativa: ao contrário dos seus antecessores, os millenials, os nascidos após 1995, cresceram em meio a crises e e sabem que precisarão trabalhar e muito para atingir os seus objetivos.

Outro dado interessante que a pesquisa mostrou é que uma parcela expressiva dessa geração (28%) destacou que o "propósito" será decisivo na escolha de um emprego. Ou seja, que tipo de beneficio ou serviço a empresa entrega aos seus consumidores e se estes acreditam nesses valores. 

Quanto ao local de trabalho, 26% disseram preferir escritórios compartilhados -- os chamados coworkings -- e 20% preferem trabalhar remotamente, em casa. Apenas 16% deles preferem escritórios corporativos tradicionais. Mas para 38%, tanto faz.


A pesquisa também mostra que os integrantes da geração Z se mostram facilmente adaptaveis e multinacanais, já que consomem a informação em múltiplas plataformas.

O pragmatismo dessa geração se revela nas expectativas em relação às empresas em que pretendem trabalhar. Quase 40% dos entrevistados disseram que o mais esperam em relação ao local em que trabalham são cuidados com a saúde - o que engloba desde um bom convênio médico até o nível de estresse enfrentado no dia-a-dia no escritório. 

Essa geração aprende muito rápido. O fato de serem a primeira geração composta realmente por nativos digitais, acostumados desde o berço com dispositivos variados, faz com sua trilha de aprendizagem seja mais rica do que as das gerações anteriores. Há pessoas que aprendem melhor vendo vídeos do que lendo, por exemplo.

É uma geração com altos níveis de depressão e ansiedade.

Apesar disso, os jovens nascidos entre 1995 e 2010 têm menos medo das mudanças que o desenvolvimento tecnológico pode trazer ao mercado de trabalho. 

Além disso, 96% acha que um bom gestor é aquele que acompanha a jornada de aprendizagem e compartilha o que aprendeu. Na visão coletiva de público que esse grupo tem, eles também buscam uma relação mais consciente com os produtos. Reflexo disso, 26% está disposto a abandonar o consumo de determinado produto ou serviço dependendo da forma como ele foi produzido ou se fere algo que possa ser inconcebível com a sua forma de agir e pensar. Ainda como consequência dessa coletividade e senso de integração, a geração Z também pode ser considerada a mais inclusiva da história.

 Também é uma geração que acredita que a hierarquia se dá pelo conhecimento e não pelo cargo e que a tecnologia é somente uma ferramenta que vai ajudá-la a chegar mais rápido aos seus objetivos práticos.

E você, está preparado para lidar com os anseios dessa nova geração? 

 

Comunidade Sebrae
GUSTAVO BERNARDO
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Consultor da Unidade de Atendimento Digital do Sebrae PR e gestor do Clube Sebrae e Comunidade Sebrae.

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