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Inovação na mobilidade

Inovação na mobilidade

Alternativas de mobilidade urbana no mundo: das brincadeiras à transformação do comportamento humano   

Um meme da internet começou a correr em nossas timelines. Trata-se de uma comparação “Expectativa x Realidade” da mobilidade urbana do futuro. É um paralelo da ideia que tínhamos em relação ao veículo do futuro e o que vemos hoje. De um lado, a nossa ânsia de que o veículo do futuro fosse um carro voador, inspirado em “De volta para o futuro”, principalmente para quem já passa dos 40 anos; e do outro lado, um pula pula compartilhado chamado de Pogo Stick.

É isso mesmo! Há algumas semanas, a startup sueca Cangoroo lançou um pula pula, com o intuito de mudar a forma de compartilhar a mobilidade urbana e evitar o uso do carro. O que de início parecia uma grande brincadeira ou uma notícia fake, já se mostra como alterativa viável na Europa para quem gosta de novidades.

A empresa diz que vai lançar outros produtos mais focados no "transporte diário", e que o pula pula surgiu para chamar a atenção das pessoas para a marca e criar empatia do público. Mas Malmö e Estocolmo, ambas na Suécia, serão as primeiras cidades a receber o sistema de "pula-pula" compartilhado já nos próximos meses. Na sequência, São Francisco e Londres vão começar a ter Pogo Sticks compartilhados. Para utilizar, o usuário terá que utilizar aplicativo, do mesmo modo que patinetes e bicicletas compartilhadas.

A novidade veio a partir do sucesso dos patinetes e bikes, uber, metro e carros elétricos, onde as cidades estão cada vez mais criando possibilidades de mobilidade que gerem menos impacto ambiental, menos investimento pessoal e melhoria no trânsito nas regiões urbanas.  

Entretanto, a dúvida está no fato de que esses novos produtos criados para atender essa demanda da mobilidade não assistem a todos os públicos para serem aderentes. Um pula pula e um patinete são alternativas viáveis para jovens, sem filhos pequenos, e distâncias mais curtas. As soluções para os mais velhos ou crianças pequenas não resolve a dificuldade de locomoção nas grandes cidades.


Diferentemente de Amsterdam, capital da Holanda, que recebeu investimentos, inclusive da Prefeitura da cidade, desde a década de 70 para a criação de vias adaptadas à bicicleta, ciclovias específicas, além do incentivo para o seu uso. Hoje já são mais de 23 milhões de bicicletas e o país já inova novamente com a criação de estacionamentos para abriga-las, gerando mais conforto e segurança para os usuários. Uma ideia desse investimento pode ser vista nesse vídeo.
 

Existem também modelos de bikes cargo, que comportam um espaço para duas crianças sentadas. Esse modelo cargo possui até uma capa para dias de muito frio e chuva, que não impede o holandês de sair pedalando com tempo ruim. Outro veículo muito simpático e ecológico é o italiano elétrico Birò, que já está em diversos locais da Europa e comporta duas pessoas.

Eu sou muito favorável a alternativas verdes para a mobilidade e acredito que a cidade de Curitiba está aberta a novidades para suprir a necessidade de um transito melhor e uma capital mais saudável. Além das empresas Grin e Yellow dos patinetes e bikes compartilhados rodando na capital, o evento Smart City, que ocorreu na cidade paranaense em março, discutiu seriamente essas questões. Na ocasião, foi divulgado que um pacote de inovações já estava sendo desenhado para chamadas de taxis, vagas rotativas de estacionamento, carregamento de créditos de transporte e planejamento operacional das linhas de ônibus da cidade.

Vamos cruzar os dedos para que as startups brasileiras criem novidades de mobilidade tão incríveis e que haja incentivo para que cheguem até os usuários!

Comunidade Sebrae
Suzane Marie
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Sou jornalista, MEI e gerente de comunidades da Comunidade Sebrae!

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