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O legado das Startups

O legado das Startups

Tenho percebido que, além de gerar tecnologia, desenvolver e aprimorar modelos de negócios escaláveis e repetíveis, as startups estão deixando um legado bem maior em inovação para para a sociedade. Trata-se da inclusão do jovem no mercado de trabalho com idade compatível com sua graduação, mas com responsabilidade e mais engajamento organizacional. Além disso, esse jovem e essa startup se inserem no mercado empreendedor e educacional de forma a contribuir de igual para criar alternativas e soluções para o mundo.

Pesquisas informam que, até o final do ano passado, mais de 70% das startups eram lideradas por jovens, chegando hoje a mais de 12 mil empresas no Brasil, segundo dados da ABStartups (Associação Brasileira de Startups). Entre os itens que atraem esses jovens estão: a descontração do ambiente, inovação, liberdade, decisões rápidas e possibilidade de ascensão profissional mais rapidamente do que o modelo convencional CLT.

É a ressignificação do trabalho e do conceito de felicidade, onde o papel dos Millennials nas startups é mostrar um novo modelo de ganhar a vida, por meio da colaboração, experiências, menos burocracias, mas múltiplas atribuições, já que as startups possuem estruturas mais enxutas, riscos e requerem que o jovem se envolva em vários processos, além de buscar e aprender coisas novas constantemente.


Entretanto, encontrei ainda em vários desses jovens com quem tenho conversado a oportunidade de fazer a diferença na sociedade por meio da startup. Além disso, a startup apoia o envolvimento do jovem colaborador em causas e movimentos que façam sentido para ele e seu crescimento pessoal e profissional.

Esse é um estímulo para o jovem em vários sentidos, desde o aprendizado contínuo até a motivação para o novo e para seu papel social. Da mesma forma que as entidades educacionais vem buscando manter esse jovem conectado à educação, já que as salas de aulas no modelo tradicional já não são tão atraentes. Nesse caso, a experimentação une mais rapidamente a teoria da universidade com a prática do mercado.


O jovem Leonardo Telles Broker (21 anos), que já acumula quatro anos de mercado de trabalho, hoje atua com Customer Success na Trackmob, participou de um desses movimentos na Workatona da FAE. O evento une estudantes, professores e mentores à uma grande causa: resolver um problema verdadeiro de uma empresa real em 12 horas.

O jovem conta que participar do evento é uma imersão ao aprendizado e troca de ideias. É uma vivência de que para crescer é preciso colaborar, e isso mostra a mudança de mindset do mercado. Esse foi um dos grandes exemplos de união entre o jovem, um novo mercado de trabalho, suas expectativas de profissão colaborativa e inovação na educação, além da geração de valor que a startup está oferecendo para o jovem e para o mundo.


A Trackmob é uma startup que está em processo de aceleração e já contou com quatro investidores. A empresa oferece serviços tecnológicos para ONG’s e iniciativas sociais. Segundo o colaborador Leonardo Telles, o que para ele é mais interessante ao trabalhar numa startup é a geração de valor que a empresa oferece, por atuar com a cultura do feedback, inteligência de dados com BI, além do core business da empresa voltado ao terceiro setor, que usa a tecnologia para impactar positivamente o mundo.  

Comunidade Sebrae
Suzane Marie
Suzane Marie Seguir

Sou jornalista, MEI e gerente de comunidades da Comunidade Sebrae!

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