[ editar artigo]

O profissional do futuro: desafios e oportunidades

O profissional do futuro: desafios e oportunidades

O mercado de trabalho está em constante evolução, e a tecnologia propõe diariamente mudanças de hábitos e mentalidade, para que possamos nos adaptar à nova realidade, e nos enquadrarmos nos moldes de profissional do futuro.

Existe uma previsão para que, em um futuro próximo, metade da força de trabalho humano global seja substituída por máquinas, fazendo com que os profissionais do presente tenham que se sobressair e apresentar “algo mais” para permanecerem competitivos. Estar inserido no mundo digital faz parte dessa adaptação, e saber olhar a tecnologia como aliada e não concorrente, são elementos fundamentais no processo de destaque e reposicionamento como um profissional do futuro.

 

Ted Talk com Michelle Schneider

Em um Ted Talk, a publicitária Michelle Schneider levanta algumas questões sobre o futuro, o profissional do futuro, a evolução do mercado de trabalho e traz dicas valiosas sobre o que os contratantes levam e levarão em consideração no momento de recrutar um novo membro para suas empresas. Ela também é gerente de vendas do Linkedin Brasil, o que respalda ainda sua influência no tema, e agrega insights valiosos, tanto para quem quer contratar melhor, quanto para quem quer se destacar no mercado.

Destaca-se como ponto central o seguinte ponto: "Foque nas coisas em que humanos são bons e as máquinas não são – como criatividade, inovação, empatia e intuição. Você não pode configurar um robô para ser humano, então essas habilidades serão uma commodity num mundo cada vez mais automatizado".

Nesse contexto, é possível perceber a visão de que, independente do quão avançadas as máquinas se tornaram, há um elemento subjetivo, intrínseco ao ser humano, que não pode ser substituído, e aprender a focar, melhorar e enaltecer esse lado, será o grande diferencial do profissional do futuro.

 

O Fator Humano

Analogamente, é possível observar uma situação que ocorre atualmente em um esporte de alta tecnologia e cada vez mais automatizado por máquinas e computadores de última geração: a fórmula 1. Críticos afirmam que, a cada ano, o carro faz mais diferença que a habilidade do piloto, porém ainda se destacam os pilotos arrojados, que conseguem trabalhar dentro de uma margem de risco superior às máquinas, obtendo um desempenho superior ao que seu equipamento poderia render. São profissionais que utilizam o felling, e o lado humano, para complementar e, quiça, superar o desempenho padrão das máquinas.

Por outro lado, temos ainda, no mesmo exemplo, o caso de uma das maiores e mais emblemáticas equipes que participam desse esporte, a Ferrari. Mesmo para quem não acompanha o automobilismo, o exemplo que será utilizado é facilmente compreensível, dentro do contexto de humanização profissional como qualidade de um profissional do futuro.

A equipe citada tem cometido repetidos erros estratégicos, que custaram por diversas vezes, vitórias e pontos aos seus pilotos, e o grande vilão apontado pelos erros foram os computadores! Apesar de toda a inteligência e tecnologia, os supercomputadores não levam em consideração fatores que vão além de dados, estatísticas e históricos, induzindo a tomada equivocada de decisões. Em um treino classificatório, faltando ainda 10 minutos para o fim, um de seus pilotos fez o primeiro tempo, e a inteligência artificial, através do histórico de tempos dos demais pilotos e equipes, histórico da pista, e diversos outros dados, indicou que seria um tempo suficiente para se manter entre os 15 melhores e avançar para a etapa seguinte. Recolheram o carro para poupar seu equipamento para as fases seguintes, e o que aconteceu na sequência foi uma das coisas mais inacreditáveis, levando-se em consideração o nível de investimento e a alta tecnologia envolvida. Faltando apenas alguns segundos para o encerramento daquela sessão, o vento mudou sua direção, e a temperatura subiu alguns graus, deixando as condições melhores para todos, e mesmo os pilotos de pequenas equipes conseguiram tempos mais baixos, deixando o piloto ferrarista na incomoda 16ª posição, e eliminado das etapas seguintes.

O que aconteceu? As máquinas não previram elementos da natureza, nem a possibilidade que os demais pilotos ultrapassassem os limites previstos para seus equipamentos, levando a um desempenho muito superior ao cenário perfeito previsto pelos supercomputadores da equipe. Nenhum profissional teve o lado humano de sobrepor seu lado humano a previsão das máquinas e tomar uma decisão diferentes, resultando em perda ao piloto e a equipe.

O fator humano é insubstituível.

O Perfil do Profissional do Futuro

Na palestra, Michelle ainda conta que um dia estava em um voo, ao lado de um grande profissional, e durante a conversa ela procura entender o que um líder analisava antes de contratar alguém. A resposta envolveu algumas perguntas:

- Quem essa pessoa é fora do ambiente de trabalho?

- O que não está em seu perfil do LinkedIn?

- Quais são suas habilidades fora do currículo e parte técnica?

A partir dessas perguntas, é possível iniciar uma análise sobre o perfil do profissional do futuro.

Já existe um movimento, que deverá se intensificar nos próximos 10 a 20 anos, de substituição da mão de obra humana por máquinas inteligentes, e será um problema econômico para todos os países, aprender a sair dessa situação, porém apesar disso, muitos ainda não dão a devida atenção ao tema.

Um estudo, coordenado por pesquisadores da universidade de Oxford, aponta que em 20 anos 47% dos empregos terão desaparecido. Mas se por um lado, muitas profissões estão desaparecendo, outras estão surgindo por conta dessa nova economia. Para se adequar ao mercado será necessário qualificação para se reinventar.

Como Pensar e Não o Que Pensar

Em uma visita à universidade Minerva School, em San Francisco, Michelle conta que ouviu pela primeira vez que as habilidades do profissional do futuro não serão as habilidades técnicas, e sim a comportamentais. Uma vez que com a inteligência artificial os robôs podem aprender qualquer habilidade técnica, porém, não tão cedo a comportamental.

Em vias gerais, para obter destaque o profissional deverá aprender como pensar e não o que pensar.

Esse comportamento vai de encontro ao modelo tradicional de ensino aplicado hoje na maioria das escolas e universidades, onde ensina-se o que pensar e o que fazer, seguindo padrões.

O mundo tende a abandonar o status linear e se tornar cada vez mais escalável, ou seja, o contexto industrial de produção em série e crescimento lento dará lugar ao desenvolvimento tecnológico com crescimento exponencial. Nesse ambiente, não se aplicarão os padrões ensinados pelas gerações anteriores, e desenvolver uma metodologia de pensamento não atrelado a padrões será o grande desafio.

 

Habilidades e Diferenciais do Profissional do Futuro

O que se aprende hoje pode se tornar ultrapassado amanhã, e insistir em atuar de forma obsoleta somente condenará o profissional ou empresa. Como a linearidade e mundo estático não existirão, será necessário estar em constante evolução, desenvolvendo antes de mais nada habilidades de consciência e emocionais.

Especialistas em recursos humanos e gestão estratégica das maiores empresas do mundo participaram do WEF (World Economic Forum), e concluíram que as habilidades necessárias no futuro, para se diferenciar, serão:

1. Resolução de problemas complexos

2. Pensamento crítico

3. Criatividade

4. Liderança e gestão de pessoas

5. Trabalho em equipe

6. Inteligência emocional

7. Julgamento e tomada de decisões

8. Orientação a serviços

9. Negociação

10. Flexibilidade cognitiva

As pessoas confundem inteligência com consciência. Inteligência é a capacidade de solucionar problemas e consciência a capacidade de sentir. E é a última, consciência, que irá nos diferenciar dos computadores e robôs, portanto, aquilo que precisamos desenvolver o mais rápido possível. Devemos olhar para dentro e aprender com isso.

Precisamos aprender a lidar com as nossas emoções. O profissional do futuro vai sim desenvolver as habilidades externas, mas se ele não se desenvolver internamente as chances de insucesso serão expressivas.

Será necessário lidar com imperfeições, desejos e motivações de forma equilibrada, além de manter-se constantemente aperfeiçoado. As máquinas poderão resolver problemas, mas somente pessoas conseguirão identificar quais as necessidades de outros seres humanos através da empatia e consciência.

Comunidade Sebrae
Stardust Digital
Stardust Digital Seguir

Agência de marketing digital especializada em conteúdo e otimização orgânica.

Ler matéria completa
Indicados para você