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Os impactos financeiros causados pelo coronavírus (parte 2)

Os impactos financeiros causados pelo coronavírus (parte 2)

Sem dúvidas estamos vivendo uma crise mundial que vai entrar para a história da humanidade. Não apenas pelos aspectos da saúde, já que as equipes científicas de todos os cantos do planeta correm contra o relógio para encontrar um medicamento ou desenvolver uma vacina para essa nova doença a qual, infelizmente, já levou mais de sete mil pessoas ao óbito somente no Brasil nos dois últimos meses. Mas também pelos grandiosos impactos que essa crise na saúde está trazendo para a economia dos mais diversos países do globo, e aqui no Brasil isso não é diferente.

A parte 1, deste tema, está aqui. Clique para ler!

O covid-19 já se espalhou por mais de 60 países, localizados em todos os continentes do mundo, e em todos eles o vírus foi responsável pela imposição por parte dos Governos de medidas restritivas e de isolamento social em diferentes níveis, mas que em quase todos os casos provocou a paralisação de fábricas e indústrias, o fechamento do comércio e a diminuição dos hábitos de consumo.

A China, que representa a segunda maior economia capitalista do mundo atrás apenas dos EUA, foi o primeiro país a enfrentar grande parte destas situações mencionadas, já que vieram de lá os primeiros registros de Covid-19.

Consequentemente, muitos outros países, como é o caso do Brasil, já começaram a sentir alguns efeitos nas atividades econômicas antes mesmo da chegada do vírus aos seus territórios, isso aconteceu por conta da existência de relações comerciais intensas com os chineses. Vale lembrar aqui, que a China era até então o destino de quase 30% de toda a exportação do Brasil, além de produzir 20% de todos os bens intermediários manufaturados que são consumidos em todo o mundo.

As bolsas de valores, agora mais do que nunca, estão constantemente nos radares dos vários veículos, uma vez que são afetadas pelas repercussões de maneira muito mais rápida que o normal e enfrentam grandes oscilações diárias.

De acordo com muitos economistas, os impactos causados por esta crise já são maiores do que os choques provocados pela crise financeira de 2008. O FMI - Fundo Monetário Internacional - já aponta que a Pandemia, acompanhada de uma disparada do desemprego, caminha para uma nova recessão mundial que deve ser a pior registrada desde a Grande Depressão de 1929.

Sendo assim, é possível que leve alguns anos até muitos países se recuperarem das perdas e impactos gerados na economia. Mas antes de projetar o que vêm pela frente e para que devemos nos preparar, vamos relembrar como o cenário se desenrolou aqui no Brasil.

Como foram os desdobramentos da Pandemia no Brasil

As medidas de isolamento social, que se mostraram as mais eficazes para conter a propagação do vírus do novo covid-19 em todo o mundo foram implementadas no Brasil no início de março e este foi um dos principais fatores responsáveis por virar o mundo dos empresários de cabeça para baixo. Do dia para noite vimos o fechamento de grandes centros comerciais, restaurantes, shoppings centers e até lojas de ruas.

Muitos prestadores de serviços também se viram sem opção e precisaram até dar pausas temporárias em suas operações para se reestruturar de acordo com a nova realidade que estamos vivendo e encontrar uma maneira de seguir com os seus trabalhos.

Enquanto isso, outras milhões de pessoas foram colocadas para trabalhar em casa, o famoso home office deixou de ser exceção para se tornar o novo normal. Assim, empresários passaram a ter que trabalhar nas companhias de seus filhos e companheiros tendo que se readaptar a uma nova e completamente diferente rotina.

Mercado Financeiro

Março de 2020 entrou para a história do mercado financeiro no Brasil, após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar pandemia do novo coronavírus. O anúncio derrubou os mercados de ações. Ainda em março, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, sofreu várias quedas e em um único dia acionou o circuit breaker duas vezes – mecanismo que interrompe as negociações temporariamente.

Entre as ações mais afetadas estão as de companhias aéreas, empresas do setor de turismo, tecnologia e automóveis, mas com o derretimento dos mercados, todos os setores perderam valor de mercado e passaram a rever as projeções e resultados para o ano. O cálculo de alguns especialistas indica que para cada mês de quarentena, teremos uma perda de pelo menos dois pontos percentuais no crescimento anual do PIB.

Do lado da exportação, o principal impacto de curto prazo foi nos preços das principais commodities. As cotações da soja, do petróleo e do minério de ferro recuaram significativamente diante do temor de uma recessão global. A balança comercial brasileira registrou o pior resultado para o período nos últimos cinco anos enquanto o dólar superou pela primeira vez na história o patamar de R$ 5,70.

Resumindo, foram dias muito difíceis e é claro que uma retomada também não será nada fácil, muito menos rápida.

Mas como isso nos impactará daqui para a frente como pequenos empresários?

O que vêm pela frente?

Como o território nacional é muito grande e diversificado, as empresas trabalharão com retomadas em formas e em tempos diferentes. Ao que tudo indicada (até agora), o Paraná será, um dos primeiros estados do país a dar início a uma reabertura comercial completa.

Aliás essa retomada já começou por aqui e sermos o estado pioneiro nessas medidas têm os seus pontos positivos, já que ficaremos menos tempo paralisados com relação aos demais, porém não teremos em que outros exemplos do país a se basear.

Antes de começar a retomada da sua empresa, é necessário entender que a partir de agora encontraremos um “novo normal”, ou seja, uma nova realidade em todos os quesitos! O comportamento do consumidor, por exemplo, já não é mais o mesmo e muito provavelmente nunca mais voltará a ser. Teremos que redescobrir qual o novo perfil de clientes para os nossos negócios, sendo que já vale ressaltar aqui que as empresas e marcas que têm se mostrado preocupadas e engajadas com ações de solidariedade com a atual situação já saem um passo à frente.  Saiba mais em O futuro do comércio pós pandemia.

Retomada no Paraná

Desde a semana passada (27/04 a 01/05), a prefeitura de Curitiba e o Governo do Estado do Paraná determinaram a possibilidade da reabertura do comércio e ainda a retomada das prestações de serviço. No entanto isso tem que ser feito de maneira gradual e seguindo o cumprimento de algumas normas visando manter a proteção tanto de empregadores e funcionários quanto dos clientes/consumidores.

Dentre outras medidas, se tornou obrigatório o uso de máscaras em qualquer estabelecimento, é necessário seguir as regras de distanciamento entre pessoas bem como em lojas, por exemplo, a capacidade máxima deve ser de uma pessoa a cada 09 metros quadrados.

Mesmo assim a orientação segue sendo, para quem pode, de permanecer em casa. Além disso, precisamos levar em consideração o fato de que muitas pessoas ainda estão com medo de voltar a frequentar diferentes locais, e também estão colocando na balança a necessidade de realizar praticamente todos os gastos.

Ou seja, mesmo iniciando uma retomada você não pode imaginar que no próximo mês a sua empresa já voltará a um fluxo normal de caixa, a realidade é que isso ainda vai levar um tempo para acontecer. Portanto, siga com o seu planejamento sendo atualizado de acordo com a realidade que enfrenta. Todas as decisões precisam ser tomadas devagar neste momento.

Será necessário trabalhar para despertar novamente em seu consumidor o desejo de compra após essa ressignificação por qual todos passamos e ainda vale ressaltar que agora é um momento oportuno também para você trabalhar em uma ressignificação da sua marca, que deve se adaptar à nova realidade e aos novos consumidores que passaremos a encontrar e atender pós Pandemia.

O Governo do Estado do Paraná está trabalhando também em propostas para agilizar a retomada econômica e estimular a geração de emprego e renda. Uma medida que pode ser vantajosa para os pequenos empresários é a criação do selo “made in Paraná”, que visa fazer com que os consumidores possam reconhecer e assim valorizar os produtos locais. Com isso, o Governo pretende estimular o consumo regional e recuperar as perdas sociais e financeiras provocadas pela interrupção de atividades no período da quarentena.

Vai passar! E que pelo menos a gente tire de tudo isso lições para fortalecer os nossos negócios daqui para frente.

 

Se você tiver dúvidas, questionamentos ou quiser direcionamento de como agir no seu negócio, entre em contato com nossa equipe, através dos canais digitais abaixo.

Um abraço

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