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Pequenas soluções, grandes transformações

Pequenas soluções, grandes transformações

Cliente quer perceber que a empresa olha para ele e se preocupa com o futuro

Muito falamos de experiência do cliente e, na minha opinião, como empreendedores devemos nos colocar no lugar do nosso cliente, observar o que nós gostaríamos de receber dessa marca se fossemos cliente dela e oferecer soluções para essa demanda.

Esse é um exercício que eu faço sempre que posso, mesmo enquanto cliente. Penso no que eu mudaria numa empresa se eu trabalhasse nela. Dessa forma, eu me coloco na posição de cliente e consigo perceber possíveis soluções, normalmente baratas, para atender melhor o cliente, gerar uma experiência bacana, oferecer mais conforto a essa pessoa e, assim, fidelizá-la.

Recentemente levei minha mãe em um mercado de Curitiba e passamos nossas compras no caixa sem atendente. Tem alguns truques que precisamos ficar atentos como no caso da pesagem de frutas e verduras, que acabam precisando de auxílio de atendentes. Mas, no geral, toda a compra pode ser passada, conferida com o código de barras e ensacada tranquilamente por uma pessoa de 60 anos. Minha mãe adorou a experiência.

A novidade que começa a chegar nos mercados de Curitiba, já não é tão nova assim em países da Europa. Em Londres (Inglaterra), por exemplo, há mais de 20 anos já existe os caixas sem atendentes nos mercados. Além disso, eles também possuem outras soluções que eu sou fã. Uma delas é a tag de sinalização da esteira do caixa que indica onde começa e termina a compra, para não misturar os itens dos clientes. Tão simples, mas que ainda não vi no Brasil. E quando eu presencio uma dessa soluções, eu penso como que aquela empresa percebeu que eu precisava disso!

Outra solução são as sacolas de compras. Em quase todos os lugares da Europa não fornecem sacolas gratuitas para carregar as compras. Isso força o cliente a levar as suas próprias sacolas de casa. E na minha visão pode colaborar indiretamente para o consumo consciente, fazendo com que as pessoas pensem antes de comprar, já que terão que carregar suas compras muitas vezes em mochilas.


No Aeroporto Internacional Afonso Pena de Curitiba, já temos quiosques de livros sem atendente. Você escolhe o livro, paga com cartão sozinho, e coloca na sacola se preferir (ou não).

Agora a rede varejista inglesa Morrisons adotou em algumas lojas a área de frutas e vegetais soltos, sem sacos plásticos. A promessa é de expandir para 60 lojas durante o ano. O movimento, que está em testes em três lojas, já contabiliza um crescimento de 40% no consumo dos alimentos soltos, pois vem de encontro à preocupação dos clientes com o meio ambiente e a sua pressão para reduzir as embalagens devido à quantidade de plástico encontrada nos oceanos. A rede de lojas Waitrose também removeu todas as sacolas plásticas de suas lojas no início deste ano.


Na Tailândia, o progresso ecológico foi além e buscou na folha de bananeira uma alternativa sustentável para embrulhar legumes, frutas e verduras no Rimping Supermarket, que fica em Chiang Mai. Além de resistente e orgânico é visualmente agradável.

E você, o que tem feito para gerar uma melhor experiência para seu cliente?

 

Comunidade Sebrae
Suzane Marie
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Sou jornalista, MEI e gerente de comunidades da Comunidade Sebrae!

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