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Por que as métricas são importantes à gestão financeira? 💰

Por que as métricas são importantes à gestão financeira? 💰

Se existe uma certeza na gestão de uma empresa é que as finanças pesarão, e muito, em praticamente todas as tomadas de decisão nas mais diversas áreas. Não importa o porte da empresa, nem o número de funcionários, a saúde financeira é determinante no momento de comprar novos equipamentos, contratar um funcionário, oferecer ao cliente um parcelamento longo para pagamento, entre muitas outras decisões que, juntas, indicarão se o futuro será ou não próspero.

Ter equilíbrio financeiro, controles rígidos e indicadores é fundamental para o desdobramento de quaisquer outros planos que sua empresa possa ter.

Mas afinal, o que são métricas? São dados, indicadores, números, análises, extratos, relatórios, tudo o que pode fornecer alguma informação sobre um determinado assunto dentro da sua empresa. Se levarmos em consideração empresas atuantes no varejo, a venda de produtos é realizada por um preço – que deveria derivar de um estudo dos custos, mas nem sempre vemos isso na prática – então é básico saber, por exemplo, quantos produtos foram vendidos no dia, na semana e no mês, e o valor de cada um. Essa é uma métrica e através dela temos a receita de um determinado período.

Quando falamos de gestão financeira, controlar de forma detalhada cada aquisição, venda, pagamento realizado, retiradas, variações de preço, câmbio, entre outros pontos, é de suma importância, já que para tomar qualquer decisão é preciso saber em que situação sua empresa se encontra.

Sem informação não há planejamento

Planos e sonhos são completamente diferentes e não devemos confundi-los, ok? Ter o sonho de crescer, ter mais funcionários, ter mais espaço, ter novos equipamentos, tudo isso faz parte do imaginário de um empresário, mas o planejamento é colocar no papel o que será feito para que cada um destes objetivos se torne realidade, e não apenas isso, mas como e quando isso será feito.

O problema é que todo o plano depende de informações e dados, medidos ao longo da atuação da empresa e, caso estes dados não existam, será como praticar tiro ao alvo com os olhos vendados. A informação mais importante para uma empresa está relacionada ao que acontece com ela, internamente, e a partir dela é que será possível traçar estratégias para ganhar mercado, aumentar o faturamento ou maximizar a margem de lucro.

Se eu te fizer algumas perguntas, será que você consegue responder ou, ao menos, onde buscar por essas informações?

Quantas pessoas visitam sua loja por dia? Quantas pessoas acessam o seu site por mês? Qual é sua margem de lucro por produto ou linha? Qual é o seu ponto de equilíbrio?

Saúde financeira da empresa

Para saber se sua empresa é saudável, é preciso analisar suas métricas financeiras, identificar seus custos (fixos e variáveis) e estimar qual é o faturamento necessário para que todos os seus custos sejam pagos. Isso se chama ponto de equilíbrio, e será um indicador de quanto é necessário faturar no mês para manter sua operação. Caso você fature menos, terá prejuízo, caso fature mais, terá lucro!

Apesar de parecer simples, chegar a esse número mágico depende de diversas métricas, por isso o acompanhamento de todos os números do seu negócio é tão importante.

A saúde financeira da empresa depende, é claro, de muitos outros fatores além de seu ponto de equilíbrio, mas ele é um bom começo. Seu endividamento também é muito importante, pois mesmo com resultados positivos, pode ser que você ainda não esteja saudável. Outro fator negligenciado com frequência por empresas de todos os portes são os provisionamentos de despesas, mas falaremos disso em um conteúdo voltado exclusivamente para este tema.

 Principais métricas financeiras

Por fim, vamos listar algumas das principais métricas financeiras, que devem ser monitoradas e analisadas periodicamente:

Receita Bruta

É o somatório do total dos ganhos auferidos em um determinado período (um dia, um mês ou um ano por exemplo). Não significa lucro, mas o valor total produzido por sua empresa.

Receita Líquida: É o somatório do total de ganhos no período, deduzindo-se os impostos.

Custo Fixo: Despesas que não variam, para mais ou menos, mesmo com alterações no faturamento. Um bom exemplo é o aluguel do seu prédio ou assinaturas de softwares.

Custo Variável: Despesas que podem ou não ocorrer em um determinado mês, dependendo de outros fatores. Para uma gráfica, por exemplo, o custo com papel é variável, já que depende do volume de impressões realizadas no mês.

Lucro bruto: É a receita bruta, menos o custo fixo e o custo variável.

Lucro líquido

Receita líquida, subtraindo o custo fixo e o custo variável.

Lucratividade: Percentual obtido da divisão entre o lucro líquido e a receita bruta.

Inadimplência: Valor que corresponde ao não pagamento de um faturamento dentro da data de vencimento.

Grau de endividamento: Percentual obtido da divisão do passivo (contas a pagar, empréstimos, impostos, salários) pelo ativo (contas a receber, saldo em caixa, bancos, estoque).

Ticket médio: Divisão do faturamento bruto pelo volume de vendas, realizadas no período.

ROI ou Retorno sobre investimento

Essa métrica está, geralmente, atrelada ao investimento em marketing, e representa qual foi o retorno obtido em relação ao investimento realizado, mas de forma geral pode ser usado para medir o retorno em relação a qualquer investimento realizado dentro da empresa.

Um exemplo simples de cálculo de ROI pode ser realizado a partir de uma ação de marketing, em que sua empresa invista, hipoteticamente, R$20.000,00 divulgando uma promoção nas redes sociais, e através dessa divulgação alcance a geração de R$220.000,00 em vendas.

A fórmula é:

(Retorno do Investimento – Custo do Investimento) / Custo do Investimento = ROI

(220.000 – 20.000) / 20.000 = X

Logo >   200.000/20.000 = 10

Ou seja, o seu investimento retornou em 10 vezes.

CAC ou Custo por Aquisição de Cliente

Essa métrica representa quanto é necessário gastar para adquirir um cliente, podendo servir como parâmetro para investir mais em um determinado canal de divulgação ou, o oposto, deixar de investir e canais onde o custo de aquisição seja demasiadamente alto.

Com base nestas métricas, veja o que você já acompanha atualmente e, caso existam algumas delas que ainda não estão sendo monitoradas, ligue o alerta e procure mensurá-las o mais rápido possível. Você vai ver como todas as suas outras decisões serão mais assertivas caso suas finanças estejam metrificadas e equilibradas!

Ouça esse conteúdo no spotify:  https://open.spotify.com/episode/2weeZCsp9Z7F3oab1ONgkh?si=t0-_9VTPSKmA_sMwgLmE_g

Quer saber mais sobre algum outro tema relacionado a Gestão financeira, Captação de crédito e recursos, Cobrança e inadimplência ou Redução de custos e desperdício? Sugira nos comentários 😉 Até o próximo artigo.

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