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Pretende terceirizar? Saiba quais as vantagens e desvantagens

Pretende terceirizar? Saiba quais as vantagens e desvantagens

Com as mudanças recentes na legislação, proporcionadas pela reforma trabalhista, muitos empreendedores têm avaliado a possibilidade de realizar contratações de profissionais terceirizados para delegar algumas atividades. Isso acontece por meio de uma gestão que mescla características administrativas e operacionais. No entanto, antes de optar por essa prática, é necessário ter bem claras as suas regras, entendendo seus prós e contras e todos encargos e responsabilidades trabalhistas envolvidos. Confira a seguir mais detalhes sobre esse assunto e tire todas as suas dúvidas.

As alterações da legislação trabalhista foram consolidadas na lei nº 13.467 de 2017, sob o argumento oficial de que a reforma ajudaria a combater o desemprego e a crise econômica no País.

Os principais tópicos modificados foram as regras para férias, jornada de trabalho, remuneração e plano de carreira. Além disso, a reforma trabalhista trouxe à tona uma questão até então muito ponderada: a liberação da terceirização para todas as atividades – e não mais apenas para os serviços de apoio ou suporte, como vigilância, limpeza e serviços gerais.

Quem quer informações na íntegra, pode verificar a lei nº13.429, a respeito das novas regras sobre o trabalho temporário em áreas urbanas e as relações de trabalho na prestação de serviços a terceiros.

Para o empreendedor que deseja implementar a nova política em sua empresa, é necessário estar atento a alguns pontos-chave, evitando qualquer complicação legal posteriormente. Para jogar luz nessa sua avaliação, separamos as principais vantagens e desvantagens de se terceirizar:

Desburocratize e poupe algum dinheiro

Os principais ganhos são o fato de você poder reduzir a papelada e complicações legais com mais um membro, além de não precisar desembolsar um centavo de seu faturamento com férias e 13º salário, por exemplo. Mas não seja ingênuo: saiba que a maior parte das empresas terceirizadas dilui esses valores nas propostas cobradas, como forma de compensação. E, se for preciso reduzir a equipe, por algum motivo (saída de contas, por exemplo), é mais fácil encerrar um contrato do que encarar um processo de demissão.

Cuide do core business

Outra vantagem é poder focar no que realmente importa: a gestão do seu negócio - aquilo que você se preparou desde sempre para fazer. Dessa maneira, você consegue se especializar em sua atividade, podendo oferecer um bem ou serviço cada vez melhor para o seu cliente final. Com isso, ainda sobra tempo para pensar em novas ideias e estratégias de crescimento para a sua companhia. Já para aquelas atividades que você não tem tanta afinidade ou conhecimento, ou que tenham caráter mais operacional, a terceirização é a mais indicada.

Facilite a gestão

Sua estrutura administrativa também fica mais fácil de organizar, com menos pessoas sob a sua responsabilidade e processos mais enxutos e simplificados, já que você desconcentra algumas das atividades das mãos de sua equipe. A própria administração de tarefas e coordenação de rotinas torna-se um peso a menos.

Ouse crescer

Quem quer competitividade, especialmente no começo das operações, também tem na terceirização uma grande aliada. Decisões que antes não poderiam ser tomadas agora estão com o caminho livre – o que ajuda a conferir crescimento para o empreendimento, com investimento baixo. Se você é uma PME, considere esta possibilidade!

Mas, como em tudo na vida, nem só de flores vive a terceirização. Por isso, verifique o que você também precisa colocar na balança antes de fechar a sua escolha:

Cuidados com a qualidade

O primeiro deles é a necessidade de conhecer profundamente a empresa de prestação de serviços com quem se vai estabelecer parceria contratual, buscando dados que comprovem sua qualidade e competência.

Da mesma forma, procure investigar a situação legal dessa empresa parceira. Há uma série de casos de prestadoras que operam sem permissão ou licença, além de não cumprirem com as obrigações trabalhistas de seus funcionários.

Tenha esse cuidado, afinal, é o seu nome que ficará aparente para o cliente, na oferta de produtos ou serviços. E você não quer um cliente insatisfeito com o resultado final de um trabalho que vinha dando tão certo, não é?

Faça as contas com cautela

Ao terceirizar a mão de obra você vai economizar uma boa fatia, certo? Nem sempre. Em alguns casos, o custo pode ser até mais alto do que o que você teria com um funcionário efetivo. Isso é explicado pelos riscos envolvidos, carga tributária e a forma de gestão da empresa ou profissional terceirizado. Por isso, fique com os olhos bem abertos quando estiver negociando essa contratação.

Cuidado com a perda de exclusividade

Outro ponto a se considerar é que o prestador de serviço pode não atender apenas você. E, no dia a dia, você pode notar também que o envolvimento com o profissional contratado não é o mesmo que se teria caso ele fosse seu funcionário (não são todos que vão vestir a sua camisa!). Assim, para valer a pena, é preciso analisar se essa escolha realmente proporcionará ganhos em produtividade e qualidade para a sua empresa, mesmo diante do “compartilhamento” do profissional. Ele precisa agir, minimamente, como se fosse do seu time (com o famoso engajamento.) Caso não traga esses bons resultados, é certeza de dinheiro jogado fora! Por isso, é fundamental acompanhar o desenvolvimento do trabalho.

Não “fique nas mãos” da empresa terceirizada

Evite deixar um departamento inteiro ou a execução de uma única atividade sob a responsabilidade do parceiro. Ao longo do tempo, ele poderá estabelecer práticas próprias, que não estejam em consonância com os seus padrões e políticas. Quando em contato direto com seus clientes, então, isso pode ser igualmente arriscado, pois seu cliente transfere toda a relação de vínculo que tinha com a sua marca para aquele prestador. Lembre-se: ele deve estar ali para ajudar e não sugar o seu negócio.

Como ficam os processos judiciais?

Outro ponto que pode aliviar os ombros dos contratantes ou tomadores de serviços é que as responsabilidades trabalhistas ficam, na maior parte dos casos, com a empresa que presta o serviço. A responsabilidade judicial só passa para a tomadora quando se acabam todas as possibilidades de receber algum valor devido pelas mãos do prestador.

Viu só? O processo de terceirização precisa ser muito bem avaliado antes de você chegar à conclusão de implementá-lo em sua empresa. Agora, que você já pode esclarecer as principais dúvidas sobre esse assunto, compartilhe as suas experiências, escrevendo um post aqui embaixo. Queremos saber como são as práticas no seu negócio. Participe!

Comunidade Sebrae
Crislayne Andrade de Araujo
Crislayne Andrade de Araujo Seguir

Jornalista pela Uerj, com MBA em Marketing pela FGV e certificação de Produção de Conteúdo para Web, tem experiência em comunicação organizacional e redação para empresas globais. Focada em estratégias de comunicação e marketing para PMEs.

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