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{OUÇA O PODCAST} - Qual a solução que sua empresa está se propondo a oferecer?

{OUÇA O PODCAST} - Qual a solução que sua empresa está se propondo a oferecer?

O propósito de uma marca é o seu core business, sua função estratégica, a solução que ela está disposta a prover, e está acima de qualquer coisa. É solucionando um problema que a empresa se encontra e define seu posicionamento junto ao seu público. Quando nós, consumidores, comparamos uma empresa realmente preocupada em entregar a solução para o cliente com outra mais comprometida com o lucro, não existe dúvida em quem irá cumprir com a entrega de forma mais personalizada.

Essa é uma das premissas encontradas pelas empresas ao fazer parte do programa de alto potencial do Sebrae. É o que me explicou Rodrigo Ferreira, gestor de Negócios da Prímula, indústria de produtos de limpeza profissional, criada em 1996, para atender os processos produtivos de outras empresas com soluções de produtos químicos diferentes dos domésticos. O propósito da Prímula é gerar saúde e bem estar através da limpeza. 


A organização, expositora no Summit Sebrae 2018, faz parte do programa e é parceira atuante do Sebrae há mais de quatro anos. A marca considera a parceria tão assertiva que afirma que o Sebrae faz parte da cultura organizacional. O gestor conta que os programas envolvem até mesmo o quadro colaborativo, que já participou do Empretec.

Para eles, a grande sacada foi quando a empresa identificou a necessidade de verticalizar as marcas de acordo com os nichos e dividiu a gestão entre os produtos destinados diretamente a outras indústrias e os que são canalizados para distribuidores e revendas, e por fim o cliente final. Depois, a empresa também criou maneiras de fazer com que o vendedor atendesse além do que foi solicitado, mostrando a linha de produtos de acordo com as necessidades de cada cliente. Uma das formas de fidelizar o próprio representante foi realizar a entrega do produto adquirido na marca na loja do distribuidor, criando uma forma de cooperação entre a marca e o revendedor, oportunizando a ampliação das vendas e humanizando o contato com o cliente. O resultado das vendas aumentou com a segmentação, mas o principal foi mesmo a relação criada entre o representante e a marca, que por sua vez, estreitou os laços com os clientes.

Esse posicionamento de colaboração mútua está indo além. Hoje, a empresa já realiza reuniões com os concorrentes, sem a ideia de rivalidade, mas sim de viabilizar métodos de contribuição conjunta. O intuito de ambos é crescer junto ao mercado, negociar com fornecedores melhores alternativas de insumos, conquistar força de logística e transporte, além de possibilitar melhores taxas junto às financeiras, por exemplo. Essa situação empresta o modelo de cooperativismo para empresas do mercado e serve de modelo para quem acredita no crescimento da classe.

Essa maturidade organizacional faz com que a empresa saia da sua zona de conforto, gere um fluxo de informações do mercado, aprenda com o setor, estimule o desenvolvimento e ouse. Todavia, esse passo só é possível depois de realizar um plano de negócios e um planejamento de gestão, focando em resultados através da metodologia de métricas. Os esforços devem ser canalizados de acordo com seu posicionamento e a solução que a empresa se propõe a oferecer.

 

Rodrigo cita que a Prímula estava no caminho certo, crescendo, mas de forma modesta. Entretanto, bastou um direcionamento científico para determinar seu verdadeiro potencial exponencial.


Esse foi um dos exemplos de organização que buscou consultoria especializada para definir seu caminho, mostrou que seu principal amigo pode ser seu concorrente e que a sua maior fonte de informação está dentro de casa.

Comunidade Sebrae
Suzane Marie
Suzane Marie Seguir

Sou jornalista, MEI e gerente de comunidades da Comunidade Sebrae!

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