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Qual o futuro do comércio pós Pandemia?

Qual o futuro do comércio pós Pandemia?

Agora, quando já estamos [um pouco] mais acostumados com as novas rotinas que foram nos impostas por conta da chegada do novo covid-19 ao Brasil, olhar para trás e perceber o quanto mudou em tão pouco tempo chega a ser até irônico. Para os empresários que tinham medo de implementar mudanças em seu negócio, essa foi até uma dura maneira do destino para tirar-nos das zonas de conforto.

O equilíbrio dos interesses da saúde e da economia colocou diversos países e Governos em uma corda bamba. As medidas de isolamento social, implementados na maior parte dos estados brasileiros, por exemplo, fez com que fossem fechados do dia para noite grandes centros comerciais, shoppings centers e restaurantes, os quais tiveram que se virar para conseguir manter os seus serviços por delivery ou de alguma outra forma.

 

 

Empresas dos mais diversos setores e patamares, também se viram obrigadas a colocar os seus funcionários para trabalhar em home office, tendo que se adaptar e aprender a lidar com softwares online em tempo recorde para que as coisas não parassem de funcionar.

E agora o momento de tentar enxergar e planejar a retomada dessa crise, principalmente no setor do comércio, deve demandar ainda mais coragem dos empresários.

A medida em que empresas e estabelecimentos considerados não essenciais são liberados para retomar, aos poucos, as suas atividades em algumas cidades do país, a sensação de todos nós, sejamos empresários ou funcionários, está longe de ser sobre um retorno à normalidade.

A história nos mostra que toda e qualquer crise já vivida em nosso planeta, foi responsável por grandes movimentos e mudanças na maneira em que vivem as sociedades. E ao que tudo indica, este momento em que estamos vivendo não será diferente. Ou seja, o “normal” de nossas rotinas, como pessoas e também como empresários, nunca mais será o mesmo.

Sendo assim, é preciso entender como tudo isso nos afeta como pessoas para só então tentar entender o que está acontecendo e provavelmente seguirá acontecendo com o comportamento do consumidor.

 

Mudanças nos hábitos de consumo

Antes de sermos pegos abruptamente de surpresa pela chegada dessa crise ao Brasil, estávamos vivendo um momento de aparente retomada da economia enquanto analisávamos ainda uma ascensão no consumo em diversos setores do comércio, desde a moda e os cosméticos até as mais inovadoras tecnologias.

Quando foi implementada a orientação do distanciamento social por aqui, inúmeras empresas viram quedas abruptas, até então inesperadas, em suas vendas enquanto milhares de consumidores passaram a reduzir os seus gastos. A partir do momento em que foram obrigados a ficar em casa, os consumidores passaram a colocar praticamente todas as suas decisões de compra na balança, não apenas por avaliar a necessidade de sair de casa para fazer uma compra (já que muitos descobriram as compras online e os e-commerces, assunto para daqui a pouco), mas também porque praticamente todos nós estamos vendo os impactos econômicos dessa crise. E até mesmo funcionários de uma grande empresa temem pelos seus empregos.

Sendo assim, de acordo com especialistas, os consumidores muito provavelmente seguirão sendo cada vez mais cautelosos e reflexivos com os seus gastos não apenas durante, mas também depois da Pandemia por um bom período.

 

Durante o cenário que estamos enfrentando, ganhou força a conscientização  sobre temas como solidariedade mas também sobre as próprias prioridades, o que consequentemente afeta de maneira direta os hábitos de consumo. Antes de realizar uma compra hoje, o consumidor coloca a prova o que realmente é necessário para ele neste momento. Algo que já impacta os mais diversos setores.

O movimento da ostentação por exemplo, perda muito força em um cenário como esse. Assim, uma tendência que promete se consolidar quando falamos da moda, por exemplo, é a venda, o aluguel e a troca de peças de segunda mão, como forma de reaproveitar o que está parado e evitar compras de peças novas. O conceito oferecido em brechós, que já é bastante popular fora do Brasil e ainda não emplacou por aqui, deve ganhar força. O futuro de um ramo como o da moda, que antes despertava muitos desejos de consumo, precisará ser revisto.

“Ninguém sai de uma crise como essa sem rever valores e isso será o que eu chamo de uma segunda onda. Vai ser necessário estimular as pessoas a terem vontade novamente daquilo que não é extremamente necessário. Ocorrerá uma profunda transformação da dinâmica econômica” pontua o consultor Carlos Ferreirinha, presidente da MCF consultoria.

Assista a edição do Connect com o Carlos Ferreirinha ▶️

Outro cenário que deve orientar o caminho é o da sustentabilidade, tanto no sentido de redução de excessos e ostentações, quanto na questão da responsabilidade social.

Entre os consumidores, já ganham pontos desde já as empresas e marcas que se envolveram em ações de combate às desigualdades que foram exacerbadas durante a crise do novo coronavírus ou ainda empresas que praticam ações para se solidarizar com o combate à doença, como exemplo das indústrias de cosméticos que transformaram suas fábricas para possibilitar a produção em grande escala de álcool em gel.

 

Ganha ainda mais força o digital

Outro comportamento que também deve ser analisado são o de milhares de pessoas que até então não eram adeptas das compras virtuais, através de e-commerces, e passaram a descobrir as facilidades e agilidades deste canal. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico dão conta de que houve um aumento de 40% no número de pessoas que fizeram compras online em março deste ano quando comparado ao mesmo período do ano passado.

A possibilidade de receber tudo o que era necessário na porta de casa depois de alguns cliques na internet foi, é claro, uma facilidade para a maior parte dos consumidores durante a quarentena. Foram registrados aumentos em compras onlines desde os setores considerados essenciais como os mercados, por exemplo, mas até mesmo no setor de moda, cosméticos e ainda na venda de itens para cozinha ou acessórios fitness, já que muitas pessoas estavam adaptando a casa às novas necessidade.

Embora o mercado já contasse com muitas empresas focadas nesse setor, a crise foi uma espécie de chamado para muitas marcas, principalmente as de grife de acordo com o fundador da MCF consultoria, Carlos Ferreirinha. Afinal o mercado de luxo é movido pela emoção, mas quase ninguém está desenvolvendo desejo de compra nesse momento. Para ele, a crise mostra a importância do consumo local e da busca por alternativas nos meios digitais.

Muitas empresas estão migrando agora para este âmbito também, dadas as demandas do novo estilo de vida das sociedades. Por isso, como a previsão é de as compras sigam ainda por pelo menos mais alguns meses tendo sua maioria na internet, é preciso rever todo o planejamento de comunicação e marketing da empresa. Para que a digitalização seja eficiente, é necessário o engajamento da marca no mundo virtual, o cliente precisa se sentir próximo de alguma maneira.

O cenário pandêmico forçou a migração para o âmbito digital em muitas empresas as quais ainda tinham receio dessa mudança e agora a oportunidade que se apresenta é a de redesenhar os modelos de negócio, de modo que estes continuem presentes nos meios digitais de maneira forte daqui para frente, se adaptando ao novo mundo e aos novos consumidores que teremos pós pandemia.

Para Carlos Ferreirinha, antes de pensar em uma abertura do comércio já no próximo mês, é preciso ter “massa crítica” e analisar cenário no exterior como referência do que pode acontecer aqui.

A união faz a força

Muito se tem falado em solidariedade nesse momento e isso também precisa ser levado para o setor varejista. Agora precisamos deixar de lado agressividades e visões fechadas de concorrência que vinham em uma crescente antes da chegada da crise para entender que o que deve predominar no mercado é suavidade, tranquilidade e acima de tudo união.

Um movimento que está sendo analisado também por parte dos consumidores é a valorização do comércio local. Todos temos consciência de que passar por uma crise como essa é mais difícil para pequenos empresários, os quais normalmente não tem caixa para se manter na ativa sem um fluxo de vendas. Assim, muitas pessoas têm optado por consumir produtos de produtores e negócios menores, por isso o elo por parte dos empresários também é extremamente importante.

A crise deve provocar um empobrecimento da população em curto e médio prazo. Contudo, uma possível baixa nas exportações de consumo e o câmbio também podem beneficiar o varejo brasileiro. “Muitos brasileiros, quando decidirem viajar, serão viagens de escapismo, não de consumo”, indicou o Ferreirinha, utilizando a valorização do produto nacional também entre os “benefícios” da situação atual.

De acordo com Ferreirinha, união deve mesmo ser a palavra-chave para recuperação. “Essa crise é de um poder tão épico, que ela pegou todos os elos da cadeia no mesmo momento, em todos os lugares. Se ela pegou todo mundo da mesma forma, acredito que uma das soluções plausíveis é que a gente entenda que precisamos voltar a nos falar como cadeia. Precisamos entender uma trama de conversa, de diálogo”, afirmou Carlos Ferreirinha. 

Se chegarmos no final da travessia com menos individualismo e mais coletividade, teremos tido um ganho significativo no meio disto tudo

 

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Empresária| Mãe do Arthur | Especialista em Marketing Empresarial e Marketing Intelligence | Analista técnica Marketing Digital e Inbound Marketing

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