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TECNOLOGIA NA INFÂNCIA: Quais os efeitos?

TECNOLOGIA NA INFÂNCIA: Quais os efeitos?

No artigo de hoje, reunimos informações cientificas sobre comportamento familiar e estabelecimento de limites para o uso das tecnologias, o efeito possível em crianças quando atingirem a idade adulta. Leia e comprove.

Se até pouco tempo atrás os pais penavam para encontrar a dose ideal de televisão e videogame na vida das crianças, hoje eles ainda precisam incluir tablet, celular e computador no processo de negociação. 

A tecnologia não substitui as relações familiares e não educa as crianças para serem melhores. Atividades interativas com humanos são insubstituíveis. Mas definitivamente é impossível imaginar uma infância livre da influência dos equipamentos eletrônicos. Por isso, os limites recomendados de utilização dessas tecnologias não param de ser revistos, bem como a maneira com que os pequenos deveriam interagir com as telas.

Escrevemos artigos aqui e você certamente já leu sobre a falta de recursos humanos especializados na área de TI num futuro bem próximo. Mas isso não justifica o uso indiscriminado de artefatos por parte dos pequenos, afinal, isso não garante que eles sejam os profissionais escassos do futuro. Como você vai ver no estudo que vamos compartilhar aqui, isso pode levar danos físicos e influenciar negativamente na formação da personalidade.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou em 2016 o seu próprio guia, intitulado Manual de Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital. A publicação segue, em grande parte, os posicionamentos da associação dos Estados Unidos. Hoje, com o isolamento social, famílias pedem socorro, pois os filhos não usufruem do tempo na escola, com atividades coletivas.

Pais, sem treinamento e com trabalho a fazer em casa, permitem aos filhos um tempo exagerado em frente aos eletrônicos. Reunimos e vamos compartilhar com você,  algumas falas de especialistas e pediatras para se ter uma ideia dos efeitos dessa prática:

Explica a pediatra Jenny Radeski, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos:

Até os 2 anos e meio, os bebês não conseguem transferir o que veem na tela para a realidade. Portanto, precisam ser ensinados sobre o que estão assistindo para que associem a experiências reais. É assim que o conhecimento se fixa.

 

Até os dois anos, explica Telma Pantano, fonoaudióloga e psicopedagoga da Universidade de São Paulo (USP).

É um período em que, por causa dos estímulos recebidos do ambiente externo, aumentam as sinapses, ou seja, as conexões entre os neurônios.

Os incentivos, que podem ser frases, músicas, brinquedos, toques, gestos funcionam como um asfalto ou ponte, que levam a criança a estabelecer as conexões cerebrais.

Se uma criança é deixada sozinha na frente de uma tela por muito tempo, o que vai acontecer? “...terá dificuldade no desenvolvimento da empatia e do autocontrole e a capacidade de lidar com relacionamentos”, diz o neuropediatra Erasmo Casella, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Além desses efeitos nocivos, também há a ameaça do também a ameaça do sedentarismo. Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) avaliou os hábitos de 21 voluntários com idade entre 8 e 12 anos e constatou que 14 deles não praticavam nenhuma atividade física.

Brincar é essencial. “Os desafios trazidos pela brincadeira formam estruturas cerebrais ligadas à inteligência matemática e à noção de espaço, por exemplo”, diz a pedagoga Ana Lúcia Meneghel, autora da pesquisa. 

Então, se você é pai ou mãe, padrasto ou madrasta ou tem responsabilidade perante uma criança e quer um futuro brilhante a ele ou ela, reflita nesses estudos.

O mundo precisa de profissionais que tenham bons relacionamentos, que sejam pessoas de fácil convivência. O ensino da técnica não é problema. A ciência está muito avançada e as novas gerações estão correspondendo. Mas a questão que fica para a reflexão é: nenhuma escola ensina o que somente os pais ou responsáveis conseguem ensinar na tenra infância.

Ensinar hierarquia, limites, generosidade e respeito fará toda a diferença no mundo do trabalho! Em todas as áreas do conhecimento a carência é e será cada vez mais a humanização.

Pense nisso e traga seus comentários. 

 


Foto: Marcela Gaier/Unplash

REFERÊNCIAS:

https://saude.abril.com.br/familia/tecnologia-na-infancia-qual-o-limite/

https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2016/11/19166d-MOrient-Saude-Crian-e-Adolesc.pdf

 

 

 

 

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