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TELEMEDICINA - Impacto nos negócios

TELEMEDICINA - Impacto nos negócios

Com o advento da pandemia provocada pelo COVID-19, lideranças e governantes elaboram uma série de medidas para ajudar a combater os efeitos catastróficos que uma pandemia pode gerar. No Brasil, uma das medidas incentivadas pelo Ministro da Saúde foi a liberação da Telemedicina.


Então, no dia 19/03/2020, através do Ofício No. 1756/2020 do CFM, seguido pela publicação da Portaria 467/2020 do Ministério da Saúde no dia 20/03/2020, foi autorizado o uso, em caráter temporário e emergencial, da telemedicina pelos profissionais da saúde. 


Fala-se de profissionais da saúde porque, não somente os médicos foram atingidos por esta medida, outros conselhos já se pronunciaram quanto a adesão da telemedicina, como o de psicologia e o de fisioterapia. 

O conceito de Telemedicina, segundo um dos mais renomados e requisitado pesquisador brasileiro sobre a temática, Dr. Chao Lung Wen, Chefe da disciplina de Telemedicina da FMUSP, é o exercício da medicina usando recursos de tecnologias interativas para possibilitar cuidados integrados e humanizados. Além de aumentar o acesso aos pacientes, melhorar a logística da cadeia de saúde e, promover a saúde e prevenir doenças. Sendo assim, Telemedicina aqui não é uma ferramenta, mas um método de se fazer medicina.

Com a telemedicina, sendo um dos principais tópicos discutidos no momento, vem a pergunta: "Qual é o seu impacto nos negócios?" Pacientes, provedores de saúde, farmácias, fornecedores, operadoras de planos de saúde, grandes players e agências governamentais são atores envolvidos na prestação de serviços de telemedicina, que requerem investimentos em recursos, tais como tecnologias de videoconferência, dispositivos de monitoramento doméstico e outras infra-estruturas de TI.

Junto com a telemedicina, vem uma nova era no contexto dos negócios. Novos modelos de negócios surgirão. Um novo perfil de paciente / consumidor surgirá. Uma nova proposta de valor será demandada para a cadeia da saúde. Uma era em que será necessário formar e capacitar recursos humanos para oferecer atendimentos por telemedicina. Uma era em que o sistema de remuneração terá que ser revisitado. Uma era em que o planejamento, a logística de serviços e auditoria técnica precisarão ser reavaliados. Uma era em que o desenvolvimento de Infra-Estrutura Tecnológica Digital e Inovação estará em crescimento exponencial. A Telemedicina faz parte do processo de Transformação Digital, o qual está nos inserindo na era do carro conectado, de residências inteligentes e da saúde conectada. A era da Medicina Conectada 5.0.

Por exemplo, o segmento farmacêutico precisará se reinventar e adequar aos novos padrões de comportamento do consumidor de medicamentos. A Prescrição Digital já chegou e como as farmácias estarão preparadas para entregar valor a estes clientes?

Inúmeras plataformas de telemedicina surgirão. Como definir as mais adequadas e apropriadas para o médico-empreendedor? É neste momento que um papel fundamental é dado as Sociedades Médicas. Chegou a hora de criar grupos de inovação, a fim de checar e homologar plataformas que sejam aptas as diferentes especialidades e oferecer a todos os seus associados, opções seguras e confiáveis.

Dentro deste cenário, nunca foi tão emergente para os negócios de saúde, a busca por inovação. Encontrar novos eixos de atuação do profissional da saúde. É hora de formar grupos que recriem novas formas de oferecer saúde, sempre priorizando a entrega de valor.

Por: Elizandra Severgnini (esevergnini@pr.sebrae.com.br)

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Doutora em Administração pela Universidade Federal do Paraná. Mestra em Contabilidade pela Universidade Estadual de Maringá. Especialista em Controladoria e Gestão Financeira e Bacharel em Administração pela Unipar.

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