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Tenho interesse em atuar com startups, como faço?

Tenho interesse em atuar com startups, como faço?

Atuar com startups tem sido o mote de grandes empresas. É que a inovação já não é mais algo a ser lembrado apenas quando dá tempo. Dessa forma, não pode ser uma ação deixada de lado. É algo imperativo, que deve estar presente em todo o planejamento de uma empresa. 

Maior agilidade, aumento da competitividade e implantação da inovação. Esses são alguns dos motivos para colocar essa parceria em prática. Assim, se temos a oportunidade de inovar com startups, por que não?

Mas por que atuar com startups?

Porque, basicamente, startups podem trazer uma solução inovadora pronta ou planejar ideias para o desenvolvimento em conjunto. Dessa maneira, a cooperação entre uma empresa e uma startup pode ser uma ótima escolha. 

Por exemplo, se uma empresa tem problemas com logística, por que não utilizar startups que atuam nessa área para incorporar ao processo? Isso acaba trazendo mais vantagens, como qualidade e rapidez. 

Ou seja, a startup não melhora a inovação já existente dentro de uma empresa. Ela traz a inovação. Ela oferece iniciativas que podem se tornar uma solução inovadora. 

As vantagens de atuar com startups

Atuar em parceria com outros locais traz muitas possibilidades de criar soluções inovadoras. Assim, é possível trabalhar com ideias que surjam fora da empresa, inclusive com startups. Ou seja, não é preciso desenvolver tudo sozinho. 

Algumas vantagens dessa cooperação são:

  • Startups possuem um modelo mais ágil de atuação. Elas conseguem resolver problemas de forma mais rápida que empresas tradicionais. Dessa maneira, o trabalho com startups é mais dinâmico e entrega um melhor desenvolvimento de soluções inovadoras. 
  • Startups trazem novas ideias para a empresa. Assim, se estamos pensando em soluções inovadoras, podemos captar as soluções de quem já pensou nelas. 
  • O risco para a inovação fica por conta da startup. Se houver problemas no desenvolvimento da solução inovadora, a empresa não se prejudica. Isso auxilia a empresa a minimizar os riscos nos processo de inovação. 

Essa parceria se chama inovação aberta

O nome dessa cooperação entre empresas e startups para promoção da inovação, chama-se inovação aberta. Mas, é muito importante não confundir inovação aberta com startup em si.

Inovação aberta significa inovar com ideias que vem de fora, seja de startups, universidades, inventores ou clientes. Inclusive é um item que pode ser previsto para atender a ISO 56002.

Portanto, inovar com startups é apenas um braço da inovação aberta. 

Passo a passo para atuar com startups

O primeiro passo para atuar em inovação aberta com startups é comprar essa ideia. Ou seja, é necessário realizar os trabalhos de maneira planejada e com confiança. 

Além disso, é preciso entender que não é possível abrir um programa com startups e achar que as coisas internamente vão funcionar da mesma maneira que funcionavam sem as startups. 

As startups possuem metodologia de funcionamento diferente. Por conta disso, é preciso entender esse processo para compreender a forma de trabalho. 

Há três grandes frentes de atuação com startups que precisam ser consideradas:

  1. Problemas que a startup vai resolver
  2. Inovações que a startup pode oferecer
  3. Times como startups

O primeiro caso se refere a um problema já existente na empresa. Dessa maneira, a startup vai trabalhar de uma forma a resolver essa questão.

Por exemplo, se a empresa tem a necessidade de atender clientes de uma maneira mais dinâmica, uma opção é abrir um programa para selecionar startups que desenvolvem, em conjunto com a empresa, uma solução capaz de resolver esse problema.

No segundo caso, quando falamos sobre inovações que as startups podem oferecer, falamos sobre o que as startups já estão fazendo. Com isso, é possível incluir soluções no processo produtivo de uma empresa.

Alguns exemplos de empresas que elencaram problemas para startups resolverem são a CIP, o IEL e a Engie.

Por fim, no terceiro caso, podemos trabalhar times internos com o método de startups. Isso significa montar equipes multidisciplinares para resolver o problema, além de utilizar o modelo de negócio adequado. 

As equipes podem conter colaboradores de setores diferentes, formações diferentes e com idades diferentes. Já o modelo de negócio pode contar com o Business Model Canvas. Essa ação otimiza tempo, recursos e possibilita a inserção de soluções de forma mais rápida no mercado.

Mas startup e empresa não são a mesma coisa?

Essa é uma dúvida muito recorrente e a resposta é não. A diferença entre uma empresa tradicional e uma startup é o método de trabalho. 

Uma startup possui a característica de um negócio escalável. Ela se molda a partir de um método de teste e validação. Ou seja, a startup se define mais pelo método do que pelo negócio em si. 

Por causa do método e de sua estrutura enxuta, ela consegue ter a agilidade que uma empresa tradicional não tem. 

Por conta disso, também, que uma startup não pode ser concorrente de uma empresa, mesmo que ela ofereça a solução que você quer aplicar no seu negócio. 

A ideia é que a startup traga inovação para sua empresa. Inclusive, se uma startup fizer em conjunto com você algo que seja realmente inovador para o seu mercado, sua empresa pode se tornar sócia de uma startup. Na inovação aberta falamos muito mais em cooperação do que em competição. 

Existem muitas oportunidades nesse universo. Por isso esse assunto está cada vez mais comum.

Para quem quer inovar e crescer, essas opções têm que estar na mesa. 

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Comunidade Sebrae
Tatiana Fiuza
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Gestora, sócia da Vlinder Estratégias para Inovação. Atuante no ecossistema de inovação de Londrina e atuou também no de Florianópolis. Mestre em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia pelo PROFNIT-UEM. Mestre em Geografia pela UEL.

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