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Trabalho e a Síndrome de Burnout

Trabalho e a Síndrome de Burnout

É frequente ouvirmos as pessoas pontuarem que se sentem desgastadas em seu ambiente laboral, pois passam a maior parte de sua vida trabalhando devido a sua necessidade financeira. Sabe-se que quando o trabalho é desprovido de significação, de sentido, ele é reconhecido ou visto como uma fonte de ameaças à integridade física e/ou psíquica, o que traz sofrimento. E o que isso pode gerar no trabalhador? Diversas formas de estresse!

Pode-se dizer então, que a resposta ao estresse depende da interação entre as características subjetivas do sujeito com as demandas do meio, ou seja, a relação entre o interno e o externo. Mas, o que leva o trabalhador a ter níveis elevados de estresse, e alguns até mesmo, desencadearem a Síndrome de Burnout? O trabalho com um ritmo intenso, com início muito cedo e que pode se estender até à noite, a correria, poucas horas de sono, má alimentação, e pouco tempo para o lazer e diversão, são fatores que acarretam no desgaste.

A Síndrome de Burnout constitui-se de três dimensões conceitualmente distintas, mas empiricamente relacionadas: exaustão emocional, despersonalização e falta de realização profissional. Os autores referem ainda que, a exaustão emocional, pode ser entendida pela situação na qual os trabalhadores sentem que não podem se entregar mais. É uma situação de esgotamento da energia dos recursos emocionais próprios, uma experiência de estar emocionalmente desgastado devido ao contato diário com pessoas com as quais necessitam se relacionar em função de seu trabalho.

A despersonalização pode ser definida como, o desenvolvimento de sentimentos e atitudes negativas e de distanciamento para as pessoas destinatárias do trabalho. A falta de realização profissional faz com que os trabalhadores se sintam descontentes consigo mesmos e insatisfeitos com os resultados de seu trabalho.

Logo, todo esse processo pode levar esses profissionais a síndrome, que faz com que haja uma dor do profissional que acaba perdendo sua energia no trabalho, transformando-se no resultado do estresse crônico, típico do cotidiano do trabalho, principalmente quando neste ambiente existem muita pressão, diversos conflitos, poucas recompensas emocionais e pouco reconhecimento.

É necessário que haja a preservação da saúde do trabalhador e para isso é necessário que suas necessidades básicas sejam atendidas. Como NUNES, M. L., cita:

"Tanto no trabalho, quanto em função do que o mesmo pode oferecer a sua vida privada. Assim, o trabalho deve proporcionar uma alimentação saudável, moradia adequada, meios de transportes, saúde e educação eficientes, direitos básicos à condição humana. A saúde do trabalhador fica comprometida, quando este começa a exercer um papel de, multifuncionalidade dentro da empresa, gerando a fadiga e o desgaste profissional. Estes sintomas alienam o trabalhador do processo produtivo a ponto de gerar danos psicológicos."

 

  • Referência:

NUNES, M. L. As influências do ambiente de trabalho no surgimento da síndrome de burnout. 

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