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O que esperar após a crise do COVID-19?

O que esperar após a crise do COVID-19?

Ao longo da história o mundo passou por várias crises econômicas e crises pandêmicas. O objetivo dessa análise é mostrar que após a crise do COVID-19, o mundo que conhecemos não será mais o mesmo. Haverá grandes mudanças econômicas e também sociais. Como a melhor maneira de analisar o futuro é analisando o passado, vou exemplificar através da maior pandemia já registrada na história, a peste bubônica.

Peste bubônica (Século XIV) – também conhecida como Peste negra, matou cerca de 33% da população europeia. Mesmo sendo a mais grave pandemia registrada em toda a história, teve seu lado benéfico para os europeus. Quando a peste aconteceu, o sistema econômico em vigor era o Feudal, no qual as pessoas trabalhavam em troca de um lugar para viver e alimentos. Com a peste, esse sistema desmoronou e a economia do velho continente se modernizou, focando na comercialização e no dinheiro. Consequentemente, os empresários da época começaram a investir em tecnologias para reduzir seus custos de mão-de-obra, uma vez que precisavam começar a remunerar seus funcionários. Além disso, ainda há quem diz que a peste incentivou o imperialismo europeu, isso é, fez com que crescesse o colonialismo da Europa ao redor do mundo.

Momentos de crise são também momentos de mudanças para o futuro e oportunidades, como visto nos exemplos.

O crescimento da internet, que vem acontecendo a passos largos nos últimos anos, é o primeiro ponto a ser analisado. A forma de consumo tem mudado muito, aumentando o percentual das compras online, até mesmo gerando empresas que são 100% online. De modo geral, durante os meses de fevereiro e março, período em que o coronavírus chegou ao Brasil, as vendas online cresceram cerca de 40%. Alguns novo hábitos se criaram e se manterão para se proteger do vírus.

Por mais que haja grandes empresas vendendo online, isso não deve ser um fator de desanimo aos micro e pequenos empresários. Quando o assunto é as vendas pela internet, todos são iguais de certa forma. O que diferencia as empresas na internet são pontos como interação com cliente, fortalecimento da marca e a objetividade em vender seus produtos. 

Costuma-se dizer que uma empresa que não está na internet, não existe. Ou seja, possuir canais online tem uma importância tão grande quanto possuir um ponto físico. Então, para que uma empresa possa existir, ela deve estar presente na internet, através de site e redes sociais, por exemplo.

O que as micro e pequenas empresas podem fazer para se fortalecerem nesse momento é conquistar seu espaço na internet. Criar um relacionamento com seus clientes e fortalecer a marca, as vendas serão consequência disso.

Os marketplaces são plataformas que reúnem várias empresas, para vender seu produto em um único lugar. Isso pode ser comparado a um shopping, onde o cliente vai até lá pois sabe que encontrará várias lojas de um mesmo setor e que em alguma delas encontrará o produto que mais irá satisfaze-lo. O mesmo acontece nessas plataformas. Ou seja, é uma forma muito acessível e barata de anunciar seus produtos e encontrar clientes dispostos a realizar uma compra.

No período da quarentena do coronavírus, muitas empresas estão realizando trabalho remoto, onde cada funcionário fica na sua casa e a única ferramenta necessária é um computador e conexão com a internet. As reuniões estão sendo realizadas por plataformas online. Apesar da situação da crise pandêmica, o home office leva praticidade e conforto a vida dos funcionários, economizando tempo, ganhando eficiência no trabalho e gerando mais segurança à saúde dos funcionários.

No que se refere ao consumo, as pessoas irão repensar na forma de compra. Atualmente, há um crescimento no acesso a internet e, consequentemente, um crescimento na compra online. Pessoas que possuíam pouco ou nenhum contato com esse tipo de tecnologia, passaram a estar mais conectadas e estão aprendendo as praticidades das ferramentas. 

As empresas que quiserem manter, ou até mesmo aumentar, seu faturamento, deverão estar aptas para realizar vendas online. Com as mudanças sociais e maior conscientização sobre a saúde, é esperado que esses hábitos se mantenham e o consumo maior possa virar online.

Além disso, a aplicação do home office será maior. Até a crise, eram poucas as empresas que praticavam esse modelo de gestão. Esse modelo de trabalho gera pontos positivos para empresários e funcionários. Para as empresas, custos poderão ser reduzidos e até mesmo cortados, como custos fixos de energia elétrica.

Já para os colaboradores, nesse modelo poderão ter maior conforto trabalhando de sua casa, não terão desgaste com deslocamento, visto que muitos funcionários passam mais de 2 horas por dia em transporte coletivo. Em um cenário pós pandemia, quando tudo estiver resolvido, o funcionário também poderá ter mais liberdade para realizar seu trabalho de onde achar mais conveniente, como em uma cafeteria.

Em um formato de gestão voltado para trazer o máximo de benefícios e valorização ao funcionário, com os cortes de custos gerados pela empresa, ela poderá utilizar do dinheiro economizado para gerar mais agrados ao funcionário. É válido ressaltar que quanto melhor for o tratamento com o funcionário, melhor será o desempenho do mesmo no trabalho e, consequentemente, com um desempenho melhor, gerará maiores lucros para a empresa. Investimentos no capital humano também são de grande relevância para uma empresa, e será ainda maior em um cenário pós crise.

Uma dica válida aos empresários, é criar uma provisão para possíveis crises, uma vez que a algumas delas são inesperadas ou difíceis de detectar. Quando há faturamento, recomenda-se à empresa direcionar as provisões, que podem ser ditas como contas de emergências. Ou seja, a recomendação para o empresário é possuir uma conta na qual haja uma quantia de dinheiro destinado para momentos de crise, caso em algum momento diminua o faturamento ou haja maiores custos.

As prefeituras e o Governo estão prestando grandes apoios aos pequenos e microempresários e também às pessoas físicas. Algumas ações estão ajudando as pessoas, sejam físicas ou jurídicas, a manterem sua renda e atividade. Por exemplo, houve a prorrogação do pagamento do Simples Nacional,  suspensão de juros e multas de créditos tributários e a suspensão do pagamento das contas de água e luz.  

Portanto, as empresas devem se preparar para um futuro muito mais tecnológico. As empresas deverão começar a também trabalhar via internet o quanto antes, para que mantenha a competitividade frente aos concorrentes. Além disso, empresas e funcionários deverão estar mais flexíveis para as formas de trabalho, uma vez que, possivelmente, se iniciará um novo período no modelo de negócios global. Cabe aos empresários estarem atentos às oportunidades que serão criadas, e até mesmo criarem as oportunidades. Em um modelo mais tecnológico e mais rápido, as negociações poderão se expandir, tanto em quantidade como em distância, encontrando clientes de outras cidades e fornecedores de outros estados, por exemplo. 

Comunidade Sebrae
Murilo Barbosa
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Estudante de administração, poliglota, apaixonado por tecnologia. Sou da Unidade de Ambiente e Negócios.

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