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TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E LGPD!

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E LGPD!

Inovação não é assunto novo para as empresas, porém recentemente ele vem sendo abordado com mais frequência devido à crise gerada pelo novo coronavírus. “Isso porque a crise sanitária também alavancou uma série de problemas econômicos e políticos, o que acabou forçando as empresas a repensarem a forma de fazer negócio para sobreviver ao cenário. O distanciamento social tem causado uma verdadeira revolução na forma como nos relacionamos e como fazemos negócios. Processos que antes eram vistos com certo preconceito se tornaram essenciais para se manter ativo no mercado. Alguns exemplos mais comuns são as assinaturas de documentos eletrônica, reuniões por vídeo chamada, trabalho remoto, entre tantos outros recursos tecnológicos que estavam disponíveis todo esse tempo, mas não eram muito bem vistos.

O uso da tecnologia para inovação já estava na mira dos empresários mesmo antes da pandemia. Os dados levantados em 2019 pela International Data Corporation mostram que 85% das empresas já sentiam a necessidade de fazer investimentos em transformação digital em seus negócios nos próximos dois anos. O coronavírus apenas acelerou uma demanda que já estava em curva de crescimento. Ainda que motivada por circunstância negativas, podemos dizer que a adesão da Transformação Digital faz parte de uma profunda mudança no modus operante das empresas e um passo definitivo para a convergência da tecnologia em seus processos.”, nos explica, Marcelo Pedreira, sócio da ByCoders Tecnologia.

Mas afinal, o que a Transformação Digital? É um termo usado para se referir à inclusão de tecnologias como softwares, equipamentos e inteligência artificial, por exemplo, nos processos das empresas com o objetivo de criar fluxos mais eficientes. A estratégia pode ser usada em qualquer segmento de negócio e afeta profundamente todo o sistema de prestação de um serviço ou produto, mas ela vai além de automatizar processos. O alcance da transformação abrange a complexidade de repensar os processos, os modelos de negócio e a experiência do cliente. Vale salientar que existe uma grande diferença entre digitalização e transformação digital. No primeiro caso apenas deixamos o modo analógico de fazer as coisas e passamos a usar ferramentas digitais. Desta forma, os processos da empresa não mudam, apenas os instrumentos para chegar ao mesmo resultado são modificados. Já no segundo caso, além da aderência de novas ferramentas, toda a inteligência do negócio é modificada. Profissionais de Tecnologia da Informação são os responsáveis por desenvolver as soluções digitais, de maneira personalizada e aplicada à rotina da empresa.

A transformação digital já não é mais o futuro, ela está acontecendo e de forma muito rápida. Sistemas integrados, máquinas autônomas, comunicação em multicanais e experiência omnichanel são mais alguns dos exemplos desta nova era. Um determinado conjunto de estratégias e ações que caracteriza a aderência da Transformação Digital em um negócio, por isso, o investimento em Cultura Digital é tão importante nesse momento dentro de uma empresa. Entretanto, além de integrar novas tecnologias, é preciso fazer um bom gerenciamento, antes, durante e após sua implementação.

A Cultura para Transformação Digital consiste basicamente em treinar os colaboradores para lidar com os novos processos. Quando a estratégia é aplicada, geralmente, todo modelo de negócio é modificado. É preciso manter os funcionários integrados sobre essas mudanças e auxiliá-los durante todo o período de transição. Este treinamento só será eficiente caso esteja associado a uma cultura, ou seja, um conjunto de valores que destacam o uso da tecnologia como facilitadora e percursora de um modelo de negócio mais eficiente. É preciso mostrar às pessoas que a mudança será benéfica para todos, não somente para administração da empresa. Porém, essa transição precisa ser feita de forma organizada e segura, tomando cuidado com os meios legais. Em 18/09/2020 o Presidente Jair Bolsonaro sancionou a entrada em vigor da Lei 13.790/2018, conhecida como LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados. Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da pessoa natural.

Todas as organizações ou pessoas que tratam com dados pessoais de pessoa natural, precisam proteger estes dados. Ressalte-se que a Lei se aplica a todos que exerçam a coleta de dados pessoais (coleta, armazenamento, compartilhamento, etc), inclusive nos meios digitais. Faço um destaque especial que não é apenas para dados pessoais em meios digitais, mas “inclusive” em meios digitais. Um relatório impresso em cima da mesa pode conter dados pessoais. Isso leva à necessidade abordar alguns conceitos de Segurança da Informação. O grande avanço da tecnologia da informação e das comunicações nas últimas décadas permitiu que milhares de organizações em todo o mundo progredissem e progredissem em seus sistemas de produção e nos serviços que oferecem.

As informações são um ativo vital para a continuidade e o desenvolvimento de qualquer organização. Sua proteção adequada se tornou essencial para manter a confiança dos clientes, proteger a reputação de uma organização e proteger contra a responsabilidade legal. Segurança não deve ser apenas uma iniciativa temporária. Deve ser uma atividade contínua e o conjunto das iniciativas de proteção requer o apoio da organização para ter sucesso. Assim, a segurança deve ser inerente aos processos de informações e de negócio.

A segurança da informação não é apenas uma questão de organizações de Tecnologia da Informação e Comunicação, mas também de ambientes industriais e de serviços cada vez mais interconectados, eles não são mais sistemas corporativos isolados, e deve ser protegido. Sistemas de empresas de serviços estão sendo especialmente vulneráveis a ataques e ameaças como:

• Erros das pessoas

• Incidentes nos dispositivos dos funcionários

• Cyberataques

• Trabalhadores descontentes

• Acessos externos

• Cloud computing

• Vazamentos de dados

A Agência Nacional de proteção de Dados foi criada, e deve entrar em funcionamento em breve. Com isso, a regulação da legislação será feita, esclarecendo os pontos de alegada insegurança jurídica e direcionando as ações das empresas. Assim, as regulamentações específicas decorrentes da Lei Geral de Proteção de Dados ainda serão implementadas pela ANPD e serão analisadas e estabelecidas em relação às atividades empresariais.

A legislação determina uma particular atenção dos gestores, empresários, etc: no caso de uma infração (incidente, vazamento, compartilhamento indevido, etc) durante a transação, ambos, controlador e operador serão responsáveis de forma solidária.

• Controlador (pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais)

• Operador (pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador).

O professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Gianfranco Mucinelli ressalta: “Todos aqueles que manusearam esses dados serão responsabilizados. Lembre-se que será obrigação da organização detentora destes dados informar qualquer incidente às autoridades. É a autodenúncia. Recomenda-se celeridade na implantação de um comitê de compliance para a Lei Geral de Proteção de Dados, com composição e atuação multidisciplinar: tecnologia da informação, jurídico e gestão de processos – bem como a implantação da figura do Encarregado (DPO – Data Protection Officer), pessoa ou serviço, que fará a comunicação da empresa com o titular dos dados e com a ANPD.”

Portanto, ao aplicar a Transformação Digital toda a metodologia do negócio será revisada e, muito provavelmente, a maioria sofrerá alguma alteração. No percurso, surgirão novas ideias e maneiras de inovar o serviço virão à tona, será o momento de definir as novas estratégias e fluxos. Os principais resultados estão relacionados a melhor clareza dos processos e a possibilidade de criar tecnologias personalizadas a essas necessidades. Outra vantagem de grande importância é a melhora da margem de ganho, pois será possível encontrar diversas formas de reduzir os custos, um dos grandes objetivos de quem a procura. Ainda em evidência, a estratégia tem um profundo impacto na experiência do cliente com o produto ou serviço, pois o fluxo passa a acontecer de maneira mais rápida, eficiente e com melhor custo-benefício.

As tecnologias também são pensadas para o relacionamento com cliente, um bom exemplo pode ser a implementação de um serviço de CRM ou mesmo atendimento eletrônico no website, otimizando a comunicação com a equipe de atendimento, via chatbot, por exemplo. Essas ações irão agregar valor a cada interação do usuário com a empresa pois permitem o monitoramento dos hábitos de consumo do cliente, oferecendo uma experiência de compra mais personalizada. Por isso é de suma importância buscar empresas de referencia no mercado para auxiliar esse processo de forma segura, confiável e concisa. A Bycoders_ está de braços abertos para lhe ajudar!

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Marcos Alves Góes
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Consultor Credenciado Sebrae Paraná

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