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INOVAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL À CUSTO ZERO É POSSÍVEL? SIM, É!

INOVAÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL À CUSTO ZERO É POSSÍVEL? SIM, É!

Tenho duas notícias para você ao começar esse material: uma boa e uma ruim. A ruim é que não existe receita pronta, de prateleira. A boa, é que você pode fazer muitas coisas com investimento zero ou quase zero.

Vou elencar algumas delas por aqui.

Note que meu objetivo é inspirar e provocar e não dar respostas, ok?  Expectativas alinhadas, vamos para frente!

  • Leia muito. Acompanhe redes, portais  e blogs de seu interesse. Leia livros impressos ou digitais. Um clássico, que serve para quase todos os negócios é o “Organizações Exponenciais”, de Ismail, Malone e Van Geest.  Interessado no futuro dos empregos?  Conheça  o  “What  color is your parachute?”, de Bolles. Tem material de sobra nas livrarias e na Internet.
  • Frequente eventos da área.  Neste caso, os presenciais são bem melhores que os virtuais. Nada substitui o cafezinho e o olho-no-olho. Hoje, eles existem aos montes.  Vá na base de tentativa e erro antes de pensar muito se vale a pena ir ou não. O investimento em tempo e dinheiro é pequeno quando comparado aos retornos potenciais. Diversifique! Mais do mesmo não vale.
  • Converse com gente diferente. Que tal um café com um futurista? Isso é uma profissão, sabia? Bem diferente daqueles que aparecem em todos os dezembros falando sobre a próxima copa do mundo ou eleição presidencial.
  • Frequente eventos de fora da sua área de conforto, de sua experiência e de seu conhecimento. Eu particularmente já fui a eventos da área médica, do varejo e da financeira! Ótimos para sair da caixa.  Conhece o Epicentro, do Ricardo Jordão? Pesquise.
  • Assista palestras  nas aceleradoras de Startups. Toda grande cidade dispõe de algumas, em sua maioria, gratuitas. Em São Paulo, recomendo o Cubo, o Google Campus e a Oxigênio.  Inscrições pelos app´s  Sympla ou Evenbrite. Faça uma imersão de empreendedorismo em 4 horas e teste suas ideias.
  • Contrate um consultor ou tenha um mentor, de preferência de fora da sua área. Quanto menos ele entender do seu negócio, melhor será.  Amarras e preconceitos  só fazem atrapalhar a inovação. Se tiver uns 15 ou 20 anos menos que você, vai ser melhor ainda. Seja humilde. Ouça. Para começar o exercício, pode ser seu filho ou sobrinho.
  • Se contrarie. Quem disse que a gente precisa ter razão ou lógica sempre?
  • Vá ou coloque sua empresa ou parte dela, num espaço de Co-Work. Lá o conceito de serendipity aparece na prática. O ar empreendedor, o conceito de operação lean (enxuta) em tudo e as conexões fazem muito bem. Principalmente em pensar diferente. Visite por exemplo, o WeWork de sua cidade. Ou um bom similar.
  • Assista e leia sobre o pessoal da SU – Singularity University. Inspiração na veia.
  • Faça benchamarking com algum player que faça sentido para você. Empresas como Alphaville Urbanismo e AG-Andrade Gutierrez usaram modelos bem diferentes de atuação. Pesquise! Já viu o que a Tegra (antiga Brookfield) está fazendo? O caso do BIM da CCDI ?
  • Se tiver oportunidade, viaje para Israel, Suíça, Dinamarca, Alemanha ou para o Vale do Silício. Pode começar com Florianópolis também.  Ou São José dos Campos.
  • Participe de movimentos setoriais pilotados por Sinduscons e SECOVI. Tem muita cabeça boa precisando de pernas.
  • Assista a palestras do TED e Black Mirror, ambos no Netflix, não na finada Blockbuster ou locadora de bairro que você conhecia.  Aliás, o que você fez com seu videocassete e suas fitas na estante?
  • Faça parte de grupos presenciais e digitais achando suas turmas. As pessoas de lá serão seus sócios, co-founders , parceiros ou comprarão sua empresa. Ou no mínimo, a  questionarão.
  • Alinhe ações às suas expectativas. Muitas vezes o que você espera, é algum ganho incremental no que você faz. Em outras vezes, virar a mesa (“a la Semler…”) é o que você precisa. As dores, riscos, prazos e ganhos são bem diferentes na escala de inovação que você busca.
  • Be more digital! Seja mais digital. Isso quer dizer que você deve ser muito presente no mundo digital. Não adianta se esconder ou fugir disso. Você tem que “existir” na web. Além das redes mais tradicionais como Facebook, LinkedIn e Instagram, que tal Pinterest? Construliga? A cadeia da construção é muito pouco digital, segundo um grande trabalho da McKinsey. Isto se traduz num mundo de oportunidades a se explorar.
  • Sabe como fazer um BP – Business Plan e um PE – Planejamento estratégico?  Isso é bom . Melhor ainda, conhecer o que é MVP, Capital-semente, UX, Cientista de dados, Hackathon  e pivotar. Vai por mim.
  • Menos “ideação” e mais “fazeção”.  Preciso explicar?
  • Conheça iniciativas dos meios acadêmicos. Tem muita coisa andando em diversas universidades.
  • Sabe o que é Blockchain ? Realidade Aumentada? Inteligência artificial? Saas?  E o que essas coisas têm a ver com seu negócio? Ponto positivo! Ou não.
  • Monte uma Startup. Esse parágrafo merece bem mais que 3 linhas e sustenta livros. Em algumas semanas de prática e leitura, você estará apto a dar os próximos passos.

 

Então, para te provocar ainda um pouco mais, transcrevo duas frases de Mark Ruiz, Co-fundador do MicroVentures Hapinoy Programme das Filipinas :

 

“If not WE, who? ”          (Se não nós, quem ?)
“If not NOW, when?”    (Se não agora, quando?)

 

 

Alexandre Pandolfo

Engenheiro Civil formado pela Escola Politécnica da USP em 1993, com especialização em negócios pela ESPM e pela Fundação Dom Cabral, com passagens em áreas comerciais, de Marketing e Inovação ao longo dos últimos 25 anos, de empresas, como Ulma, Mills-Solaris, Tecnogera, LafargeHolcim e HTB - Hochtief do Brasil.Ex-CEO da ConstruLiga.

Head de Operações da ABRASFE, Sócio-Diretor da TEXTA CONSULTANCY & BUSINESS DEVELOPMENT,  Blogueiro, Palestrante, Mentor / Investidor de Startups e Business Advisor da POTATO VALLEY VENTURES.

 

 

 

CONSTRUTECH - Tecnologias da construção civil e inovações para o mercado imobiliário.

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