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Controlando os Recursos Disponíveis da Empresa

Controlando os Recursos Disponíveis da Empresa

O seu modelo de negócio pode acompanhar as megatendências, ser inovador, disruptivo e tecnológico, porém, se você não souber controlar os recursos que entram e saem da empresa poderá deparar-se com grandes dificuldades.

Apesar de todas as estratégias de gestão serem extremamente importantes, o pilar Recurso Financeiro deve ser acompanhado sempre com um sinalzinho de alerta pois, um gerenciamento ineficaz poderá fazer com que sua empresa feche as portas.

A Árvore do Dinheiro – Colhendo os frutos

Imagine que você é proprietário de uma árvore que dá muitos frutos. Para isso você a plantou, cultivou regando-a e fertilizando-a, cuidou para que os predadores não a atacassem, para que depois de algum tempo pudesse enfim colher seus frutos.

Se fizermos uma comparação com os negócios, vemos que a analogia é a mesma. É preciso investimento de recursos, seja dinheiro ou tempo de trabalho, para que no futuro venham os frutos.

Sabemos que no começo, quando a árvore que plantamos começa a dar frutos, eles ainda estão verdes, ou seja, ainda não está no estágio desejado e não podem ser consumidos até o amadurecimento. Isso é um processo natural de desenvolvimento. Fato semelhante também acontece nos negócios. Inúmeras vezes realizamos a venda de produtos e só veremos a cor do dinheiro algum tempo depois, pelo prazo que é oferecido aos clientes ou mesmo pela necessidade de pagar parte do investimento inicial.

Além disso, alguns frutos podem ser perdidos por diversas externalidades, isso ocorre também nas empresas. Muitas vezes vendemos um produto e acabamos não recebendo dos clientes, tornando a concessão de crédito um componente fundamental no negócio devido os compromissos financeiros que assumimos.

Nessa analogia, para a gestão da empresa, podemos considerar os frutos maduros e prontos para o consumo como sendo os Recursos Financeiros Disponíveis. O controle financeiro, além de refletir em questões de responsabilidade legal, fundamentam decisões que propiciarão o desenvolvimento e a evolução do nosso negócio.

Mas afinal, o que é o Recurso Financeiro?

É o conjunto de todas as entradas no caixa da empresa. Geralmente são provenientes das vendas ou serviços prestados aos nossos clientes, também podem ser resultantes da venda de máquinas e veículos da empresa ou empréstimos realizados. Os recursos podem ser de vários tipos: dinheiro, cheque à vista, cheque pré-datado, cartão de crédito ou débito, duplicatas e vendas a prazo em crediário próprio.

Temos duas classificações de Recursos Financeiros:

Disponibilidade imediata: é o conjunto de recebimento da empresa que estão disponíveis para serem utilizadas na continuidade das operações. Os mais conhecidos são o dinheiro e o cheque à vista.

Disponibilidade futura: é o conjunto de recebimento da empresa que estarão disponíveis para utilização futura. Os mais conhecidos são o cheque pré-datado, cartão de crédito e débito, duplicatas e as vendas a prazo em crediário próprio.

E qual é a diferença?

A disponibilidade imediata afeta diretamente o caixa, já a disponibilidade futura altera efetivamente o caixa quando ele se realizar.

O exemplo mais fácil para entendermos essa diferença se dá quando comparamos o cheque à vista (Recurso Financeiro com Disponibilidade Imediata) com o cheque pré-datado (Recurso Financeiro com Disponibilidade Futura). Enquanto o cheque à vista afeta o caixa no dia em que é recebido, o cheque pré-datado só afetará o caixa da empresa no dia em que for efetivamente descontado, ou seja, quando o valor que ele representa se torna disponível.

Para uma boa gestão financeira, o ideal é iniciar pelo controle dos Recursos Financeiros com Disponibilidade Imediata. É com este controle que poderemos tomar decisões sobre como e onde gastar, reduzindo nosso horizonte de gestão para o curto prazo, uma vez que esse controle é diário.

Dica final: um fator de extrema importância é saber separar claramente os recursos financeiros da empresa e do proprietário. O proprietário deve definir uma retirada de dinheiro mensal e ajustar as suas despesas pessoais a essa retirada. Pagar as contas pessoais com recursos da empresa ou utilizar os recursos financeiros pessoais para pagar despesas da empresa resulta em confusão e prejudica a Gestão Financeira. Os recursos financeiros da empresa não devem ser confundidos e, muito menos, misturados com os recursos financeiros e patrimoniais dos empresários.

Tem alguma dúvida? Escreva nos comentários.

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