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A casa se tornou lugar de aprender

A casa se tornou lugar de aprender

 

Não aguentando mais a quantidade de interações com o computador, tablet ou Smartphone, minha filha de 5 anos estava perdendo o interesse em aprender. O que era para ser uma coisa boa, diferente e autônoma, se tornou mais uma coisa para se fazer no dia.

Ela sente saudades da sala de aula, dos professores e claro, dos amigos. A interação social nunca foi tão valorizada como agora. E para tirar essa fadiga digital, ela mesma deu a ideia de fazer um alfabeto diferente, alfabeto de “recheio do papel higiênico” como ela chama.

Foi quando ela passou a colecionar o tubinho de papelão do papel higiênico para criarmos um alfabeto e que ao mesmo tempo ela pudesse brincar de fantoche.

Usamos cola, palitos, canetinhas, tintas... tudo que uma criança adora, passando horas e horas brincando com as letras e as palavras que elas formam, de uma maneira lúdica e divertida.

A quarentena tem me trazido muitas surpresas, boas e ruins, mas cabe a mim aproveitar o que é bom, passar isso aos meus filhos e tornar esse período inesquecível na vidinha deles. Eles já têm se privado de tantas coisas, amigos, brincar na rua, primos, tios... A casa é o novo lugar de se aprender e pode ter certeza que é tão difícil ou mais, para eles do que para nós. A casa é o lugar de receber amor, carinho, acolhimento e da noite pro dia, se tornou também o lugar de cobrança e obrigações escolares. A criança não reconhece os pais como professores, então vamos tornar nossas vidas mais fáceis, aproveitar essa aproximação maravilhosa que o COVID-19 está nos proporcionando.

E você?

Tem alguma dica ou exemplo do que esteja fazendo para tornar a vida dos seus filhos ou alunos mais suaves nesse momento?

Até mais

Desafios da Educação

Comunidade Sebrae
Juliana Bacilla
Juliana Bacilla Seguir

Consultora de Negócios em Educação Empreendedora no Sebrae/PR.

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