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A Nossa Geração é Intraempreendedora? Todos Podem Ser!

A Nossa Geração é Intraempreendedora? Todos Podem Ser!

Você já se deparou com pessoas e barreiras quase intransponíveis ao propor alguma nova ideia ou quando liderava algum novo projeto dentro de sala de aula ou na sua escola? Acredito que sua resposta será, sim! E, independentemente do seu nível escolar, hierarquia ou área de atuação, você estava propondo uma iniciativa de intraempreendedorismo.

ENTÃO, O QUE É INTRAEMPREENDEDORISMO?

Podemos dizer que é uma modalidade de empreendedorismo, praticada dentro de uma organização onde encontra-se ambiente que estimula iniciativas de algo novo, diferente do que é feito, inovador, desenvolvendo novos projetos que podem ter diversos tamanhos e impactos. Não existe um cargo ou uma área para essa prática, afinal ela se manifesta através de uma mentalidade que combina um grupo de habilidades e comportamentos tais como: criatividade, otimismo, visão, flexibilidade, resiliência, inquietação e liderança.” Fonte: Alexandre Waclawovsky – Wacla.

O empreendedor é alguém que investe seus recursos e esforços para uma nova ideia, projeto, negócio ou estudo. Já o intraempreendedor vive um processo semelhante dentro do local onde ele atua (empresa ou escola), onde ele instiga seu staff (aluno, professor ou gestor) para novas ideias ou projetos. Porém, ambos querem liberdade, põem a mão na massa, são autoconfiantes e corajosos, gostam de riscos moderados.

E COMO POSSO SER UM INTRAEMPREENDEDOR NA ESCOLA?

Ser um intraempreendedor, pode ser mais simples do que parece. Qualquer pessoa pode se desenvolver e crescer no papel de intraempreendedor na organização onde faz parte, à partir do seu interesse em contribuir para novas ideias, novos projetos, novas soluções que possam ajudar a instituição à inovar, ser e fazer melhor a cada dia o seu papel. Você pode ser um intraempreendedor quando contribui com um novo olhar, forma de pensar e fazer qualquer coisa gerando algo novo para melhor e que beneficie toda a instituição e os seus públicos envolvidos. Então, posso concluir que a escola é um ambiente muito propício ao intraempreendedorismo? Estou certa disso, pois gestores, professores, estudantes e famílias; trabalham em prol de um objetivo em comum, onde podem existir muitas maneiras de fazer cada vez melhor a construção do processo de educação dos nossos estudantes.

No livro Feitas Para Crescer, os autores Chris Kuenne e John Danner apresentam uma maneira de como o intraempreendedorismo pode promover a inovação e o desenvolvimento das organizações empresariais e educacionais. É um guia prático sobre a melhor maneira de trabalhar uns com os outros. Após desenvolverem uma metodologia de pesquisa por muitos anos em empresas e podem ser adaptados à realidade escolar, desvendaram que tipo de pessoa que tende a criar e empreender com mais sucesso, e o resultado é que “existem quatro personalidades construtoras:

O condutor – Implacável, focado em vender e extremamente confiante.

O explorador – Curioso, centrado em sistemas e impassível.

O expedicionário – Intrépido, inspirado pela missão e compassivo.

O Capitão – Pragmático, empoderador da equipe e direto.” 

Em qual perfil você se classifica? Segundo os autores, cada pessoa, pode se enquadrar em vários perfis dependendo da tomada de decisão ou as vezes, dependendo do ambiente, pode se comportar mais com aquela personalidade que lhe é predominante. Mas, vale a pena estudar com mais profundidade para entender e aplicar essas técnicas. Entender a dinâmica entre esses comportamentos e como motivar cada um deles será essencial para calibrar uma estratégia de intraempreendedorismo. E por mais que não gostemos, de um ou outro comportamento, enquanto estamos liderando alguma iniciativa, a existência e o bom equilíbrio deles será importante para o resultado de cada uma delas.

E COMO O ESTUDANTE PODE SER UM INTRAEMPREENDEDOR?

No processo educativo os conhecimentos e habilidades são apresentados para as crianças, jovens e adultos sempre com o objetivo de desenvolver o raciocínio, ensinar a pensar sobre diferentes problemas, auxiliar no crescimento intelectual e na formação de cidadãos capazes de gerar transformações positivas na sociedade.  Por isso, percebe-se uma lacuna de oportunidade de trabalho a ser preenchida pela educação neste momento, que é fortalecer a prática da educação intraempreendedora ao estudante, ao professor e ao gestor educacional, pois é onde podemos ampliar a consciência e contribuir ainda mais com soluções na preparação deste indivíduo transformador para a sociedade.

Neste contexto, cresce ainda mais a importância do trabalho conjunto do pedagogo, do coordenador e do gestor de cada escola, no sentido de estimular a autonomia do estudante para que ele se observe com potencial de auto crescimento, pois é o docente ou a instituição de ensino que propiciam ao aluno, se ver como intraempreendedor. A escola observa como o aluno aprende e dá oportunidade para que ele mostre das mais diversas formas como adquiriu seus conhecimentos. Ele passa a ser protagonista de suas ações e o protagonismo e intraempreendedorismo, andam de mãos dadas.

Este é o propósito da educação, porém, devemos incluir no conteúdo e na prática do aprender, certa doze de intraempreendedorismo para estimular no estudante: sua criatividade, seu senso de responsabilidade social com otimismo, sua visão de criar novas soluções para as demandas sociais, sua flexibilidade de pensar para compreender as diferenças e achar soluções pertinentes ao momento e o ambiente, resiliência para se superar permanentemente, inquietação como estimulante a pesquisa e busca de novas soluções e melhores resultados (mais sede de aprender), assim como, a liderança para assimilar ainda mais o papel de cada um no seu contexto familiar, escolar e de mundo, pois todos nós um dia vamos ser líder de alguém.

E O PROFESSOR INTRAEMPREENDEDOR?

Sendo um intermediador entre a gestão da escola, família e estudantes; para o professor atuar ainda mais no papel de intraempreendedor, é importante primeiramente aguçar o senso de diagnóstico desta intermediação – detectar os desafios e oportunidades, saber analisar os pontos fortes e fracos de cada estudante e trabalhar nos pontos de evolução que cada um demonstra e se permite desempenhar. Nesses 3 públicos (estudante, família e gestores escolares), muitas ações podem ocorrer, como: estudar os perfis comportamentais dos estudantes e em alguma etapa, envolver a família, onde conhecendo mais, poderá criar situações que permitam o aluno se desenvolver e criar mais. Com a gestão da escola, obter um alinhamento permanentemente entre o propósito da escola como um todo e as oportunidades que surgem em sala de aula, fazendo a análise de pontos fortes e deficiências de cada grupo, sala, estudante. Tudo isso, é intraempreendedorismo na veia e está nas mãos do professor.

E O GESTOR INTRAEMPREENDEDOR?

A cultura organizacional de uma escola é construída pelas pessoas, sendo orientada a valores e alinhada conforme os processos e práticas. Costumo dizer que é o jeito daquela instituição de funcionar. E muitas vezes, isso é que a diferencia das outras. Desenvolver uma cultura organizacional mais consciente e capaz de transformar positivamente a performance da equipe, porém num ambiente onde as pessoas se comprometem harmoniosamente pelo propósito da escola e das famílias envolvidas, pelo serviço e relacionamentos baseados em confiança, pela transparência e com ganhos a todos os envolvidos.

Tudo isso, podemos dizer que é o sonho de uma cultura organizacional para a escola. Podemos alcançar esse sonho – objetivo, fomentando o intraempreendedorismo em todos os processos e com todos os públicos internos para fazer esse trabalho conjunto de tornar a cultura organizacional mais apropriada possível e claro, um ambiente prazeroso e propício ao intraempreendedorismo.

E A FAMÍLIA INTRAEMPREENDEDORA?

Estamos sendo uma família intraempreendedora se, como pais: estimulamos nossos filhos à buscar objetivos próprios e empoderá-los à trabalharem nas soluções para pequenos desafios domésticos ou estudantis, criarmos ambiente que favoreça-os à enfrentarem as dificuldades relacionadas ao convívio no seu grupo de amigos e estimularmos a criatividade em todos os momentos de suas vidas, sempre buscando a melhor solução. Desafiá-los em determinadas circunstâncias, pode ser uma boa receita para que eles se superem. Esta superação em qualquer situação, funciona como gatilho para uma visão de intraempreender em casa ou na escola e achar outra maneira de fazer algo, um estudo ou um projeto. E que momento oportuno vivemos para que isso aconteça em nossas famílias.      

Trazer o intraempreendedorismo para a gestão, para a sala de aula e para a família dos estudantes, é com certeza uma boa estratégia para vencermos muitos dos desafios do momento e um bom caminho para descobrirmos as melhores soluções para o futuro da escola, da educação e principalmente da educação de nossos estudantes.

Contem com o apoio da Educação Empreendedora do Sebrae, que pode contribuir neste processo de transformação. Comente suas percepções sobre esses temas.

Fale com o Sebrae pelo e-mail da Juliana - jsouza@pr.sebrae.com.br.

 

Irene Hoffelder Vioti - Consultora, palestrante e escritora nas áreas: Estratégia empresarial, sustentabilidade, inovação

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Irene Hoffelder Vioti
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Mestranda em Administração Estratégica de Negócios pela UNAM - Universidad Nacional de Misiones - Argentina. Consultora, palestrante, instrutora e escritora nas áreas: Estratégia empresarial, sustentabilidade, inovação e storytelling empresarial.

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