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Educação Empreendedora – você é um professor empreendedor? (Parte 1)

Educação Empreendedora – você é um professor empreendedor? (Parte 1)

Empreendedores são pessoas questionadoras, para as quais a realidade está em “fazem acontecer” modificando e aprimorando todos os dias em qualquer lugar e em qualquer situação, promovem um grande desenvolvimento. Fazendo mais e melhor, alimenta o sonho e as ideias inovadoras, e que quanto maior o sonho, maior a disposição para enfrentar obstáculos.

O empreendedorismo está latente ou manifestado de diferentes formas, há pessoas com um forte espírito empreendedor que o exercem em diferentes lugares e situações: em casa, quando decidem fazer uma reforma que otimizar o espaço; na empresa em que trabalham, quando um projeto precisa ser levado adiante; na vida, quando chega o momento de mudar.

Há pessoas que aplicam todo esse potencial em um novo negócio, há ainda pessoas que fazem desse negócio algo muito maior, são os empreendedores de alto impacto, que transformam sonhos grandes em iniciativas maiores ainda, revolucionam seus mercados. O Empreendedorismo cultural: empreender iniciativas de valorização e fomento de projetos culturais nas mais diversas áreas; empreendedorismo coletivo: empreender participando de associações ou cooperativas, por exemplo; empreendedorismo individual: iniciar atividade empreendedora de forma individual; Intraempreendedor: atuar como colaborador em empresas e praticando comportamentos empreendedores e até mesmo profissionais liberais que empreendem em suas carreiras.

O empreendedorismo na educação, portanto não é só consequência nas ações do aluno, mas também é reflexo do docente que incorporou esse paradigma e se tornou um empreendedor, pois empreendedorismo pode ser adquirido, deve ser praticado e deve ser reforçado nos indivíduos de forma a melhorar suas oportunidades na vida.

Segundo Marilda Corbellini, em palestra na SINEPE/PR, “empreender é buscar aprender todo dia, é buscar conhecer, ser mais, é conviver com qualidade e fazer de uma forma produtiva e eficaz. Os pressupostos metodológicos da pedagogia empreendedora incluem a discussão da pedagogia da presença, da resiliência, do protagonismo juvenil e da andragogia, apoiados na construção de competências indicadas nos Quatro Pilares da Educação da UNESCO”. Empreender é a “disposição ou capacidade de idealizar, coordenar e realizar projetos, serviços, negócios”, é tornar um sonho ou ideia em uma ação que permite descobrir, identificar e desenvolver oportunidades em negócios e também na vida.

Segundo Wellington Nogueira, fundador da ONG Doutores da Alegria empreender é “sair na chuva para se molhar. E se encantar com isso”.

A partir dessas conceituações podemos ponderar a ação docente como tendo o papel de mediador da aprendizagem, usando estratégias pedagógicas, como por exemplo, jogos e o instrumento do Ciclo da Aprendizagem Vivencial (CAV) e o elevando a condição de empreendedor, antes mesmo de apresentar essa proposta a seus alunos.

O educador, dentro da proposta de desenvolvimento do protagonismo, deve ceder seu espaço “cênico” ao educando, passando a ter uma função de “bastidor” ou de suporte. Isso, de forma alguma significa abandonar a função educativa, mas ao contrário, significa colocar os jovens em posição de destaque no que diz respeito aos processos decisórios, adotando uma postura de apoio e colaboração. Isso requer uma presença constante junto aos jovens, numa posição diferente à posição do educador tradicional, estabelecendo uma relação “horizontal” junto aos jovens sem, contudo, perder o seu papel de educador.

Uma relação mais “horizontal” entre educador e educando pressupõe estar de acordo com o contexto atual, em que não são mais toleradas as formas hierárquicas dentro e fora das instituições. Vivemos, ao contrário, um momento de abertura à diversidade e ao diálogo, em que o respeito às diferenças e a busca do bem comum são agora valorizados e estimulados.

O papel do educador, desta forma, se constitui numa função chave do desenvolvimento do protagonismo juvenil, à medida que tem a intenção clara de desenvolver a autonomia dos jovens. Nesse sentido, todas as suas ações e estratégias devem estar direcionadas para uma resposta autônoma e criativa por parte dos jovens, evitando aquelas ações e estratégias que promovam a dependência ou a acomodação.

Essa metodologia pressupõe instrumentos disponíveis para as crianças e jovens participarem de aprendizagens nos temas do auto aprender, fazendo perguntas, resolvendo problemas, realizando projetos, aprendendo também a autonomia, a interdependência e cooperação, a tolerância e o processo de mudança.

Hoje o papel do docente vai além da mediação do processo de conhecimento do discente e do interior da instituição de ensino. O professor ensina e participa do processo de aprendizagem do aluno, suas atividades estão cada vez mais complexas.

É ao professor que cabe o trabalho de interpretar, criticar e contextualizar os conteúdos disponibilizados pelo currículo da melhor forma para obter os benefícios para a formação intelectual dos alunos. Portanto, o docente está sempre refletindo, atento, em constante aperfeiçoamento em relação aos alunos e em relação às questões de sua ação.

Embora os professores recorram a processos para ensinar, planejar um determinado conteúdo, avaliar uma determinada aprendizagem ou gerir uma determinada situação, o processo nunca está pronto e acabado, pois o aprendizado é uma ação constante, nunca termina, recomeça sempre em processo espiral crescente, sempre melhorando seus processos.

O ser humano aprende durante toda a vida, desde que motivado frente a uma situação-problema, resolve-a atingindo sua meta e modifica-se. Esta transformação permite transferir o aprendido para novas situações. Desde que nascemos, aprendemos a cada dia. Aprendemos para sobreviver. Usamos o pensamento em complexas operações mentais e conseguimos organizar esquemas que podem ser acessados quando necessitamos resolver problemas, assim à frase: “Ouço e Recordo. Leio e memorizo. Faço e aprendo” (Confúcio IV A.C) nos remete a situação que vivenciamos diariamente em nossa pratica educacional. (Continua no Artigo 2)

Educador, observou como você é um educador empreendedor! Percebeu que há necessidade de inovar sempre? Convido você a continuar a leitura no Artigo 2 que se baseia no Cone da Aprendizagem, a proposta é reforçar a importância da prática na educação. Ótima leitura!!

 Experimente e nos conte como foi o resultado atingido!    

Desafios da Educação

Comunidade Sebrae
Sheila Cristina Mocellin
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Graduada em Pedagogia e Mestre em Educação pela PUCPR. Possui experiência na área de gestão e administração de IE, docência presencial e em EaD, Gerenciamento Design Instrucional de material impresso para EaD para o diversos níveis de ensino.

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