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Educação Empreendedora – você é um professor empreendedor? (Parte 2)

Educação Empreendedora – você é um professor empreendedor? (Parte 2)

Na primeira parte desse artigo foi ressalto o perfil do empreendedor e do educador empreendedor, que o ser humano aprende durante toda a vida, desde que motivado frente a uma situação-problema, usando o pensamento em complexas operações mentais e consequentemente a organizar esquemas que podem ser acessados quando necessitamos resolver problemas, e apresentada a frase: “Ouço e Recordo. Leio e memorizo. Faço e aprendo” (Confúcio IV A.C) que remete a situação que vivenciamos diariamente em nossa pratica educacional.

Essas ideias podem ser interligadas e representas com o “Cone do Aprendizado” do professor Edgar Dale, vale analisar a seguir a proposta:

 

 

Figura 1: Cone do Aprendizado

Fonte: https://lh4.googleusercontent.com/-2efqlR50Qmc/ULoafu8HARI/AAAAAAAAFDM/9KOPeMKEIwM/s512/cone.jpg

 

A aprendizagem Passiva apontada no quadro é a do “ouço e recordo”. O foco da aprendizagem voltava-se para os conhecimentos dos mestres, instrutores, professores, e os alunos tinham pouco espaço para contribuir com suas experiências.

Leio e Memorizo cabem nos estudos dirigidos, análises de textos, instruções programadas e avaliações baseadas em memorização, ainda são usadas com muito sucesso nos meios educacionais e de treinamento empresarial. O resultado é bem menos eficaz do que em situações em que o aprendiz se envolve completamente no processo de aprendizagem.

A aprendizagem Ativa do “faço e aprendo”, ou seja, aprender fazendo tem sido a forma mais efetiva de ensino, apesar de pouco difundida em escolas e empresas, devido ao contexto cultural e organizacional estabelecidos. Quando as pessoas têm a chance de vivenciar situações-problema e resolvê-las com os recursos que tem, verificando os resultados de suas decisões, a reformulação de procedimentos é facilitada.

A aprendizagem ativa se expressa por meio do protagonismo, que é um termo muito utilizado no teatro, para definir o personagem principal, aquele que puxa para si as responsabilidades e ações de sua vida, tornando-se responsável por elas e direcionando sua vida.

Quando aprendemos fazendo, a internalização do aprendido é duradouro, ao contrário das duas formas citadas anteriormente. Para o protagonismo, ou seja, a ação do fazer e o aprender há necessidade de um sujeito empreendedor, segundo Costa, se dá com a: “(...) participação do adolescente em atividade que extrapolam os âmbitos de seus interesses individuais e familiares e que podem ter como espaço a escola, os diversos âmbitos da vida comunitária; igrejas, clubes (...)” (1996)

Dessa forma, segundo o educador, o protagonismo juvenil contribui para a formação de pessoas mais autônomas e comprometidas socialmente, com valores de solidariedade e respeito mais incorporados, o que contribui para uma proposta de transformação social.

Entretanto, para que ele se desenvolva é necessário ampliar um novo tipo de relacionamento entre estudantes e educadores, em que o segundo deixa de ser um transmissor de conhecimentos para ser um colaborador e um parceiro do jovem na descoberta de novos conhecimentos, há necessidade de mudança na visão do educador, o educando passa a ser visto como fonte de iniciativa, fonte de liberdade e de compromisso. Isso quer dizer que os jovens devem ser estimulados a tomarem iniciativa dos projetos a serem desenvolvidos, ao mesmo tempo em que devem vivenciar possibilidades de escolha e de responsabilidades.

Para que se desenvolva o protagonismo juvenil é necessário desenvolver um novo tipo de relacionamento entre esses dois personagens – estudante e professores - em que este último deixe de ser um transmissor de conhecimentos para ser um colaborador e um parceiro do jovem na descoberta de novos conhecimentos.

Isso pressupõe uma concepção muito positiva por parte do educador, em que os jovens possam ser enxergados como detentores de potencial de ação e transformação sociais muito fortes, passando a ser agentes do processo educacional e não meros receptores de conhecimentos e de propostas pré-definidas.

E aí educador empreendedor! Quanto do Cone da Aprendizagem você tem utilizado em sua metodologia diária? Experimente e nos conte como foi o resultado atingido!    

Desafios da Educação

Comunidade Sebrae
Sheila Cristina Mocellin
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Graduada em Pedagogia e Mestre em Educação pela PUCPR. Possui experiência na área de gestão e administração de IE, docência presencial e em EaD, Gerenciamento Design Instrucional de material impresso para EaD para o diversos níveis de ensino.

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