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Empreendedorismo, sonhos planejados aplicados à prática educacional

Empreendedorismo, sonhos planejados aplicados à prática educacional

Todos os homens sonham, mas não da mesma maneira (...). Perigosos são os homens que sonham de dia, porque são capazes de viver seus sonhos de olhos abertos, dispostos a torna-los realidade. T.E.LAWRENCE (LAWRENCE DA ARÁBIA)

 

Esse encontro busca falar um pouco sobre a educação empreendedora que acontece por meio das ações docentes nas instituições de ensino, o papel desse docente nesse processo empreendedor e de seus pares - os estudantes, e a importância do planejamento e da avaliação nesse processo de ensino e aprendizagem empreendedora.

A essência do empreendedorismo está na mudança, uma das poucas certezas da vida. O empreendedor vê o mundo com novos olhos, com novas opiniões, com novas atitudes e finalidades. O empreendedor é um inovador. A postura perante a vida do empreendedor é construtiva, é um entusiasta, um renovador, os problemas são situações impulsionadoras para solucionar esses problemas.

Quase um ser perfeito! Mas calma, caro leitor, se você não se vê como esse super-herói, saiba que essa é uma qualidade que pode ser adquirida, exercitada e incorporada às suas ações diárias enquanto docente, nem todos nascem Bil Gates ou Silvio Santos.

Para tanto vamos começar falando de empreendedorismo e tentar entender quem é esse ator e como se dá esse processo. Na verdade... ninguém nasce empreendedor. As inferências que sofremos ao longo da vida por meio do contato com família, escola, amigos, trabalho, sociedade vão favorecendo o desenvolvimento de alguns talentos e características. Isso acontece ao longo da vida, muitas vezes ao acaso, pelas diversas circunstâncias enfrentadas. Franco (2001) diz:

 

(...) o ser humano é constitutivamente social. Não existe o humano fora do social. O genético não determina o humano, somente funda o humanizável. Para ser humano é preciso crescer humano entre humanos. Ainda que pareça óbvio, esquece-se disso ao se esquecer que se é humano somente da maneira de ser humano das sociedades a que se pertence. Se pertencermos a sociedades que validam, com conduta quotidiana de seus membros, o respeito aos mais velhos, a honestidade consigo mesmo, a serenidade na ação e a veracidade no falar, esse será nosso modo de ser humanos e de nossos filhos. Pelo contrário, se pertencermos a uma sociedade cujos membros validam, com sua conduta quotidiana, a hipocrisia, o abuso, a mentira e o autoengano, esse será nosso modo de ser humano e de nossos filhos.

 

 

A sociedade é fonte geradora da educação empreendedora porque busca estimular nos estudantes comportamentos próprios de quem não espera, mas sim, faz acontecer, atitudes daqueles que são capazes de buscar oportunidades ao seu redor, sem esperar que estas venham até ele, mediante incentivo ao protagonismo infanto-juvenil.

O desenvolvimento dessa cultura empreendedora aparece na Educação Básica nas instituições de ensino, tendo como objetivo desenvolver a autoestima, a segurança, o planejamento de ações, o estabelecimento de metas, o trabalho em equipe, a aplicabilidade do que aprende como importante estratégia nas ações diárias, além de compreensão de que a educação empreendedora deve ser para toda a vida.

Desta maneira, tem-se como objetivo que esse estudante experimente o empreendedorismo na instituição escolar, desenvolva suas habilidades, comportamentos e atitudes, e utilize-as para a sua vida (pessoal e profissional) atual e futura. E, se, no futuro ele optar em tornar-se empreendedor de negócios, ele terá uma rica bagagem de conhecimentos e vivências adquiridos nas experiências vivenciadas nas práticas escolares, aumentando assim suas chances de sucesso.  

Vale lembrar que o cenário mundial apresenta atualmente uma grave crise e conflitos sociais, reflexo claro apresenta-se na sociedade, que se vê prejudicada nos processos de edificar e manter a ética e a cooperação, limitando e até mesmo ceifando as oportunidades de vida e o direito de sonhar de centenas de crianças e jovens.

É com a preocupação e a necessidade da superação de limites e de obstáculos colocados como imposições existentes, inclusive no mundo do trabalho, e que enfraquecem desde a infância, a esperança sonhar que precede a ação de empreender. Dolabela (2003) diz:

 

Se o sonho é determinado pela cultura e se nosso objetivo é tornar o processo educacional para eleger e radicalizar valores éticos que não estiverem e ainda não estão presentes na nossa sociedade – valores baseados no amor e na cooperação, pelos quais as ações dos indivíduos devem sempre visar à comunidade, melhorando a qualidade de vida, aumentando a liberdade, gerando a distribuindo renda, riquezas, conhecimento e poder -, é consistente dizer que estamos diante de uma proposta de mudança cultural. O que, com efeito, é a essência da Pedagogia Empreendedora.

 

 

É nesse contexto que o empreendedorismo aparece na conjunção escolar por meio de ações cada vez mais frequentes em escolas públicas e privadas, inserido no ensino formal, especificamente na educação básica, a educação empreendedora por meio de curso que fomentam a cultura empreendedora, no qual o professor desenvolve um novo paradigma, o que estimula a autonomia do aluno.

 

Ficou alguma dúvida? Quer saber mais sobre o assunto? Escreve nos comentários.     

Fale com o Sebrae pelo e-mail da Juliana - jsouza@pr.sebrae.com.br.

Desafios da Educação

Comunidade Sebrae
Sheila Cristina Mocellin
Sheila Cristina Mocellin Seguir

Graduada em Pedagogia e Mestre em Educação pela PUCPR. Possui experiência na área de gestão e administração de IE, docência presencial e em EaD, Gerenciamento Design Instrucional de material impresso para EaD para o diversos níveis de ensino.

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