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O desafio de educar crianças especiais

O desafio de educar crianças especiais

              Esta quarentena está me fazendo criar novas rotinas, rever prioridades e visitar momentos de lazer que eu já nem sabia mais que tinha e gostava.

              As primeiras semanas foram quase enlouquecedoras, um grande medo do desconhecido, mensagens, e-mails, diversos grupos no WhatsApp, jamais fui tão acionada. Gradativamente foi diminuindo (tenho pra mim que entenderam que não havia necessidade de mostrar com tanto afinco que estavam produzindo), uma nova rotina se estabeleceu onde, pouco a pouco, conciliar o trabalho em casa e o trabalho de casa foi se tornando possível e mais saudável.

              Isto não quer dizer que seja fácil, atividades domésticas e atividades profissionais são cansativas e os momentos de lazer que eram em casa são tomados por elas. Aprendi então a não me cobrar a perfeição, me julgar menos e me permitir mais.

              Quando assistimos um filme ou série, quando lemos uma notícia e conversamos com um colega de trabalho sobre aquilo o momento em que assistimos/ lemos passa a ser mais que um momento de lazer, passa a ser também uma fonte de discussão que engrandece em busca de um objetivo comum no ofício. Seguindo essa linha de raciocínio passei a incluir na minha, ainda estranha, rotina de quarentena um tempo para assistir TV sem culpa.

              Os streamings estão aproveitando e inserindo mais e mais conteúdo, que está sendo consumido com sagacidade. Pesquisando as novidades esses dias, me deparei com o filme “Como estrelas na terra”. O filme acompanha uma criança indiana que sofre de dislexia e é incompreendido pelos pais e professores, mas tudo começa a mudar com a chegada de um novo professor.

              De forma lúdica, simples e emocionante o filme escancara um problema que todos nós estamos sujeitos a vivenciar, como, por vezes, somos alheios a isso e o tanto que isso afeta uma criança. Toda criança nos exige uma atenção especial e esse é nosso maior desafio, estar preparado para educar igualmente, mas sabendo lidar com as diferenças.

              Você já conviveu com uma criança com este transtorno? 17% da população mundial é atingida por ele, a chance de termos de lidar com isso é grande e precisamos estar preparados. Permita-se esse tempo para assistir e ter a visão de uma criança. Após, retorne aqui e me conta o que você achou. Fico te esperando! 😉

Desafios da Educação

Comunidade Sebrae
Thaiene Verydomar de Souza
Thaiene Verydomar de Souza Seguir

Administradora, MBA em Gestão de Pessoas. Atuo com Educação Empreendedora e com Inovação.

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